segunda-feira, 21 de julho de 2014

CRISE MORAL



Vários tipos de crise podem atingir um país. A econômica e a financeira são as mais visíveis porque atingem todos os setores e suas consequências são imediatas. Outro tipo de crise que produz resultados funestos é a crise de identidade nacional. Um povo que ocupa geograficamente o mesmo território que se presume unificado, geralmente mediante o uso da força, pode abrigar etnias completamente distintas e hostis entre si. A antiga Iugoslávia é um bom exemplo. Ocupavam o mesmo território croatas, bósnios, eslovenos, macedônios, montenegrinos, sérvios e cossovanos. Com a desintegração da URSS e do regime comunista nos países do leste europeu os conflitos estabeleceram-se provocando a morte de centenas de milhares das várias etnias.  Países europeus na Partilha da África estabeleceram fronteiras levando em conta somente seus interesses. Tribos tradicionalmente inimigas passaram a conviver no mesmo território. Mesmo após a saída dos europeus do continente africano as lutas e os massacres não cessaram. Na Espanha populações de várias regiões não se reconhecem como sendo espanhóis e os bascos são o exemplo mais emblemático. Todas, no entanto, reclamam tempo. Não se pode resolver estas crises nem a curto nem em médio prazo. A crise de identidade nacional é a mais complexa de todas e talvez insolúvel, dado sua natureza. As crises podem ser desastrosas ou catastróficas. O Brasil já passou e ainda passa por diversas crises. Porém, a crise mais profunda e lamentável que sempre caracterizou nossa nação e da qual não nos livramos é a crise moral. Esta tem nos garantido uma péssima reputação entre as nações. A honestidade é quase um crime em nosso país. Valores éticos quase que um delito hediondo. Ser conservador uma heresia.


Que o Estado brasileiro, desde seus primórdios, vem sendo moldado e manipulado por gente sem convicções, escrúpulos, competência, decência é público e notório. Porém, a partir do golpe militar que implantou a República as práticas criminosas robusteceram-se, inovaram-se, sofisticaram-se. As classes dominantes, através dos séculos, recusaram-se a respeitar os limites entre o público e o privado; o clientelismo está estabelecido desde as Capitanias Hereditárias. A corrupção é sistemática e observada em todas as camadas da população. A escala de valores morais vem sendo distorcida e invertida em qualquer sistema de governo que o país utilize (monárquico ou republicano). Por melhor que se conceba e estruture-se o Estado por certo não resistirá aos constantes ataques perpetrados pela classe dominante, pelos políticos, pelos governos e pelos governados. O Estado brasileiro está corroído, putrefato, imprestável e inútil. Qualquer tentativa de reformá-lo estará fadada ao fracasso tal o grau de deterioração. Deve ser repensado e refundado, mas não com os bandidos que vêm ocupando o poder. Se todo poder emana do povo nada mais natural que ele o exerça em todas as suas dimensões.


Segundo está noticiado na grande imprensa 23% dos conselheiros de Tribunais de Contas dos Estados respondem ações na Justiça. Os 27 TCEs possuem 189 conselheiros (2/3 indicados pelo Legislativo e 1/3 pelo Executivo) Ao invés de examinarem os gastos públicos, apontar irregularidades, detectar superfaturamentos e prevenir o desperdício do dinheiro público os conselheiros lançam-se de corpo e alma na prática dos mais diversos crimes. Tem crime para todos os gostos: corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, prevaricação, nepotismo, pedófilos e até homicidas. De acordo com o site do Transparência Brasil, o conselheiro Luiz Eustáquio Toledo foi condenado a seis anos de prisão por matar a própria mulher em 1986 e, neste mesmo ano, nomeado para o TCE de Alagoas. A Constituição Federal exige que os candidatos a conselheiros possua “idoneidade moral”, “reputação ilibada” e “notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública”. Nenhum desses critérios é respeitado. Conselheiro é um cargo eminentemente político, quer seja, qualquer besta quadrada ou bandido pode ocupá-lo. O que vai contar será sua proximidade com os poderosos. Tem conselheiro tão envolvido em práticas criminosas que foram proibidos até de entrar nos tribunais. No TCE do Rio de Janeiro seu presidente Jonas Lopes de Carvalho Júnior e o conselheiro Jose Gomes Graciosa (e isso lá é sobrenome?) são acusados na Ação Penal 685 de receber dinheiro entre 2002 e 2003 para aprovar um contrato sem licitação. A rede de proteção que os criminosos possuem é imensa e bem resistente. No STJ a Ação Penal 691 acusa de falsidade ideológica, peculato em continuidade delitiva, corrupção ativa e prevaricação o presidente do TCE do Rio de Janeiro e os conselheiros Aluísio Gama e Júlio Lamberstson Rabello. Porém foi rejeitada por unanimidade. Em 2010 a Operação Mãos Limpas prendeu, entre outros, o ex-governador Waldez Goes acusado de desviar recursos públicos da educação e outras áreas no Amapá. Este mesmo cidadão é candidato este ano. Nesta mesma Operação foram acusados de desviar a bagatela de R$ 100 milhões do TCE Amapá cinco conselheiros, três servidores e dois conselheiros aposentados. E por falar em ex-governador, o presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) “mexeu os pauzinhos” para garantir uma vaga no Tribunal de Contas para a senhora sua mãe (a dele) Ana Arraes. No frigir os ovos conclui-se que o sistema judiciário que deveria zelar para o cumprimento da lei também a violenta despudoradamente e com o mesmo empenho do Executivo e do Legislativo, os outros dois estupradores da Constituição Federal.


Mas nem tudo está perdido. No momento que a população de qualquer país se encontre desprotegida, explorada, seu trabalho confiscado, massacradas por um modelo econômico que concentra a renda cada vez mais aprofundando as desigualdades, suas instituições corroídas e corrompidas, suas esperanças desfeitas está na hora de assumir o controle da situação utilizando os instrumentos que estejam ao seu alcance, sejam eles quais forem. Contra o povo ainda não inventaram nenhuma arma. Pode-se matar e prender alguns, mas nunca todos. Chegamos ao fundo do poço da imoralidade, corrupção, incompetência, mediocridade, omissão, descaso e conivência com o ilícito, notadamente a partir de 1995 com a eleição de Fernando Henrique Cardoso, em 2003 com Lula da Silva e 2011 com Dilma Rousseff. Somente a sociedade pode estancar a sangria que sucessivos governantes vêm submetendo o país e comprometendo seu presente e seu futuro.


CELSO BOTELHO
21.07.2014






quinta-feira, 17 de julho de 2014

DE VOLTA PARA A LATA DE LIXO




Dona Dilma Rousseff, entre outros tantos atributos depreciadores e alguns impublicáveis, é uma incompetente incorrigível e egocêntrica. Deseja mais quatro anos para provar de vez aos poucos que ainda a celebram com “gerentona” que “jamais na história desse país” houve administração mais caótica, corrupta, incompetente e medíocre. Fosse um campeonato a disputa seria renhida, pau a pau: José Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Todos notórios abutres. A desadministração Rousseff só não é pior por falta de tempo e é exatamente isto que ela está pleiteando nas urnas em outubro próximo. Tempo para piorar o que já é lastimável. Para os esquerdistas tanto faz se a economia vai bem ou não, posto que tirem proveito de ambas as situações. Todos os candidatos à presidência da República, sem exceção, estão plenamente qualificados para não exercerem o cargo. Nenhum deles possui um projeto para o país, caso possuam está guardado a sete chaves num cofre no fundo do Oceano Atlântico onde ninguém (nem eles) tem acesso. O programa que apresentam é ridículo. Todos são unânimes em combater a corrupção, melhorar os serviços públicos, investir em infraestrutura, controlar a inflação, etc. Porém são incapazes de dizer como fazer e de onde virão os recursos. Só pode ser com o aumento da carga tributária, ou melhor, o crime de extorsão que o governo pratica impunemente contra os cidadãos. Antes da abertura da Copa do Mundo dona Dilma convocou rede nacional para transmitir o que chama de pronunciamento (também chama a quadrilha petista de governo) assegurando que para o evento foram gastos “apenas” R$ 8 bilhões e que para a educação e saúde havia destinado 212 vezes mais, quer seja, em sua própria conta, R$ 1 trilhão e 700 bilhões. Mesmo refugiando-se atrás da fria câmera de televisão e proibindo as emissoras no dia de abertura do evento de mostrá-la no telão foi devidamente vaiada e xingada. Não foi apedrejada porque a FIFA proibiu a entrada de sacos de pedras nas caríssimas arenas. Ora, quanta bondade! Ou esta colossal soma foi surrupiada como é o costume ou a Casa da Moeda ainda não imprimiu cédulas suficientes para acudir uma educação que forma todos os anos milhares de analfabetos funcionais e um sistema de saúde cada vez mais deplorável, desumano, cruel. Há poucas semanas atrás circulou na Internet um vídeo de uma gestante parindo na porta de um hospital público como se fosse um animal qualquer. Cadê o trilhão e bilhões que teve a cara de pau de dizer “destinou” a saúde? Ora, dona Dilma, vá para o inferno (é provável que o diabo a recuse). O seu antecessor chegou a afirmar que “o SUS está a beira da perfeição”, mas quando foi diagnosticado o câncer correu para o hospital Sírio e Libanês. Vocês não valem meia pataca furada.


Dona Dilma aparecerá no horário “gratuito” eleitoral com muitos dados enganadores, imagens bem produzidas de obras inacabadas, superfaturadas, paralisadas, politiqueiras. Dirá que a inflação está sob controle, sob o controle dos especuladores. Seus marqueteiros tentarão vender a imagem de uma administradora eficiente. Tudo ilusão. Dona Dilma não fará referência alguma ao pífio desempenho no PIB durante sua gestão, não mencionará que logo no primeiro ano de seu maldito governo seis ministros foram demitidos por corrupção (nenhum deles foi punido e o patife do Carlos Lupi continua balançando a pança e comandando o ministério do Trabalho). Será omissa quanto à operação lesa-pátria que patrocinou na Petrobrás com a compra da refinaria de Pasadena. As obras da transposição do Rio São Francisco que já sugaram cerca de R$ 10 bilhões dos cofres públicos e encontram-se abandonadas. De igual maneira está a Transnordestina que já descarrilou trem por ausência de dormentes, porém já consumiu bilhões de reais. Nada dirá sobre o engodo de baixar as contas de energia elétrica e depois abrir as burras para as concessionárias e também nada dirá sobre a eminência de haver apagões por falta de investimentos no setor elétrico. Também não explicará aos cidadãos o golpe que está dando na precária democracia brasileira com o Decreto Lei 8.243 que estabelece o Programa Nacional de Participação Social que é, nada mais nada menos, um Estado paralelo ocupado por petistas. Este decreto violenta a Constituição Federal, despreza o Congresso Nacional e afeta a harmonia entre os poderes (pelo menos teoricamente). Com certeza apresentará um balanço positivo sobre a Copa do Mundo esquecendo-se que abriu mão da soberania do país ao atender todas as exigências da FIFA (esquerdista não tem pátria, apenas se servem do país onde nascem). Nada comentará sobre a truculência, arbitrariedade das policias militares em todo o país para conter qualquer manifestação ou mesmo quando uma categoria saía em passeata em greve por melhores condições de trabalho e salários mais justos. Comunista só aceita oposição, protesto e reinvindicação se não estiver no governo. Como gosta de dizer esta mentirosa e guerrilheira de araque são tantos seus “malfeitos” que exigiriam numerosas laudas para descrevê-las.


Dona Dilma antes de ser candidata não era nada e quando deixar a presidência da República (este ano ou em 2018) voltará a ser nada, zero à esquerda e da esquerda, vivera em merecido ostracismo. Poderá tentar reabrir a lojinha de R$ 1,99 com quinquilharias panamenhas. Até mesmo seus áulicos mais empedernidos saltarão de banda, muitos já saltaram desta canoa furada. Afinal é melhor ser naufrago do que afogado. Do pó ao pó. Do lixo ao lixo.

CELSO BOTELHO

17.07.2014 


quarta-feira, 18 de junho de 2014

"ESSA COISA"




Gilberto Carvalho, O Espião Que Veio do Nada, saiu em campo para defender sua “chefa” e o Decreto 8.243/14 (Programa Nacional de Participação Social) que a desgraçada assinou. Como é do conhecimento geral tal decreto é um artifício do Partido dos Trabalhadores (sic) para construir um Estado paralelo. É parte de sua estratégia de dominação. Solapa do cidadão o direito de livre escolha de seus representantes como está previsto na Constituição Federal e, por consequência ao carcomido, falido e putrefato Congresso Nacional o dever de representá-los. Mas comunista defender comunista e todas as atrocidades que já cometeram e continuam a cometer não é surpresa alguma. Tão grave quanto sua defesa ao monstrengo parido no Palácio do Planalto foi sua postura diante das merecidas vaias e xingamentos que a senhora Rousseff fez (e faz) por merecer. Vaiar autoridades é um direito do cidadão inalienável que expressa sua indignação, repúdio. Xingá-las vai um pouco mais além. Não se trata de falta de educação e sim do único recurso linguístico disponível que alcança o entendimento dessas autoridades, notadamente quando se trata de gente como Dilma Rousseff, Luiz Inácio & Vigaristas Associados. O alcoviteiro-mor do Palácio do Planalto declarou que as vaias e as acaloradas palavras de baixo calão com as quais “a presidento” fora agraciada na abertura da Copa do Mundo não vieram só da “elite branca”. Mas então de onde viera? De marte? Entre o público presente na Arena Corinthians-BNDES-Haddad não se via nenhum desdentado, negro, descamisado, pés descalços ou pessoas com qualquer traço de pobreza. Rostos brancos, rosados, bem nutridos espalhavam-se por todos os setores do estádio. Parecia um estádio sueco. Xingar “nomes feios” não é uma exclusividade das classes menos favorecidas ou de pessoas sem instrução. E o tralha do Gilberto Carvalho sabe disso. Disse o indigitado trapalhão que “essa coisa desceu”. O que demonstrou foi preconceito e discriminação ao refrescar o rabo da “elite branca”.





Gilberto Carvalho asseverou que foi ao estádio, assistiu a peleja e depois utilizou o metrô. Esta última parte é difícil acreditar, mas vá que seja. Informou que “tinha muito moleque gritando palavrão no metrô". Neste caso os xingamentos já não eram dirigidos à senhora Rousseff, exceto se ela também tivesse resolvido voltar à Brasília de metrô. Por certo que mesmo que houvesse uma linha do metrô até a Capital a senhora Rousseff não se atreveria a utilizar. Reclamou o ministro que “essa coisa” de enxergarem os petistas “como somos um bando de aventureiros que veio aqui para se locupletar pegou, na classe média, na elite, e vai descendo...”. Não. Aventureiros não são. São vigaristas, canalhas, corruptos até a sola do pé, omissos, incompetentes, permissivos, coniventes com o ilícito, mentirosos e o que mais se queira dizer de ruim. Aventureiro arrisca. Comunistas como vocês planejam, conspiram e articulam-se. É ridículo, mas o ministro está a se fazer de vítima como se a roubalheira desenfreada não existisse. A classe média certamente tem motivos suficientes para denegrir, vaiar e xingar o governo, porém a elite tão bem aquinhoada durante as “desadminstrações” petistas haveriam de patrocinar uma campanha contra aqueles que se mostram tão generosos na criação, manutenção e ampliação de seus privilégios? Isto é uma velha estratégia da esquerda: jogar uns contra os outros criando e fomentado ódios por todos os lados.   Nunca é demais relembrar que os irmãos do prefeito Celso Daniel, assassinado em 2002, acusaram Gilberto Carvalho de participar de esquema de arrecadação de propina no ABC Paulista. Segundo os irmãos de Celso Daniel "Carvalho chegou a confessar que certa vez levou no seu Chevrolet Corsa preto uma mala com 1,2 milhão de reais para o então presidente do PT, José Dirceu".


Gilberto Carvalho, O Espião Que Veio do Nada



Gilberto Carvalho fala “guerra ideológica”, mas não informou onde estaria acontecendo, posto que no Brasil não seja. A guerra ideológica há muitas décadas foi substituída pela disputa de cargos. Interessante que os meios de comunicação, sob total controle da esquerda, são acusados pelo dito cujo como sendo os fomentadores desta “guerra ideológica”. Para o espião do Lula os meios de comunicação promovem tal “guerra” porque são contrários a “qualquer tentativa de democratização mais profunda”. E desde quando comunista é democrata? Carvalho definiu muito bem o que vem a ser o Decreto 8.243/14: “arrumação da casa”, ou seja, disponibilizar para o PT meios efetivos para controlar o Estado brasileiro de cabo a rabo. Assegurou que o governo ficou surpreendido e até assustado com a reação negativa do Congresso Nacional. Ora, santa ingenuidade! O Congresso Nacional é um covil de malandros e jamais aceitaria ser sobrepujado em suas prerrogativas.





“O presidenta” ao assinar o decreto não contava com a resistência de um Congresso Nacional subserviente, fisiológico e repleto de pilantras. Calculou mal. Quando se trata de proteger seus interesses os congressistas brigam até com o diabo, um contumaz parceiro e amigo de Suas Excrescências, digo, Excelências. “Essa coisa” (a revolta a sociedade com este governo corrupto, perdulário, incompetente, entreguista, omisso, bandido, etc.) ainda é muito pouco em face do que a corja empoleirada no poder merece. Vaia e xingamento, por mais sonoros que sejam não removerá estas tralhas da vida pública brasileira e muito menos eleições. É preciso um passo além.



CELSO BOTELHO

18.06.2014

domingo, 15 de junho de 2014

EI, DILMA...




Como era de se esperar o público presente na Arena Corinthians-BNDES-Haddad vaiou a senhora Rousseff à sua chegada, durante a partida entre a seleção brasileira e a croata e ao final dela. Vaia justíssima, porém insuficiente para demonstrar o quanto ela, seu partido & associados são nefastos ao país. Caso considerasse o processo eleitoral brasileiro minimamente honesto a solução seria simplesmente não reelegê-la. Mas não é tão simples assim. A legislação eleitoral é obsoleta, casuística e perversa. As urnas eletrônicas são uma retumbante fraude. Os “eleitos” só representam seus próprios interesses ou aqueles que lhes dão retorno financeiro e/ou político. Não recomendaria nenhum dos candidatos à presidência da República nem para catarem coquinhos. Boicotar as eleições seria uma bela alternativa. Porém improvável que possa acontecer. Somente a ocupação de espaços pela sociedade poderá reverter esta lamentável situação na qual o Brasil se encontra. Não basta xingarmos as autoridades, mesmo que esta seja a única linguagem que entendam, posto que seja impossível estabelecer um dialogo no campo das ideias com a esquerda. O processo eleitoral brasileiro e os políticos não merecem qualquer confiança e respeito. As manifestações populares são legítimas, necessárias e retratam fielmente a falência do Estado brasileiro e a incompetência, descaso, omissão, conivência e prática sistemática da corrupção de sucessivos governos. No entanto, não preocupam nem assustam aqueles que detêm o poder. O governo petista montou todo um aparato militar repressivo para vigorar no período da Copa do Mundo que poderá se estender após seu término. A grande mídia, subvencionada e subserviente aos poderosos, ocultam a barbárie que as polícias estão praticando contra os cidadãos. O governo emprega meios idênticos aos utilizados durante o regime militar como viaturas sem identificação. O cidadão é preso e ninguém sabe quem o prendeu e para onde será levado. Dizer que a polícia tem se exacerbado em suas funções é minimizar a truculência, o arbítrio e a violação de direitos humanos universalmente consagrados.


O Estado brasileiro encontra-se tão debilitado que nenhuma reforma poderá dar conta de recuperá-lo. Deve ser repensado e refundado sobre bases sólidas. O diabo é que com esta corja de politiqueiros isso é impossível. Será necessário que se encontre outro meio de promover essa refundação. As eleições se prestam somente para manter o establishment. As manifestações da maneira como estão sendo conduzidas se revelam ineficazes e até estimulam o governo criar mais legislações restritivas que possam enquadrar qualquer cidadão por qualquer ato.  O Estado brasileiro, desde os seus primórdios, está inundado de vícios, distorções, corrupções. Ao longo do tempo criaram, recriaram e reciclaram instrumentos e mecanismos para manter a população sob controle. A onda de manifestações que varreram o país em junho do ano passado conseguiu somente que a PEC 37 fosse arquivada.  Manifestações que foram planejadas, articuladas, coordenadas e executadas pela própria esquerda para avaliarem o tamanho, a coesão e a possibilidade de sua militância respaldar uma ruptura institucional e estabelecer uma nova hierarquia. O processo escapou do controle e concluíram que, por esta via, não poderiam promover uma ruptura, pelo menos por enquanto. Então optaram utilizar a estratégia que já está em curso a mais de cinquenta anos: usar meios legais (ou aparentemente legais) para desmantelarem a ordem vigente. Por isso apressaram-se em propor uma assembleia constituinte exclusiva para realizar uma reforma política que os transformaria em Deuses do Olimpo com poderes de decidir quem viveria e quem morreria. Este sempre foi o objetivo da esquerda. A esquerda há muito abandonou a conquista do poder pelas armas integrando-se ao sistema vigente disputando eleições e ocupando cargos que permitissem corroer o Estado fragilizando-o, incapacitando-o e inutilizando-o para justificar o discurso de substituí-lo por um Estado forte, ou seja, autoritário, policialesco, violento. O sucesso desta estratégia é inegável e vem sendo praticada desde os anos 1960. Os militares, por ignorância, preguiça ou inocência colaboraram significativamente para a ascensão da esquerda ao poder tão logo deixaram o poder em 1985. Os generais concentraram-se em perseguir, prender, torturar e matar terroristas pés de chinelo enquanto a esquerda sorrateiramente foi ocupando espaços nas universidades, sindicatos, jornais, rádios, televisões, movimento editorial, etc. O regime militar não fez campanha alguma para esclarecer a população sobre o que era o comunismo, as vítimas que já havia produzido ao redor do mundo. Referiam-se aos comunistas como terroristas ou subversivos. Nem todos os terroristas são comunistas, mas todos os comunistas são terroristas, de uma forma ou de outra. Como militares deveriam ter seguido o conselho de Sun Tzu: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”. Esta negligência redundou nos resultados catastróficos verificados ao longo das últimas décadas.


Na cerimônia de lançamento do poste Alexandre Padilha ao governo de São Paulo o ex-presidente Lula, O Ignorante, utilizando seus recursos de psicopata, declarou que existe uma campanha de ódio contra o PT orquestrada por seus adversários políticos.  Que adversários? Nem ele nem Dilma tiveram qualquer oposição durante seus desgovernos, suas “desadministrações”. Acerca das palavras “carinhosas” dirigidas a senhora Rousseff na abertura da Copa do Mundo (uma abertura muito mixuruca, chinfrim e digna de uma republiqueta de bananas) Lula atacou a elite da qual faz parte e pela qual seu governo e o de dona Dilma concederam, ampliaram e mantiveram seus privilégios dizendo que “aquelas pessoas não sabem o que é um calo na mão. E este desgraçado também não sabe. Desde meados da década de 1970 Lula não sabe o que é trabalhar. Primeiro como dirigente sindical e depois como presidente de partido político. Ademais “aquelas pessoas” presentes no Itaquerão com certeza não eram das classes D e E (abomino tais classificações). Por um momento até pensei estar assistindo um jogo na Suécia. O ex-presidente declarou que “O PT mudou o padrão de governança deste País”. De fato. Mudou de desastroso para catastrófico. Sem desmerecer os governos anteriores, os governos petistas são líderes absolutos em corrupção;  incompetência; omissão; descaso; permissividade; conivência com o ilícito; desvio, desperdício e malversação dos recursos públicos. Mas esse tal de Lula é um descarado de marca maior ao afirmar que “o ódio dos adversários se deve ao fato de que, pela primeira vez neste país, termos provado à elite que tem gente mais competente para governar.”  Gostaria de saber o que este vigarista entende por gente competente. Dilma Rousseff? Fernando Pimentel? Gilberto Carvalho? Celso Amorim? Marta Suplicy? Guido Mantega? Aloisio Mercadante? Nelson Jobim? Mario Negromonte? Edson Lobão? E etc. e etc. e etc. e bota etecetera nisso. O ex-presidente só pode estar de sacanagem ou, como se diz em São Paulo, “tá me tirando?”. Como poderá haver ódio em adversários inexistentes?


Xingar a senhora Rousseff serve para extravasar a indignação, o repúdio e revolta da população massacrada, espoliada e desrespeitada, mas não trará as soluções que tais sentimentos reclamam. É preciso dar um passo além. E este não está nas urnas, posto que todos os postulantes estejam perfeitamente integrados na estratégia esquerdista de dominação e implantação do sistema de partido único e onipresente.  O passo além está em desautorizar este governo que ai está.


E, para não perder a viagem, a senhora Rousseff voltou a defender seu monstrengo, o Decreto 8.243/14, evocando também uma inexistente oposição. Dona Dilma ou está com crise de amnésia ou é muito cara de pau ao dizer que os críticos desta estrovenga desejam “uma democracia sem povo”. Quem dona Dilma pensa que é para falar em democracia e em povo? Que moral tem para dizer tal coisa? Era uma terroristazinha de meia pataca furada no Colina (Comando de Libertação Nacional) e no VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), organizações de extrema esquerda que tinha por objetivo implantar o regime comunista no Brasil. Desde quando os comunistas governam para o povo e pelo povo?


CELSO BOTELHO

15.06.2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

DECRETO 8.243/14. PARTIDO DOS TRABALHADORES (?) CRIA O ESTADO PARALELO



O Decreto 8.243/14 que institui o “Programa Nacional de Participação Social” (como diria Nelson Rodrigues, “bonitinho, mas ordinário”) não passa de uma estratégia do PT para exercer maior controle sobre a sociedade. Algumas vozes se levantaram contra e outras tantas a favor. O decreto visa legitimar o que é ilegítimo, imoral e inconstitucional. Acontece que ambos os lados são amplamente favoráveis à manutenção da aberração e sua implantação. Tudo não passa de uma jogada ensaiada. A aparente divergência é uma estratégia para consolidá-lo. Pode ser que entre os que se opõe à estrovenga exista alguém de fato sincero, porém suas vozes não tardarão a silenciar.  Muitos do que se opõe estão comprometidos até a raiz dos cabelos com o projeto esquerdista de poder e, por inúmeras vezes, demonstraram seu vínculo e subserviência como, por exemplo, o ministro do STF Gilmar Mendes, O Coronel; o ex-ministro do STF Eros Grau, O Pornográfico; o ex-ministro do STF Carlos Velloso (defendeu a concessão dos embargos infringentes aos réus do Mensalão, apesar de tal dispositivo já ter sido eliminado da Constituição Federal de 1988); o vice-presidente da República Michel Temer, O Cocheiro de Vampiro, que crítica a maneira monocrática com que fora instituído e alguns partidos que ameaçam recorrer ao STF para derrubar o decreto. Só mesmo um jumento retardado poderia crer na honestidade moral e intelectual dos indivíduos acima mencionados. Estão querendo implantar no Brasil o que passou a ser denominado como “constitucionalismo bolivariano”, quer seja, um Executivo forte (ditatorial) governando por decreto.


O monstrengo parido pela senhora Rousseff concede a movimentos não institucionalizados poder para estabelecer metas e interferir na administração pública (Artigo 2º, Inciso I). A participação popular definida na Constituição Federal é através do voto direto e secreto, isto é, elegendo seus representantes. Os movimentos sociais representam apenas uma determinada parcela da sociedade e não possuem legitimidade para orientar políticas públicas. Somente ao eleitor é conferido este poder através da eleição de seus representantes ou em plebiscitos e referendos. Quem representa a sociedade brasileira são os cerca de 140 milhões de eleitores.  Ao excluir o Congresso Nacional da feitura do decreto o PT demonstra cabalmente a intenção de constituir um estado paralelo, com pleno controle sobre a sociedade pelo partido governista. Mesmo sendo o Congresso Nacional uma instituição corroída, corrompida e imprestável deveria ser consultado, pelo menos isso. Os tais “conselhos populares” propostos no referido decreto não se sabe de que forma serão compostos? Quais os critérios para escolher este ou aquele integrante? Certamente um dos quesitos será possuir a carteira do Partido dos Trabalhadores & Associados. A rede de instâncias estabelecidas nesta porcaria de decreto é complexa e pouco específica (conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de debate, fóruns, audiências e consultas públicas) e todas subordinadas a Secretaria Geral da Presidência da República, atualmente ocupada pelo Gilberto Carvalho, O Espião Que Veio do Nada e ex-presidente do Foro de São Paulo. O Artigo 3º prevê a ampliação dos mecanismos de controle social, porém não detalha que mecanismos serão esses e sobre o que. O jurista Carlos Ari Sundfeld, professor de Direito Administrativo na FGV-SP, declarou: “É um decreto autoritário. Tem vagas declarações democráticas, mas sujeita ao puro arbítrio da cúpula (petista) a participação social em assuntos administrativos” acrescentando que “adota o método do sindicalismo da era Vargas, para gerar uma sociedade civil chapa branca, que fale por meio de instâncias sob controle.” O professor definiu exemplarmente o objetivo do decreto.


Para defender o monstrengo dona Dilma saiu-se com esta: “Muitas cabeças pensam mais que só a cabeça do Executivo”. Depende da cabeça. Caso sejam iguais a sua com apenas dois neurônios (o tico e o teco) seus resultados serão desastrosos, catastróficos. Dona Dilma foi apenas a barriga de aluguel para gerar este monstrengo, o embrião foi criado no diabólico laboratório do Foro de São Paulo. Essas “muitas cabeças” sem qualquer dúvida serão recrutadas entre os militantes histéricos da esquerda. Por certo o PT criará dúzias mais de movimentos sociais capitaneados por seus vassalos para inseri-los no decreto. Qualquer coisa que os esquerdistas façam sempre têm duas camadas. A visível e a invisível. Neste caso a parte visível apresenta um discurso que aparenta a criação de um mecanismo para aprimorar a democracia com a participação do cidadão comum, dos movimentos sociais, coletivos, etc. A parte invisível é exatamente o oposto. Cria um estado paralelo ocupado pela esquerda para obter o pleno controle dos movimentos sociais, coletivos, sindicatos, etc. e antecipar-se a qualquer movimentação que possa causar-lhes transtornos.


Não se vê e não se lê na grande mídia qualquer referência a esta aberração, este atentado contra as já precárias instituições brasileiras. Omitem-se descaradamente. Imaginam que são intocáveis. Lamento informar que tão logo o projeto de poder esquerdista esteja consumado ninguém estará a salvo. Sejam banqueiros, empresários, empreiteiros e principalmente empresas de comunicações (televisões, rádios, jornais, editoras). Serão transformados em meros empregados, serviçais de um regime que estão contribuindo significativamente para que seja instalado no país. Os comunistas além de se apropriarem de tudo que hoje possuem ainda os farão trabalhar para proporcionar-lhes mais dinheiro e poder. Examinem um pouco a História e constatarão que a primeira providência dos regimes ditatoriais é eliminar os possíveis concorrentes, antigos colaboradores, opositores e dissidentes. No artigo anterior disse, textualmente: “O PT, desde 2003, enfrenta um desafio. De um lado está a legislação vigente que possibilitou sua ascensão ao poder e com a qual deve governar e de outro a necessidade de atender suas premissas revolucionárias.” Uma vez que a ruptura institucional não possa ser realizada pela militância, pelo menos por enquanto, recorrer-se aos instrumentos legais para alcançá-la (estatutos, regimentos, normas, portarias, decretos, medidas provisórias, projetos de emenda constitucional, etc.). O governo da senhora Rousseff deveria patrocinar esta ruptura, porém mostrou-se incompetente e as esquerdas despreparadas para levar adiante tamanha empreitada. Mas esta situação pode ser revertida com ou sem dona Dilma no Palácio do Planalto. Diferentemente dos socialistas Fabianos que não têm pressa e não sabem exatamente o tipo de socialismo que desejam (seu símbolo é uma tartaruga), os comunistas têm um pouco mais de pressa e seus líderes desejam vê-lo implantado em seus países no seu prazo de vida. O ex-presidente Lula declarou certa vez que poderia levar trinta anos para “educar” as pessoas dentro da ideologia esquerdista, mas que ele não viveria tanto tempo. Então o melhor seria primeiro conquistar o poder (através das urnas) e depois impor a ideologia comunista (através da violência física e psíquica). O decreto 8.243/14 é a mais recente investida contra a sociedade brasileira pelos petistas & vigaristas associados rumo ao regime de partido único e onipresente.




CELSO BOTELHO
09.06.2014




segunda-feira, 2 de junho de 2014

DECRETO 8.243/14. MAIS UMA GERINGONÇA COMUNISTA



Para aqueles que ainda creem que o comunismo acabou com a desintegração da URSS ou com a queda do Muro de Berlim vou desapontá-los mais uma vez. O movimento comunista internacional existe há mais de cento e cinquenta anos e nunca esteve moribundo, que dirá morto. Alguns me rotularam de saudosista da Guerra Fria que, na verdade, foi um embuste; de teórico da conspiração; caçador de fantasmas, etc. Não há melhor serviço que se possa prestar aos comunistas do que negar sua existência. O maior truque de satanás está em negar sua própria existência. A KGB (hoje FSB) é muito mais poderosa e rica do que fora durante o regime comunista da URSS. Suas ramificações são muito mais abrangentes e muito mais camufladas. Existem organizações que são financiadas pela antiga KGB que sequer desconfiam disso. Os comunistas são camaleônicos. Adaptam-se em qualquer ambiente utilizando-se dos recursos disponíveis para infectá-lo, turvá-lo e destruí-lo. Sempre agiram assim. O Partido dos Trabalhadores, desde sua fundação, havia criado o mito de que seria um partido avesso às práticas políticas nefastas utilizadas por gerações no país, defenderia a ética, a moralidade no trato da coisa pública, etc. Nos anos 1990 o PT, com José Dirceu, Aloisio Mercadante, José Genoíno & Cia. denunciavam tudo e todos, na ótica do partido todos eram culpados até que se provasse a inocência. Inúmeras vezes eram inocentes, porém o estrago já havia sido feito e as reputações assassinadas (royalties para Romeu Tuma Jr.). Para o PT, naqueles anos, instalar uma CPI contra seus adversários, atribuir-lhes crimes, denegrir suas imagens, tornar-lhes a vida um inferno, chegava a provocar-lhes incontáveis orgasmos. Estavam simplesmente usando a velha estratégia da esquerda de servir-se dos instrumentos da democracia para corroê-la, contaminá-la e destruí-la de dentro para fora. Este método está descrito na Declaração de Março de 1958 do PCB. Estamos imersos no processo que implantará no Brasil oficialmente o regime de partido único, posto que na prática o PT já se assenhorou de todas as outras legendas, sem exceção. O Estado Democrático de Direito é que incomoda os comunistas e não o capitalismo. O comunismo jamais quis destruir o capitalismo pela simples razão de não sobreviver sem ele. O capitalismo consegue gerar riquezas de todas as maneiras, seja denegrindo a si próprio, seja promovendo os símbolos e as ideias comunistas, nazistas, fascistas, castristas ou outra porcaria qualquer. O PT, desde 2003, enfrenta um desafio. De um lado está a legislação vigente que possibilitou sua ascensão ao poder e com a qual deve governar e de outro a necessidade de atender suas premissas revolucionárias. Isso exige muita habilidade, no entanto é uma situação que não poderá perdurar indefinidamente. Chegará o momento que deverá patrocinar uma ruptura institucional definitiva. Neste momento deverá contar com certos fatores indispensáveis como, por exemplo, uma militância capaz de respaldar uma ruptura e elevar-se como uma nova hierarquia. O PT não dispõe deste aparato na escala que se faz necessário e isto tem retardado uma ação mais agressiva contra o precário e mutilado Estado de Direito Democrático brasileiro. Mas esta deficiência não impede que o governo petista utilize outros meios, legais e ilegais, para criar e fomentar o caos na sociedade. Para os comunistas quanto mais confusão, inversão de valores e contradições tanto melhor. E uma de suas ações para robustecer o processo de implantação do regime de partido único e um governo comunista está explícito no Decreto nº 8.243/14 que institui a “Política Nacional de Participação Social – PNPS” que tem como objetivo “consolidar a participação social como método de governo”.


O Artigo 2º do Decreto considera como sociedade civil “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Em outras palavras: o PT no controle. Este artifício não é inédito. Lenin e Stalin o utilizavam para enviar opositores e insatisfeitos para os campos de trabalhos forçados na Sibéria. Criou-se o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) que institui um governo paralelo no Brasil através de mecanismos de controle que vão entregar toda máquina administrativa nas mãos do PT. A ideia é admitir “conselhos populares” nos órgãos públicos. É um sistema paralelo de poder semelhante ao modelo implantado na Venezuela pelo arremedo de ditador e bobalhão empedernido Hugo Chávez que amordaçou a imprensa livre. No início do mês passado o PT realizou seu encontro nacional e ali elencaram como o partido deveria se comportar, a saber: menos liberalismo econômico (isso é balela); maior aproximação com a esquerda latino-americana (o Foro de São Paulo agrega toda a esquerda sul americana e caribenha, inclusive organizações criminosas com as FARC e o próprio PT); aprofundamento de políticas sociais (mais bolsas-esmolas); reaproximação com os movimentos sociais (para colocar-lhes rédeas e cabresto); maior influência dos sindicatos no governo (mais poder aos pelegos); constituinte exclusiva para a reforma política e implantar o socialismo (não é preciso comentar). Porém, não propuseram nada para estancar a corrupção, melhorar a saúde, a educação, a segurança, os transportes, etc. Alguém ainda tem dúvidas das intenções do PT?


Toda essa corrosão, distorção, manipulação, contaminação e desmantelamento das instituições brasileiras, dos valores éticos, morais e cristãos são estratégias para compor um quadro de instabilidade e caos que somente a seus propósitos interessa, quer seja, o mais absoluto controle sobre tudo e todos sem quaisquer possibilidades de contestação. São em momentos assim que surgem os piores e mais assassinos ditadores da História. Uma sociedade confusa, com uma escala de valores distorcida, invertida e contraditória (a contradição é uma estratégia fundamental para os esquerdistas) está vulnerável e pronta para ser dominada integralmente. Essas intervenções do PT estão acima do ex-presidente Lula e da senhora Rousseff, estes são apenas peças removíveis e substituíveis no intrincado projeto de poder da esquerda. Tudo vem pronto do Foro de São Paulo que obedece rigorosamente às determinações do movimento comunista internacional. O PT é um partido internacional e, sendo assim, ilegal, posto que imoral já se saiba desde sempre. Concebendo, substituindo e modificando engrenagens o PT está desfigurando o que resta da máquina democrática fazendo-a parecer imprestável para substituí-la pela geringonça comunista que só produz miséria, sofrimento e dor.


CELSO BOTELHO

02.06.2014

domingo, 1 de junho de 2014

UNS DIZEM QUE FOI, MAS NÃO VIRAM. OUTROS VIRAM E DIZEM QUE NÃO FOI. PORÉM TODOS SÃO CULPADOS



Como todos já sabiam a CPI da Petrobrás, como tantas outras, foram criadas para não apurar coisa alguma. Não pode ser classificada somente de “chapa branca” é, antes disso, uma retumbante fraude como, aliás, são todas as CPIs e o próprio Congresso Nacional que só não foi desonrado mais uma vez devido ao singelo fato de que não possui honra alguma para ser atingida. As duas Casas estão infestadas de jirigotes e, para fazer justiça, o Executivo e o Judiciário também. Uma CPI comandada e relatada pelo PMDB e PT, respectivamente, com uma maioria governista não poderia mesmo apurar coisa alguma. A “oposição” fez beicinho e “decidiu” boicotar os trabalhos. Boicotar o que? Dos treze integrantes dez estão alinhados com o desgoverno petista e há muito venderam suas almas ao diabo a preço módico e em várias parcelas mensais, iguais e sucessivas. O governo ficou penhoradamente grato diante de tanta generosidade. Existe tanta oposição ao governo petista quanto existe oceanos no sol. O PSDB exibiu, mais uma vez, sua condição de apêndice do PT, a “direita” da esquerda, a “direita” que a esquerda ama, venera e alimenta. Em dois depoimentos dona Graça Foster, presidente da Petrobras, foi contraditória “no que se refere” (royalties para Dilma Rousseff) à operação lesa-pátria da refinaria de Pasadena. No primeiro, declarou que foi um mau negócio. Chamada às falas pela presidente do Clube da Luluzinha e, eventualmente, da República Dilma Rousseff, no segundo depoimento assegurou que o “negócio” pode ser recuperado. No próximo depoimento, no próximo dia 27, o que disser não fará diferença alguma.


José Sergio Gabrielli, ex-presidente da estatal, que havia declarado em abril, textualmente “dona Dilma tem que assumir suas responsabilidades”. Em seu depoimento se contradisse “não considero a presidenta responsável pela compra de Pasadena. A responsabilidade é da diretoria do Conselho de Administração”. Então, tal como Nestor Cerveró, admite que todos são responsáveis pela operação lesa-pátria e, portanto, criminosos confessos. Gabrielli afirmou que a refinaria de Pasadena era bem localizada e com preço atraente. O barraco do Zé Espinha no alto do morro do Vidigal também é bem localizado (vista panorâmica) e pode ser comprado por uma ninharia e nem por isso é um negócio atraente, posto ficar próximo ao crematório dos traficantes e está permanentemente exalando um cheiro de pneu e carne humana queimada. E isso lá é critério para realizar um “negócio” desta envergadura? Segundo ele “era uma refinaria barata”. Cacete, mais um motivo para que fosse realizado um estudo mais cuidadoso antes de efetivar-se a compra. Ou este vigarista nunca ouviu a canção que diz “laranja madura na beira da estrada está bichada Zé ou tem marimbondo no pé”? Gabrielli disse que era um “bom negócio” quando a refinaria foi adquirida (pelo menos para a Astra Oil foi, sem dúvida) a partir de 2008 passou a ser um “mau negócio” (certamente para a Astra Oil que correu para ver aplicada a clausula de put option) e, em 2014, depois das denúncias da roubalheira voltou a ser um “bom negócio”. O “distinto” ex-presidente da Petrobrás não informou para quem. Encerrando seu depoimento afirma categoricamente que a estatal tem sido vítima de campanha política da oposição. Com seiscentos diabos aonde este velhaco foi arranjar oposição ao desgoverno do PT? Em Marte? Tal conclusão é ridícula e nem um débil mental cogitaria dizer tal absurdo. O PT institucionaliza a corrupção, o desvio, o desperdício e a malversação dos recursos públicos e inventa uma oposição para persegui-lo. Vão tomar vergonha na cara, seus moleques.


Nestor Cerveró, que poderia explodir com o governo petista, acabou por esvaziar a já esvaziada e inútil CPI da Petrobrás. Presentes ao depoimento somente três integrantes da mesa. Declarou o pulha: "A presidenta Dilma não foi responsável porque as decisões são colegiadas e aprovadas por unanimidade. O responsável pela compra somos todos nós. Foi uma compra acertada. Foi um acerto coletivo, colegiado. E eu sou coparticipante dessa decisão". Então seria o caso de instalar-se um inquérito para apurar o grau de participação de cada membro da quadrilha, uma vez que o crime já está tipificado e confessado. Esqueceu-se de dizer que quando disse “foi uma compra acertada” não se referia as ótimas condições da compra da refinaria, sua qualidade, produtividade, rentabilidade, etc. e sim dos “acertos” efetivados entre o comprador e o vendedor, se é que me entendem. Cerveró também negou que houvesse preparado um resumo do contrato para enganar dona Dilma, então presidente do Conselho de Administração, defendendo-se candidamente "para fazer isso, eu teria de enganar todo o conselho". Ora, isso não era necessário, posto que todos os “acertos” já haviam sido propostos e aceitos. Para que o senhor Cerveró iria aborrecer dona Dilma e os conselheiros com detalhes tão insignificantes mencionando as cláusulas Marlim (assegurando à Astra Oil, sócia da Petrobras no negócio, uma rentabilidade mínima de 6,9% ao ano, mesmo em condições adversas do mercado) e Put Option (obrigava a Petrobras a comprar a participação da Astra Oil em caso de conflito entre os sócios)? O ex-diretor confessou: “eu conhecia o contrato e os detalhes do parecer jurídico”. E o desgraçado omitiu esses “pequenos” detalhes? Um dos conselheiros, Jorge Gerdau, apressou-se em dizer logo que a trapaça veio a público, que o Conselho foi contra o negócio. Caso isso seja verdade a responsabilidade recai sobre Dilma Rousseff. O cargo lhe conferia poder tão vasto para decidir sozinha sobre um negócio envolvendo tão elevadas cifras? Caso sim, a existência de um Conselho era inútil. Depois da nota da presidência da República, em março deste ano, com a confissão de dona Dilma Rousseff de que aprovara e avalizara o negócio mediante um parecer “técnica e juridicamente falho” não restou nenhuma dúvida de que cometera crime de lesa-pátria junto com os demais. Segundo a nota da Presidência da República, o resumo executivo preparado pela diretoria da Área Internacional na época "omitia" informações como a cláusula "put option", que levou a Petrobras a pagar valores muito maiores pela refinaria do que os 360 milhões de dólares desembolsados inicialmente por 50% da unidade. Os “valores muito maiores” montam US$ 1, 2 bilhões. Dona Dilma Rousseff  deve ser imediatamente removida do cargo que jamais deveria ter ocupado, processada e presa. Foi negligente, omissa e permissiva com a má utilização dos recursos públicos.  Motivos é que não faltam para aplicar-se a Lei 1.079/1950 (Lei do Impeachment) na senhora Rousseff.


Por mais água que ponham na lagoa para refrescar a senhora Rousseff não poderá convencer ao mais tolo dos cidadãos que a “chefa” do desgoverno está isenta de responsabilidade. Qualquer dirigente de empresa responsável, honesto e zeloso recusaria o negócio ao detectar falha técnica e jurídica. Porém, dona Dilma estava e está pouco se lixando para a Petrobrás, para o Brasil e para os brasileiros. Só pensa em reeleger-se para dar continuidade ao seu desgoverno, sua desadministração, ao favorecimento de correligionários, aliados, cúmplices e comparsas. Mas quem já viu um esquerdista, comunista, petista e sucedâneos responsável, honesto e zeloso? Zelosos sempre são, porém para com seus interesses. Interesses escusos e torpes, diga-se.


CELSO BOTELHO

23.05.2014