sábado, 7 de junho de 2008

LULA: ANTANHO OU TACANHO?


ARQUIVO DO JACARÉ


Foi preciso galgar a presidência da República para que Lula pudesse ser visto tal e qual ele é: antanho e tacanho, isso sem contar outros péssimos atributos e hábitos. Mas nem tanto e muito menos em tudo. Era antanho quando esbravejava contra o regime militar e nada tacanho quando se trata de perpetuar-se no poder. Aliás, como já dizia o Dr. Ulysses Guimarães, o poder fascina. Podemos acrescentar muitas outras coisas a isso: corrompe, mente, engana, tortura, espolia, depreda e mais uma infinidade de más qualificações. O assunto está posto e, portanto, precisamos discuti-lo à exaustão principalmente para abortarmos esta ignóbil tentativa de golpe. Golpe sim. Nada mais do que isso. Mas sua origem aterroriza qualquer cidadão de bem: o Partido dos Trabalhadores cujo fundador, controlador e benemérito é o próprio presidente da República (ainda posso dizer que estamos numa República?). Em princípio classifiquei como estranha a iniciativa do presidente em dar largada a corrida presidencial com uma antecedência “jamais vista na história desse país” para usar o mesmo bordão utilizado para enaltecer suas bravatas. Agora estou convicto de que estranheza é um termo delicado por demais. Trata-se de ruptura constitucional mesmo ou (bato na madeira três vezes) a elaboração de mais um satânico golpe nesta moribunda República, como se de 1889 até hoje não tenhamos sofrido eles em quantidades e sob todas as formas. Formalmente e em público o presidente Lula refuta a idéia de um terceiro mandato, defende a alternância do poder e deixa entendido que já deu a sua contribuição ao país. E faz isso sem que alguém houvesse perguntado. Ele insere o tema em qualquer entrevista desejando exatamente o sórdido contrário. Nunca tive poder e, com certeza absoluta, não o desejo. Porém, para algumas pessoas deve ser tão fantástico quanto à liberdade ou o próprio oxigênio que respiram. E para não fugir ao século XIX relembro a Lei Eusébio de Queiroz: presidente, suas negativas sobre um terceiro mandato não passa de bravata para inglês ver.

A “coisa” está na pauta desde agosto de 2006 quando o presidente, candidato à reeleição, reuniu-se com ex-presidentes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e alguns juristas para avaliarem a possibilidade da convocação de uma assembléia constituinte exclusiva para tratar da reforma política ou daquela que lhe interessaria. A OAB seria encarregada de promover o circo diante da sociedade de modo a convencê-la da necessidade de sua convocação. O Senado Federal, sempre tangível às negociatas (como disse o senador Cristovam Buarque, PDT-DF, “Casa auxiliar do poder Executivo”) convocaria um plebiscito e a população, com as devidas benções da Nossa Senhora da Bolsa-Família, diria sim institucionalizando o golpe. O presidente Lula candidamente diria que se é para o bem do povo e felicidade geral da nação diga ao povo que fico e em nosso calendário constariam dois dias do “Fico” (segundo o senador Mário Couto, PMDB-PA) e os créditos seriam para D. Pedro I e o presidente Lula. Mas a “coisa” foi evoluindo. O deputado federal petista Devanir Ribeiro “cumpanheiro” de quase quatro décadas do presidente ex-metalúrgico, ex-sindicalista, ex-deputado federal, ex-dirigente partidário e pretenso candidato a ditador que está propondo, oficialmente, o golpe com direito a prorrogação de mandato, fim da reeleição (que foi, à época, uma ruptura, pois beneficiava imediatamente o ocupante do cargo) e o mais importante: habilita todos os detentores de cargos no Executivo a disputarem um mandato novinho em folha em 2010 e maior. Caso nosso presidente realmente desaprovasse a idéia chamaria o “cumpanheiro” às falas e exigiria que se recolhesse com essa idéia destrambelhada, sempre inoportuna e definitivamente imoral pronunciando-se publicamente, contundentemente que se a manobra fosse levada adiante além de não contarem com seu apoio jamais teria sua participação. Os aloprados do PT sabem, de antemão, que não elegem ninguém e, portanto, o mais cômodo será o golpe. Tanto é que no último dia 02 de outubro do corrente ano o Partido dos Trabalhadores emitiu uma nota técnica assinada pelo senhor Alberto Moreira Rodrigues como assessor jurídico da bancada do PT e, após muita lengalenga contida no documento que defende existir amparo legal para a convocação de uma assembléia constituinte exclusiva, conclui textualmente: “Ao tempo em que se assevera existirem as condições objetivas e subjetivas para uma assembléia exclusiva, não se pode deixar de reiterar que a questão referente à reforma política deve ser analisada sem o foco dos interesses partidários, merecendo uma análise unipessoal e desapaixonada de seus autores e atores, substancialmente, conduzida por um grupo suprapartidário e representativo da sociedade cujo horizonte esteja fundamentalmente voltado para o atendimento e a construção de uma nova ordem político democrática.” Examinemos mais amiúde: “condições subjetivas” e, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, é algo “ referente ao sujeito (Lula); que está somente no sujeito (Lula); que se passa exclusivamente no interior do espírito de uma pessoa (Lula); relativo ao sujeito (Lula); que exerce as funções do sujeito (Lula); aquilo que é subjetivo (Lula).” “Análise unipessoal” consultando o mesmo dicionário “ que se refere a uma só pessoa (Lula); diz-se do verbo que só se emprega na terceira pessoa (Ele, Lula).” “Grupo suprapartidário e representativo da sociedade” a miscelânea de partidos que formam a base do governo pode ser classificado como grupo suprapartidário e os banqueiros, empreiteiros, latifundiários, conglomerados e complexos empresariais encaixam-se na definição de entes representativos da sociedade tal o envolvimento com este governo. “Nova ordem política democrática” e aí é que a cobra fuma para esmiuçar o que vem a ser isto. Na minha avaliação isso quer dizer romper com o sistema vigente, quando o natural seria aprimorá-lo, e implantar qualquer modelo que convenha ao bando, a palavra democrática só entrou para fazer número na frase amenizando o que de fato pode significar a tal nova ordem política. Ora, porque não vão plantar batatas? Creio que ficaria muito mais em conta copiar os argentinos e lançarem a candidatura de Dona Marisa que de tanto acompanhar o presidente em suas andanças provavelmente já absorveu algum conhecimento sobre os trâmites do poder.

Lembro-me, por ocasião do megacomício na Candelária, no Rio de Janeiro pelas Diretas-Já os jornais davam conta da presença de um milhão de pessoas (inclusive eu). E ocorreu que o então deputado e hoje senador Gerson Camata (PMDB-ES) arvorou-se de colocar para a imprensa que o presidente Figueiredo (1979-1985) lhe dissera que se lá estivesse seria o milhonéssimo-primeiro. O intempestivo presidente ordenou-lhe um desmentido de imediato e ponto final. Mas o Lula não toma nenhuma atitude veementemente contrária. Penso que acalanta a idéia e encoraja seus defensores ao omitir-se num comportamento que nota-se, a primeira, segunda e milésima vista que anseia por um terceiro mandato. Posso entender que a turma do ex-partido da ética não queira largar o poder, pois, os lucros por ele auferidos foram e continuam sendo sobejamente deleitosos. Mas a nação brasileira não é o PT, não é o Lula e nem eu próprio. Isso aqui não é feudo de nenhum partido, nenhum homem.

Josef Stalin promoveu um massacre na Rússia de seus compatriotas para libertá-los da tirania do Czar Nicolau e quando a União Soviética ruiu o mundo pode ter acesso as mazelas que aquele regime de terror impôs às suas repúblicas e suas filiais no Leste Europeu. Adolf Hitler transformou a Alemanha numa máquina mortífera com a conversa de desenvolvê-la, industrializá-la e impor a supremacia ariana e militar no planeta patrocinando o genocídio dos judeus. O Aiatolá Komein escudado por um rígido islamismo e bradando contra a ocidentalização do Irã conseguiu desalojar do poder o xá Reza Pahlevi, outro ditador. Saddam Hussein, que era vice-presidente, assumiu em 1979 e no ano seguinte declara guerra ao Irã acreditando na debilidade bélica daquela nação e justificando que procurava recuperar o estuário de Chat-Al-Arab dos rios Eufrates e Tigre que controlavam em parte por acordo celebrado em 1975. A arenga sangrenta perdurou até 1988. Em 1990 invade o Kuwait e isso foi o início de sua derrocada. As atrocidades foram cometidas por atacado e não vislumbramos futuro muito promissor a terra das mil e uma noites. Finalmente, e não desejando aumentar a lista dos déspotas, vamos para o Caribe: Fidel Castro, antes de tomar o poder, falava em democracia e combatia ferozmente Fulgêncio Batista que transformara Cuba num balneário norte-americano e lá se vão cinco décadas de totalitarismo. As Forças Armadas brasileiras, em especial destaque o Exército, em 1964 também apregoavam uma “nova ordem política” e vejam no que deu: mortos, torturados, desaparecidos, perseguidos, cassados, censura, etc. Mas não fizeram concessões dentro do grupo e, portanto, os presidentes militares nunca atropelaram a alternância do poder. O presidente Figueiredo rechaçou a idéia de prorrogarem seu mandato. Getúlio Vargas só retomou o poder pelo voto direto. Nos Estados Unidos a presidência só pode ser exercida duas vezes pelo mesmo cidadão em toda sua vida. Quem o presidente Lula ou seus asseclas julgam ser? Salvadores da pátria? Enviados de Deus? Ou, eis o que mais temo, o próprio Deus? Só não chamo este governo de “panelinha” porque, desde seu início, é panelaço onde se pratica todo o tipo de ilícito e um acoberta o outro como, aliás, sempre foi neste Brasil varonil. Volto a repetir: quer o presidente e o cordão de bajuladores e saqueadores que tem atrás de si gostem ou não deverão ir para casa no primeiro minuto de 2011 após passar a faixa presidencial ao sucessor constitucionalmente eleito seja ele quer for. Esta espúria manobra não vai funcionar e não permitiremos que se viole uma Constituição tão espinafrada quanto a nossa uma vez mais para atender inconfessáveis interesses deste ou daquele que está no Planalto. Seremos eternamente governados de acordo com o ego dos politiqueiros? O sentido de nação jamais estará enraizado neste país? O presidente Lula, como qualquer outro mortal, não é imprescindível, insubstituível ou impreterível estas condições somente Jesus Cristo reúne.

Já pixei muro mandando outros presidentes darem o fora, mas não o fizeram a não ser na data estipulada, porém, eles tinham a baioneta apontada para a nação. Hoje não existe a ameaça da baioneta e mesmo com a prática asquerosa do “toma lá da cá” não vamos permitir que levem a cabo esta idéia de rato de transformarem o país numa imensa folia petista. Se for necessário voltarei aos muros e desta vez não escreverei somente o clássico “fora Fulano”, podem ter certeza. Ocuparei todos os espaços que me forem concedidos na imprensa, qualquer que seja sua especialidade, para demonstrar minha indignação, repulsa e ódio por mais este golpe que articulam. Parece sina. A cada vinte anos, aproximadamente, tenta-se e atenta-se contra a democracia no Brasil. Ou o Lula estanca a movimentação pondo ordem na casa ou estará chancelando uma convulsão social com desdobramentos previsíveis e imprevisíveis e, para empregar outro bordão tão ao gosto do presidente, “estou convencido” de que tal coisa não deseja. Portanto, livre-se dos golpistas o mais rápido possível e tranqüilize a nação.

Celso Botelho

01.11.2007

sexta-feira, 6 de junho de 2008

RECEITA COMEÇA A CHAMAR OS SONEGADORES



Não existe fisco no Brasil e sim confisco.O número de sonegadores me parece até pequeno tendo-se em conta a ferocidade do leão. O fato é que submetida a uma carga tributária cruel, perversa e sistematicamente malversada a sociedade sente-se compelida a sonegar, algumas vezes menos por safadeza e mais por sobrevivência. De qualquer modo não posso defender o ilícito. Uma das maneiras de minimizar o problema, e todos se beneficiam, inclusive o Estado, é elaborar-se uma reforma tributária civilizada porquanto haver espaço para a supressão de impostos, redução de alíquotas e outras medidas que possam otimizar os mecanismos fiscalizatórios com uma legislação transparente, moderna e severa valendo para o contribuinte e para o governo.

Celso Botelho
06.06.2008

LULA: O LADO PODRE DA HIPOCRISIA



Lula reclama da lei eleitoral que impede a assinatura de contratos de julho a outubro. Segundo ele "há uma falsa moralidade na lei."



Fiquei surpreso em descobrir, através do presidente Lula, O Ignorante, que hipocrisia tem lado podre e saudável. Precisamos, deveras, corrigir os dicionários. Se a lei da qual reclama não existisse certamente as burras do Tesouro Nacional seriam escancaradas à gang petista e agregadas. Ainda assim sempre haverá um jeitinho enganá-la. Quem pensa que é quando fala em moralidade?Mensaleiros, fabricantes de dossiês, ministérios inúteis, nomeações aos milhares, quadrilhas, desvios, desperdícios, etc. Êta moral que faz corar o próprio satanás!


CELSO BOTELHO

06.06.2008

terça-feira, 3 de junho de 2008

DR. LULA


- Tem o colesterol "bom" e o colesterol "ruim"...
E o triglicerídeo elevadissímo no seu governo?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

PRESIDÊNCIA COMPRA DOIS AVIÕES DA EMBRAER PRA AUTORIDADES



Num país tão desigual como o nosso será, sempre, o bom-senso que deveria prevalecer. Coisa, aliás, que raramente ocorre nos sucessivos governos. Não me parece que a compra desses aviões possam ser prioridade para o bom desempenho da administração federal. Basta acessarmos as informações disponíveis na Internet para constatarmos o quanto este governo é irresponsável, perdulário e prepotente. Para satisfazer toda essa pífia ostentação só mesmo promovendo esta perversa extorsão e exclusão social.

Celso Botelho

02.06.2008

QUEM TEM BOCA VAI A ROMA E FALA O QUE QUER


Lula leva MST na comitiva para a Conferência da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) sobre Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia em Roma. Pedirá aos países ricos que retirem os subsídios para a agricultura. Transferirá tecnologias para o continente africano para o desenvolvimento dos biocombustíveis e etanol e não admite críticas internacionais sobre a devastação da floresta amazônica.


Que diabo pensa (se é que o faz) o presidente Lula, O Ignorante, em levar na comitiva a tralha de terroristas do MST? Quanto aos países ricos retirarem os subsídios da agricultura me parece tão possível quanto inverter a nascente de um rio. Com os “cumpanheiros” aloprados e capadócios pendurados neste governo nem daqui a um milênio o solo será aproveitado com um mínimo de racionalidade. E, só para lembrar, brasileiro não vive na África. Portanto, mais uma oportunidade perdida de ficar calado. Lula não admite críticas sobre coisa alguma e em momento algum tal sua imensa arrogância e presunção de que inventara o Brasil em primeiro de janeiro de 2003.

Celso Botelho
02.06.2008

domingo, 1 de junho de 2008



ARQUIVO DO JACARÉ

A partir de hoje estarei publicando esta série de artigos escritos sobre vários assuntos em diferentes épocas. Para começar escolhi um que comenta o imbróglio que a Caderneta de Poupança Delfin foi durante os anos setenta e oitenta sob os auspícios do regime militar.

E A POUPANÇA DEU FIM.

Uma das coisas mais estúpidas que podemos fazer durante toda nossa existência é, sem dúvida, acreditar no governo, seja ele qual for. E, mesmo que andemos sempre com o pé atrás, sempre encontrará uma maneira de nos solapar. A benevolência estatal dos anos setenta e oitenta com o verdadeiro carnaval de concessões para o surgimento de inúmeras sociedades de crédito imobiliário e captação de recursos através das famigeradas cadernetas de poupança só poderiam ter dado em ressaca e muita dor de cabeça para os incautos poupadores, investidores e, como é de costume, contribuintes. Na edição de 08.03.1967 do Jornal do Brasil e de 02.03.1974 do jornal O Globo nos informavam que o Sr. Ronald Guimarães Levinsohn respondia a quarenta processos como falsificador e contrabandista e coisas dessa mesma natureza. Os crimes prescreveram e o acusado saiu incólume. Contudo, tornou-se o feliz proprietário da Caderneta de Poupança Delfin que, sejamos honestos, desenvolveu um marketing excelente e suas instalações azuis e impecáveis provocavam um bom impacto visual. Disputava o alegre mercado dos cofrinhos redondos de papelão com outras empresas similares tais como Aspa, Letra, Morada, todas sofrerão intervenção e foram liquidadas.

Durante a intervenção, na Delfin/SP, descobriu-se 220 mil pessoas ou instituições em contas fictícias no valor de Cr$ 1.738.386.000,00 (um bilhão, setecentos e trinta e oito milhões, trezentos e oitenta e seis mil cruzeiros). Foi publicado no jornal O Globo, edição de 03.02.1983, a versão de que tais contas eram uma tentativa de “melhorar a imagem” do setor de captação da empresa e, por este artifício, evitar a intervenção. Constatou-se que as contas em nome de jornalistas eram no exato valor de Cr$5.800.000,00 (cinco milhões e oitocentos mil cruzeiros), limite de garantia de retirada pelo titular no caso de intervenção. A abertura destas contas era, somente, parte de um esquema maior. Para esvaziar o patrimônio da sociedade imobiliária, cuja ação do Banco Central em intervir era eminente, para as empresas coligadas ou do mesmo serelepe proprietário ou que estivessem em nome de amigos e parentes. Em 16.12.1982 a Delfin/Rio e o BNH (Banco Nacional da Habitação) formalizaram um belo acordo, pelo menos para a caderneta, quitaram um débito com o banco no valor de Cr$ 60.800.000,00 (sessenta milhões e oitocentos mil cruzeiros) com terrenos que valiam, na mais otimista avaliação, Cr$ 6.400.000,00 (seis milhões e quatrocentos mil cruzeiros). Providenciaram também uma série de artifícios contábeis e simulação de negócios efetuados com as coligadas para burlar a tributação. Todos estes truques, com exceção das contas fictícias, por fim foram sancionados graças à generosidade do então presidente do Banco Central Sr. Afonso Celso Pastore que fixou em apenas dois dias, antes da intervenção, quando poderia tê-lo feito em sessenta dias, o Termo de Liquidação. Porque, neste período, as operações suspeitas poderiam ser anuladas por simples iniciativa dos liquidantes. Porém, para Levinsohn, ocorrera uma “confusão de laudos” e a culpa era do BNH, segundo ele próprio. Outra manobra detectada foi a quitação de um débito, acumulado desde 1974, pela Delfin/Rio de Cr$ 978.776.000,00(novecentos e setenta e oito milhões, setecentos e setenta e seis mil cruzeiros) em 1983 referente à prestação de serviço de divulgação em espaço e época indeterminada. Tal recurso esvaziava o patrimônio da caderneta em favor das empresas coligadas. Os processos foram arquivados. Em 2006 o STJ sentenciou que o acordo Delfin/BNH fora feito dentro da lei e a preço justo. Assim os réus passaram a ser a União e os liquidantes porque o Sr. Levinsohn pleiteia o ressarcimento dos prejuízos que sofrera com os maus administradores.

Este pacato e honesto cidadão atualmente é o dono da UniverCidade no Rio de Janeiro e a ela referiu-se assim: “ a faculdade é um hobby que me diverte muito “ Também, creio que por mero gozo, lida com a terra sendo um dos importantes plantadores de soja no oeste do Estado da Bahia. Possui imóveis no Brasil e nos Estados Unidos, também por pura farra. Reside numa mansão cercada pela Mata Atlântica na Gávea no Rio de Janeiro de 1.500 m2 com vidros canelados suspensos por gigantescas colunas de concreto. Dispõe na nababesca residência confortos básicos de um ex-banqueiro como piscina, quadra de squash refrigerada, vasta biblioteca, cinema com capacidade de 55 lugares, fornos de lenha para assar pizza (é sempre bom tê-los, nunca se sabe) e, naturalmente, para tão requintado canalha, não poderia faltas uma adega provida de safras formidáveis. Mas tudo isso é só por pura sacanagem ou, como diz, hobby.

Celso Botelho