quinta-feira, 12 de julho de 2012

SUAS EXCELÊNCIAS OS SENHORES SENADORES E SENADORAS




Posso não matar as cobras, porém não me furto em mostrar o pau com o qual bati (e bato) nas peçonhentas. No artigo anterior creio ter sido por demais condescendente no tratamento ao Congresso Nacional e outras instituições da maltrapilha República brasileira. Sempre surge um imbecil para defender este ou aquele parlamentar, juiz, ministro e, naturalmente, o responsável maior por todas as mazelas: o próprio presidente da Republica que, no caso, é “uma presidento”. Mas quando se trata de fazer lambanças não importa o sexo, basta que seja humano. As exceções existem e são raríssimas. Os senhores senadores e senadoras ostentam processos judiciais que, definitivamente, não apontam que Suas Excelências tenham jogado papel de bala na calçada, mesmo porque isto não é uma infração e sim má educação, vão mais além como, por exemplo, abuso de poder econômico, falsidade ideológica, peculato, formação de quadrilha, desvio de dinheiro público, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, etc. E ainda se acham no direito de desejar receber da sociedade confiança e respeito. Ora, já dizia minha avó, quem quer ser respeitado que se dê ao respeito. O Senado Federal foi transformado num covil de bandidos, vendilhões, mercenários, velhacos e patifes de todas as espécies conhecidas e ainda por conhecer. Mas, admitamos, somos corresponsáveis por estes elementos de caráter disforme ocupar posição de poder, pois, afinal, são eleitos. Concordo que usam todo o tipo de safadeza para amealhar votos, mas, na maior parte das vezes, o eleitor está ansioso para tornar-se um cliente. A seguir listarei (em ordem alfabética para não criar ciumeira entre eles) os processos nos quais alguns senadores são denunciados, investigados, acusados e réus.





Vamos começar pelo presidenciável senador AÉCIO NEVES (PSDB-MG) que, para inicio de conversa, em abril de 2011 foi parado numa blitz da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro e teve a sua carteira de habilitação apreendida, posto que já estivesse vencida e ainda recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Esse cidadão que tem pretensões de “dirigir” o país? O “nobre” parlamentar pelo Estado de Minas Gerais não consegue sequer obedecer as leis de trânsito quanto mais a Constituição Federal. No seu currículo ainda constam dois processos (TJ-MG Comarca de Belo Horizonte, Processo nº 2448321-09.2010.8.13.0024 TJ-MG Comarca de São João Del Rei, Processo nº 0616947-07.2006.8.13.0625).



A Fundação Renato Azeredo, criada em 1996, com o nome do pai do ex-senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), visava auxiliar projetos de pesquisa da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). A instituição, de direito privado e sem fins lucrativos, a partir de 2003, bateu recordes de faturamento. Em Minas Gerais, entre 2003 e 2011, a Fundação Renato Azeredo faturou R$ 212,1 milhões de verbas repassadas diretamente do governo de Minas, graças a contratos firmados em gestões tucanas, duas de Aécio Neves e, desde o ano passado, a de Antonio Anastásia. A fundação é presidida pelo farmacêutico Aluísio Pimenta, ex-assessor especial de Aécio. Sob pretexto de notória especialização, a fundação sempre foi contratada pelos governos tucanos sem licitação. Na primeira gestão de Neves, por exemplo, a entidade recebeu cerca de R$ 20 milhões dos cofres estaduais, para serviços em área de comunicação social. A tevê estatal mineira, a Rede Minas, repassou à Fundação Renato Azeredo, por transferência direta, R$ 17,6 milhões, também em quatro anos. Na investigação ainda em curso no Ministério Público Estadual foi detectada, em 2008, uma transferência de R$ 23,3 milhões. Em 2010, a Fundação Renato Azeredo recebeu dos cofres públicos a bagatela de R$ 51,7 milhões, dos quais R$ 35,9 milhões apenas no primeiro semestre, às vésperas das eleições. Que coisa, heim!




ALFREDO NASCIMENTO (PR-AM), após várias denúncias de esquema de propinas no ministério dos Transportes (o que não é novidade alguma) em julho do ano passado pediu demissão e reassumiu sua vaga no Senado Federal e a presidência nacional do famigerado Partido da República que, em última análise, não é nem partido e muito menos da República. Interessante foi a evolução patrimonial de seu rebento Gustavo em 86.500% (isso faz o Palocci se remoer de inveja) no período de 2009 a 2011. Ou o rapaz é um gênio empresarial ou um picareta de marca maior. O mancebo abriu uma empresa (Construtora Forma) com um capital social inicial de R$ 60 mil e teve seu patrimônio aumentado em mais de R$ 50 milhões. O “ilibado” senador, amigo de Lula e lambão-mor ou ex-ministro (dá no mesmo) do ministério dos Transportes, é alvo de ações por improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público, entre outras. Sua relação é extensa: TJ-AM Segunda instância, Inquérito nº 0192.000105; TJ-AM Comarca de Manaus, Processo nº 001.07.369355-4; TJ-AM Comarca de Manaus, Processo nº 001.07.365594-6; TJ-AM Comarca de Manaus, Processo nº 001.02.016594-4; TJ-AM Comarca de Manaus, Processo nº 001.09.244202-2; TJ-AM Comarca de Manaus, Processo nº 001.06.040149-5; TJ-AM Comarca de Manaus, Processo nº 001.03.009595-7; TJ-AM Comarca de Manaus, Processo nº 001.08.208665-7; TRF-1 Seção Judiciária do Amazonas, Processo nº 2001.32.00.013702-1; TRF-1 Seção Judiciária do Amazonas, Processo nº 2009.32.00.004866-6 (ação de execução fiscal movida pela União); TCU - Acórdão nº 78/ 1993 - As contas referentes à aplicação de royalties da Petrobras -- transferidos à prefeitura de Manaus no exercício de 1988 -- foram julgadas irregulares. Mediante recurso, as contas foram julgadas regulares, mas a multa foi mantida (TCU - Acórdão nº 128/ 1994); TCU - Decisão nº 105/ 1993 - O TCU determinou a devolução à Suframa de montante referente a pagamentos irregulares relacionados a questões trabalhistas; TRE-AM, Processo nº 492913.2010.604.0000 (representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de sufrágio).




ÁLVARO DIAS (PSDB-PR), este senador, grande “discursador” sobre a moralidade pública e inveterado crítico dos (des) governos petistas (como se o governo peessedebista tivesse sido a oitava maravilha do planeta) em outubro de 2010 requereu uma aposentadoria no valor de R$ 24.800 reais como ex-governador do Paraná no período de 1987 a 1991, por ter ocupado o Palácio Iguaçu quatro anos, há duas décadas. Também requereu ao Tesouro do Paraná 1,6 milhão de reais de “atrasados” relativos a esses 20 anos que, em valores de hoje, superaria os seis milhões de reais. O benefício foi suspenso em janeiro de 2011 e, como Álvaro Dias não recorreu da decisão, o pagamento foi cancelado. O senador disse que doou integralmente os valores recebidos nos meses de novembro, dezembro e janeiro. Ele não terá que devolver o dinheiro. Sua folha corrida contém os seguintes processos: TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.040376-5, ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. É alvo de ações de execução fiscal movidas pela União; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.022019-8; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.047959-8.




BLAIRO MAGGI (PR-MT), considerado o maior produtor individual de soja do mundo (Grupo Amaggi) é responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro. Em 2006 o Greenpeace o agraciou com o prêmio “Motosserra de Ouro” por ser o brasileiro que mais contribuiu para a destruição da Floresta Amazônica. Em 3 DE outubro de 2011 a Justiça Federal do Mato Grosso determinou a quebra do sigilo fiscal e o bloqueio de R$ 9,8 milhões nos bens do senador e de outras sete pessoas denunciadas sob acusação de improbidade administrativa no Estado. O valor seria “equivalente ao prejuízo que foi causado aos cofres estaduais por irregularidades na contratação da empresa Home Care Medical Ltda., no primeiro mandato de Blairo como governador (2003-06)”, segundo o Ministério Público Federal. O senador ricaço também é dono de uma folha também rica em processos.



STF, Inquérito nº 3161, inquérito por prevaricação e crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2008.34.00.038382-6, ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal por percepção ilícita de simulação de exercício de cargo público no Senado; TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso, Processo nº 0018845-96.2011.4.01.3600, ação de improbidade administrativa movida pelo MPF.




CÁSSIO CUNHA LIMA (PSDB/PB), observem como funciona a lei sempre favorecendo os infratores. Em 30 de julho de 2007 teve seu mandato de governador cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado da Paraíba por usar programa social em benefício de sua candidatura à reeleição. Dois dias depois o inútil TSE concede uma liminar que lhe garante no cargo de governador até o julgamento final do processo. Em 10 de dezembro de 2007, Cássio é novamente cassado pelo TRE por uso eleitoreiro do Jornal estatal "A União" também durante a campanha eleitoral de 2006, mas com uma nova liminar permanece no cargo. Em 20 de novembro tem a sua cassação confirmada por unanimidade no TSE e, mais uma vez, consegue uma medida cautelar para ficar no cargo até o final do processo. Finalmente em 17 de fevereiro de 2009 tem seu mandato cassado em definitivo. Em 2010 elege-se senador com mais de um milhão de votos sendo beneficiado com o entendimento do bondoso STF que a Lei Ficha Limpa só valeria a partir de 2012 e, portanto, pode assumir a cadeira no Senado Federal, mas ainda teve que “contornar” vários trâmites jurídicos por longos oito meses, mas em novembro de 2011 foi empossado e lá se encontra feliz, sorridente e serelepe. Vejamos o que se encontra nos tribunais em seu nome:



TJ-PB Comarca de João Pessoa, Processo nº 200.2009.028.048-4 e TJ-PB Comarca de João Pessoa, Processo nº 200.2009.030.912-7, ações civis públicas movidas pelo estado da Paraíba; TJ-PB Comarca de João Pessoa, Processo nº 200.2011.010.185-0, ação por crimes contra a administração pública; TSE - Processo nº 4716474.2008.600.0000, ação de investigação judicial movida pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder político e conduta vedada a agente público; TRE-PB - Processo nº 1342.2011.615.0016, é alvo de inquérito; TSE - Processo nº 3173419.2007.600.0000, o tribunal confirmou a cassação do mandato de governador em ação de investigação judicial por abusos de poder econômico e político, captação ilícita de sufrágio e conduta vedada a agente público.




CÍCERO LUCENA (PSDB/PB), em 21 de julho de 2005 ocupava a Secretaria Estadual de Planejamento no Estado da Paraíba quando foi preso pela Polícia Federal acusado de chefiar uma quadrilha que foi desmascarada pela Operação Confraria, assim batizada por que a PF entendeu que muito se parecia com uma ação entre amigos para desviar recursos públicos. Foi solto no dia seguinte porque o STJ considerou a prisão irregular. O “impoluto” ex-prefeito de João Pessoa recorreu ao TSE para candidatar-se a senador.

Operação Confraria: a PF investigou um esquema de licitações irregulares e desvio de verbas da prefeitura de João Pessoa em obras que recebiam repasses do Orçamento da União, superfaturadas e pagas mesmo que não tivessem sido realizadas. De 1999 a 2001, período que o “dileto” senador era prefeito, empresas teriam sido favorecidas por licitações “esquentadas” realizadas em 1991, isto é, empresas que venceram licitações neste ano quase dez anos depois realizam novas obras com base na mesma concorrência. Quanta canalhice!



Eis as pendengas: STF, Processo nº 2918, inquérito que apura crimes de responsabilidade; STF, Inquérito nº 2527/ 2007, inquérito que apura crimes previstos na lei de licitações e crimes contra administração em geral; STF, Processo nº 493/ 2008, é réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por crimes previstos na lei de licitações. É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo MPF: TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0002473-11.2006.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0001956-35.2008.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0007295-09.2007.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0007296-91.2007.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0007297-76.2007.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0007298-61.2007.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0007299-46.2007.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0007300-31.2007.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0007301-16.2007.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0007303-83.2007.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0014845-26.2005.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0001146-55.2011.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0005754-67.2009.4.05.8200; TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0008038-82.2008.4.05.8200. É alvo de outras ações civis públicas movidas pelo Ministério Público Estadual: TJ-PB Comarca de João Pessoa, Processo nº 200.2002.370.458-4; TJ-PB Comarca de João Pessoa, Processo nº 200.2002.392.076-8; TJ-PB Comarca de João Pessoa, Processo nº 200.2002.392.278-0. É alvo de ações de execução fiscal: TRF-5 Seção Judiciária da Paraíba, Processo nº 0003028-33.2003.4.05.8200; TJ-PB Comarca de João Pessoa, Processo nº 200.2001.025.499-9. Foi responsabilizado por irregularidades em convênios e contratos quando prefeito: TCU - Acórdão nº 1865/ 2004; TCU - Acórdão nº 1683/ 2004; TRE-PB, Processo nº 518586.2006.615.0000, teve rejeitada a prestação de contas referente à campanha eleitoral de 2006.




CIRO NOGUEIRA (PP/PI), segundo foi noticiado na grande imprensa este “imaculado” senador encontrou-se com Fernando Cavendish (leia-se Construtora Delta, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres & Associados) num restaurante em Paris e também no Baixo Gávea no Rio de Janeiro e não foi para visitar a Torre Eiffel ou aquela região da Cidade Maravilhosa. Ciro votou contra a convocação de Cavendish na CPI do Cachoeira, teria pressionado a Prefeitura de Teresinha a fazer contratos com a Delta. Na relação de suas posses, segundo consta, está o DENATRAN, cujo presidente por ele foi indicado.



É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Federal: TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.048355-3; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.048348-1; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.048357-0; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.048358-4; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.048360-8; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.048370-0; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.048373-1, TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 2004.34.00.040376-5.




CLÉSIO ANDRADE (PMDB/MG), o Ministério Público de Minas Gerais ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), por desvio de recursos de contribuições sindicais do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), entidades que, por acaso, também são presididas pelo “virtuoso” senador. Os promotores de Defesa do Patrimônio Público concluíram que em 2003 e 2004, época em que Clésio era vice-governador de Minas – no primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB) - o Instituto de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Qualidade em Transporte (Idaq) e o Instituto João Alfredo Andrade (IJAA), com sede em Juatuba (MG), receberam o mimo de R$ 59,6 milhões de forma indevida. O Ministério Público pede que o senador e Lilian Carla de Souza, diretora financeira e “braço direito” do presidente da CNT – “responsável pelas operações financeiras irregulares, emitindo cheques e efetuando saques em espécie dos recursos recebidos pelos institutos, frutos da contribuição sindical recebida” -, sejam condenados por atos de improbidade administrativa na gestão das entidades, o que teria gerado enriquecimento ilícito, lesão ao erário e violação de princípio eleitoral. A ação também pede o ressarcimento integral de R$ 59,6 milhões e o bloqueio de bens do presidente da CNT e de Lilian em pelo menos R$ 46,6 milhões.



Clésio Andrade foi o homem que criou o operador do Mensalão Marcos Valério. Nos anos 1990, o empresário Clésio Andrade comprou participação em duas agências de publicidade situadas em Belo Horizonte: SMP&B e DNA Propaganda. Na época, ele era um político emergente, que se projetava gastando fortunas com propaganda pessoal. Quando foi anunciada a aquisição dessas empresas, os mineiros entenderam que ele estava se preparando para projetos políticos maiores. Empresário do ramo de transportes que mais tarde assumiria a poderosa Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio colocou um testa de ferro à frente das duas agências, o então bancário Marcos Valério. Chegou ao senado com a morte de Eliseu Resende sendo, pois, mais um senador sem voto. Vamos à lista:



STF, Inquérito nº 3131, inquérito que apura crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores; STF, Processo nº 606, réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por peculato e lavagem de dinheiro; TRF, Processo nº 2008.38.00.015049-6, ação de execução fiscal movida pelo Departamento Nacional de Produção Mineral; TJ-MG Comarca de Belo Horizonte, Processo nº 6891930-79.2005.8.13.0024, ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual; TJ-MG Comarca de Belo Horizonte, Processo nº 0597630-07.2011.8.13.0024, ação de improbidade administrativa movida pelo MPE.



CLOVIS FECURY (DEM/MA), outro que se deu bem. Chegou ao Senado sem um único voto. Ocupa a vaga do senador João Alberto (PMDB-MA) que se licenciou para ocupar a Secretaria de Programas Especiais do Maranhão, cuja governadora é, nada mais nada menos, que Roseana Sarney. Você sabia? Que ex-prefeito de São Luis Mauro Fecury, pai deste senador, também é suplente de João Alberto. Que lindo! Pai e filho suplentes de um mesmo senador. O Inquérito 2058 do STF, aberto quando ainda era deputado federal, foi por crime contra a ordem tributária. Fecury era investigado, juntamente com a senhora sua mãe (a dele) Ana Lúcia Chaves Fecury por falta de recolhimento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) referente ao Centro de Ensino Unificado do Maranhão (Uniceuma) que foi suspenso até o pagamento das dívidas com a Receita Federal. Já o Inquérito 2447 de 2007 do STF trata de crime ambiental por conta da construção de uma casa de veraneio na cidade de Barreirinhas, MA, dentro de uma área de preservação na Unidade de Conservação Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. De acordo com uma reportagem publicada pela Folha ano passado Clóvis e seu pai (o dele) repassaram R$ 189.129,66 à Discovery Transporte a título de ressarcimento de gastos com o fretamento de táxi aéreo. Até ai tudo bem, não fosse o singular detalhe que tal empresa não tem aviões, sede ou funcionários e não se encontra registrada na Anac (Agência Nacional de Aviação). Os processos a seguir estão na sua conta.



TRF-1 Seção Judiciária do Maranhão, Inquérito nº 0025186-32.2011.4.01.3700, inquérito que apura crimes contra a ordem tributária; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 0031294-51.2004.4.01.3400 e TRF-1 Seção Judiciária do Maranhão, Processo nº 0002802-51.2006.4.01.3700, ações civis públicas movidas pelo Ministério Público.



DEMÓSTENES TORRES (S/Partido/GO), STF, Inquérito nº 3430, inquérito que apura corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa. Na votação que cassou o mandato do indigitado senador, através da excrescência do voto secreto, teve o seguinte placar: 56 a favor da cassação, 19 contra (nem todas as excelências ficaram convencidas da falta de decoro do agora ex-senador) e cinco abstenções que nem mesmo com o voto secreto são capazes de votar contra ou favor do que quer que seja tal são seus espíritos covardes. Antes de Demóstenes, apenas um senador teve o mandato cassado: Luiz Estevão, então no PMDB-DF, perdeu o mandato sob a acusação de ter mentido no Senado ao negar envolvimento no desvio de R$ 169 milhões nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Mas não pensem que o senador encachoeirado saiu do Senado Federal com uma mão atrás e outra na frente. Volta a ser Procurador do Estado de Goiás acumulando os vencimentos com a aposentadoria a que faz jus como senador da República.




EDUARDO BRAGA (PMDB/AM), de acordo com o noticiado na imprensa a desapropriação de terreno medindo 642,9 mil metros quadrados na rodovia Torquato Tapajós, bairro Santa Etelvina, com pagamento de R$ 13,1 milhões pelo governo do Estado, a partir de junho de 2003, tem notícia-crime pendente no Ministério Público Federal (MPF) e envolve o empresário Otávio Raman Neves, dono de um grupo de comunicação local, e o ex-governador Eduardo Braga. Os indícios de fraude podem levar à reposição aos cofres públicos de R$ 85 milhões, que é o valor atualizado dos desembolsos pagos as empresas das quais Raman seria proprietário. Interposta pela empresária Karla de Siqueira Cavalcanti Azevedo junto ao MPF em 1º de outubro de 2008, a notícia-crime foi antecedida de uma ação civil pública da mesma autora ante a 2ª. Vara da Fazenda Pública Estadual, que em 15 de janeiro de 2008 levou o juiz de direito Leoney Figliuolo Harraquian a citar o ex-governador Eduardo Braga, o empresário Otávio Raman Neves e outros envolvidos a apresentar defesa. O imóvel foi supervalorizado em 3.000%. No ofício 139/03/GS-Sethab, o titular da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Estado do Amazonas, José Carlos de Souza Braga, em cumprimento a determinação do então governador Eduardo Braga, seu irmão (do ex-governador e atual senador), solicita a liberação de R$ 13,1 milhões para proceder à desapropriação objeto do processo administrativo 0278/03/Sethab. Quanta cara de pau! Vamos ver seu histórico.



Ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Federal: TRF-1 Seção Judiciária do Amazonas, Processo nº 2000.32.00.006345-0; TRF-1 Seção Judiciária do Amazonas, Processo nº 2001.32.00.013702-1; TSE, Processo nº 607.2011.604.0000, recurso contra expedição de diploma apresentado pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder econômico e político, uso indevido de meio de comunicação social e captação ilícita de sufrágio; TRE-AM, Processo nº 498109.2010.604.0000, ação de investigação judicial eleitoral movida pelo MPE por abuso de poder político e econômico e uso de indevido de meio de comunicação social; TRE-AM, Processo nº 15163.2011.604.0000, inquérito que apura crime eleitoral; TRE-AM, Processo nº 496640.2010.604.0000, representação movida pelo MPE; é alvo de ações civis públicas movidas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas: TJ-AM Comarca de Manaus, Processo nº 0224291-46.2010.8.04.0001; TJ-AM, Comarca de Manaus, Processo nº 0206572-51.2010.8.04.0001; TJ-AM, Comarca de Manaus, Processo nº 0244769-12.2009.8.04.0001; TJ-AM, Comarca de Manaus, Processo nº 0214247-02.2009.8.04.0001; TJ-AM, Comarca de Manaus,Processo nº 0213327-28.2009.8.04.0001.




FERNANDO COLLOR (PTB/AL), esse não se emenda mesmo. Não bastou perder uma presidência e está se esforçando para perder uma senadoria. Sua ex-mulher, Rosane Collor, acaba de vencer na Justiça de Alagoas um processo que movia contra o ex-presidente “aquilo roxo” que tentava parar de pagar a pensão alimentícia de 30 salários-mínimos. Na primeira instância o ex-caçador de marajás venceu, mas o advogado da ex-presidente lambona da extinta LBA entrou com recurso e, além de vencer mantendo a polpuda pensão Rosane também terá direito a receber dois apartamentos e dois carros de Collor no valor de R$ 950 mil.



Várias ações penais são movidas pelo Ministério Público Federal: STF, Processo nº 451/ 2008, acusado de apropriação indébita e não recolhimento de tributo ou de contribuição social; STF, Processo nº 465/ 2008, acusado de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, peculato e tráfico de influência; TJ-AL, Processo nº 0017878-12.1997.8.02.0001, procedimento ordinário movido pelo estado de Alagoas; TRE-AL, Processo nº 171568/ 2010, ação por abuso de poder econômico e uso indevido de meio de comunicação social. O instituto de pesquisas do qual é sócio, Gazeta Pesquisa, fraudou o resultado de pesquisas eleitorais em favor do parlamentar nas eleições de 2010, quando candidato a governador de Alagoas. A Gazeta de Alagoas, de sua propriedade, foi condenada a multa no montante de R$ 53,2 mil, mas o parlamentar não foi penalizado. O Ministério Público recorre da decisão (TSE - Recurso ordinário nº 171568/2011) pedindo a cassação do diploma e a inelegibilidade do parlamentar por oito anos.




GIM ARGELLO (PTB/DF), “O Homem de Um Bilhão de Reais”, aos 47 anos de idade alcançava esta estupenda marca. Em pouco mais de 25 anos o “nobre” senador conseguiu a proeza de aumentar seu patrimônio em mais de 10 mil vezes como corretor de imóveis, será que estes estavam localizados em Marte? Alçado à senadoria por ocasião da renúncia corruptíssimo Joaquim Roriz para fugir à cassação e inelegibilidade (foi flagrado tratando com o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklin de Moura da divisão de um cheque de R$ 2,2 milhões). Argello “herdou” sete anos e meio de mandato. Sua posse gerou controvérsias uma vez que a Operação Aquarela da Polícia Federal levantou suspeitas sobre o seu envolvimento numa quadrilha que fraudava o BRB. Vamos à folha corrida do (mau) elemento. STF, Inquérito nº 2724/ 2008, inquérito que apura apropriação indébita, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro; TJ-DF Comarca de Brasília, Processo nº 0017355-78.2005.8.07.0001, ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público; TC-DFT, Processo nº 1917/ 2003, foi responsabilizado por danos causados ao erário na locação de equipamentos de informática e aquisição de serviços pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.




JADER BARBALHO (PMDB/PA), esse é cobra criadíssima. Proprietário do Grupo RBA de Comunicação e do jornal Diário do Pará, e um dos acionistas da TV Tapajós, afiliada à Rede Globo. Renunciou ao cargo de senador em 2000, sob denúncia de desvio de verbas públicas da SUDAM, do Banpará e do INCRA, também para fugir da cassação da inelegibilidade. Jader foi preso por alguns dias, e a SUDAM foi fechada. O povo o reconduziu ao Congresso Nacional como deputado federal em 2002 e 2006. Em 2010, ele foi considerado inelegível, como ficha-suja, mas conseguiu reverter a decisão no bondoso Supremo Tribunal Federal. Seu filho, Helder Barbalho, também foi considerado ficha-suja pela mesma lei, neste caso a máxima popular de que filho de peixe peixinho é está confirmada. O “distinto” senador é alvo de ações penais movidas pelo Ministério Público Federal: STF, Processo 398 (Acusado de peculato); STF, Processo nº 339 (Acusado de crimes contra o sistema financeiro nacional); STF – Processo 397 (Acusado de formação de quadrilha, falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro e outras fraudes); STF, Processo nº 498 (Acusado de peculato); TRF-1 Seção Judiciária de Tocantins, Processo nº 0001781-10.2011.4.01.4300 (Acusado de crimes contra o patrimônio); TRF-1 Seção Judiciária do Pará, Processo nº 0010333-97.2011.4.01.3900, alvo de representação criminal movida pelo MPF por crimes contra a ordem tributária. É alvo de ações civis públicas movidas pelo MP: TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 0031294-51.2004.4.01.3400; TRF-1 Seção Judiciária de Tocantins, Processo nº 0003001-82.2007.4.01.4300; TRF-1 Seção Judiciária de Tocantins, Processo nº 0007518-62.2009.4.01.4300. É alvo de ações de execução fiscal movidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social: TRF-1 Seção Judiciária do Pará, Processo nº 0007303-35.2003.4.01.3900; TRF-1 Seção Judiciária do Pará, Processo nº 10095-20.2007.4.01.3900.




JAYME CAMPOS (DEM/MT), este “zeloso” representante do Estado do Mato Grosso apresentou no dia 3 do corrente mês e ano projeto de lei de máxima urgência nacional: propõe o “notável” parlamentar que o Código de Trânsito brasileiro seja alterado tornando obrigatória a instalação de temporizadores nos semáforos. Saibam tantos quantos estiverem a ler este blog que pagamos salários fantásticos e mil mordomias para estes senhores perderem noites de sono imaginando projetos de lei que darão uma guinada de 360º em nossas vidas. Não seremos mais os mesmo após a implantação desta joça. Ora, senador, vá caçar jacaré no pantanal.



STF - Inquérito nº 2606/ 2007, inquérito que apura peculato e crimes previstos na lei de licitações e contra administração em geral. STF, Processo nº 460/ 2007, réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por uso de documento falso. É alvo de ações civis públicas, inclusive de improbidade administrativa, movidas pelo Ministério Público Federal e pela União: TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso, Processo nº 0008120-29.2003.4.01.3600, foi condenado à restituição integral de todas as verbas públicas federais repassadas pela União e destinadas à execução das obras de um hospital em Cuiabá no período em que governou Mato Grosso; TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso, Processo nº 0017888-66.2009.4.01.3600; TRF-1, Seção Judiciária de Mato Grosso, Processo nº 0027827-70.2009.4.01.3600; TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso, Processo nº 0028019-03.2009.4.01.3600; TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso, Processo nº 0003696-60.2011.4.01.3600, Acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias; TRF-1 Subseção Judiciária de Sinop, Processo nº 0003303-34.2008.4.01.3603; STF, Processo nº 227128, ação popular, foi condenado a ressarcir os cofres públicos por gastos indevidos com propaganda utilizada para promoção pessoal, o STF manteve a decisão; TCU, Acórdão nº 1327/ 2009, foi responsabilizado por irregularidades na aplicação de recursos federais provenientes de convênio celebrado entre a Fundação Nacional de Saúde e o governo de Mato Grosso.




JOÃO RIBEIRO (PR/TO), o STF abriu ação penal contra este “ilustre” senador em fevereiro deste ano. para apurar se ele tratou como escravos 35 trabalhadores de sua propriedade, a Fazenda Ouro Verde, localizada no interior do Pará. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a situação foi constatada entre janeiro e fevereiro de 2004, quando o político era deputado federal. De acordo com a denúncia, os trabalhadores estavam em condições subumanas de trabalho e acomodação, sem sanitários ou água potável para beber, com jornadas que podiam chegar a 12 horas diárias. Os auditores do trabalho também constataram que as compras de alimentos e de material de trabalho eram descontadas dos salários, criando uma dívida impossível de ser paga. O julgamento havia começado em 2010, com o voto da relatora Ellen Gracie, hoje aposentada, favorável à abertura da ação penal. Foi interrompido por um pedido de vista do ministro coronel Gilmar Mendes, que devolveu o processo para julgamento. Mendes votou pela inocência de Ribeiro. “Se for dada à vítima a liberdade de abandonar o trabalho, rejeitar as condições supostamente degradantes, não é razoável pensar em crime de redução à condição análoga ao trabalho escravo”. Acompanharam o entendimento de Gilmar Mendes, O Coronel, os ministros Antonio Dias Toffoli (isso lá é sobrenome de alguém?) e Marco Aurélio Mello que pode ter havido situação degradante dos empregados e não semelhante à escravidão. Então estamos combinados: degradante pode, escravidão não.



STF, Processo nº 399/ 2005, réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por peculato; STF, Inquérito nº 2274/ 2005, inquérito que apura crimes contra a ordem tributária, lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores e formação de quadrilha; STF, Inquérito nº 2131/ 2004, inquérito que apura crimes contra a liberdade pessoal; STF, Inquérito nº 3019, inquérito que apura estelionato, formação de quadrilha, peculato e crimes previstos na lei de licitações; STF, Inquérito nº 2914, inquérito que apura crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético; é alvo de ações de execução fiscal movidas pela Fazenda Nacional: TRF-1 Subseção Judiciária de Araguaína, Processo nº 0006466-57.2011.4.01.4301; TRF-1 Subseção Judiciária de Araguaína, Processo nº 0006709-98.2011.4.01.4301; TRF-1 Subseção Judiciária de Araguaína, Processo nº 0009147-97.2011.4.01.4301; TSE - Processo nº 665.2011.627.0000, alvo de recurso contra expedição de diploma apresentado pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder político, uso indevido de meio de comunicação social, captação ilícita de sufrágio e conduta vedada a agente público. Em 23 de fevereiro deste ano o STF abriu processo contra este senador com base em denúncias de que teria participado de aliciamento fraudulento de trabalhadores em Araguaína para que trabalhassem numa fazenda dele, no Pará.




JOSÉ SARNEY (PMDB/AP). Este “coronel” maranhense que se elegeu por três vezes pelo estado do Amapá que, aliás, nem sabe onde fica é uma figura que, para contar direitinho o que foi e é na vida pública brasileira, seria preciso escrever um livro com as narinas protegidas devido ao mau cheiro que exalaria a cada frase, cada parágrafo, cada capítulo. Quando do movimento pró-cassação do senador seu ex-adversário político Lula saiu em seu socorro, não porque se babasse de amores por Sarney e sim porque com a sua cassação assumiria um senador da oposição, mesmo sendo uma oposição de faz de conta não era bom arriscar. O corporativismo funcionou quando seus pares barraram as investigações sobre os atos secretos e a Fundação José Sarney. É alvo de ações civis públicas movidas pelo Ministério Público: TRF-1 Seção Judiciária do Maranhão, Processo nº 2005.37.00.007260-9; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 0015159-51.2010.4.01.3400. Sarney é o parlamentar no Congresso Nacional a mais tempo em atividade.




LINDBERGH FARIAS (PT/RJ). Este ex-cara-pintada indubitavelmente aderiu às práticas que condenava com veemência atribuídas ao ex-presidente Collor (Collor foi absolvido e, portanto, legalmente, não praticou coisa alguma. É a lei, o que se há de fazer?). Em 2008, sua ex-secretária, Lídia Cristina Esteves, declara que era obrigada a permitir que toda a folha de pessoal da prefeitura fosse rodada na Paraíba, sob o comando de Frederico Farias, irmão de Lindberg. Em maio de 2010, sua prefeitura foi acusada de ter contratado sem licitação, em março de 2005, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Em liminar, Lindberg teve seus bens bloqueados pela 3a Vara Cível de Nova Iguaçu a pedido do Ministério Público em 2010. STF, Inquérito nº 3079, STF, Inquérito nº 3124 e STF, Inquérito nº 3223, inquéritos que apuram crimes previstos na lei de licitações; STF, Inquérito nº 3265, inquérito que apura crimes eleitorais; STF, Inquérito nº 3155 inquérito que apura crimes de responsabilidade; STF, Inquérito nº 3163, inquérito que apura improbidade administrativa; STF, Inquérito nº 3135, inquérito que apura emprego irregular de verbas públicas e crimes de responsabilidade e previstos na lei de licitações; STF, Inquérito nº 3121, inquérito que crimes contra a ordem tributária; TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu, Processo nº 0052903-44.2010.8.19.0038, ação penal; é alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público: TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu, Processo nº 0044377-54.2011.8.19.0038; TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu, Processo nº 0056748-21.2009.8.19.0038; TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro, Processo nº 0008358-11.2007.4.02.5110; TRE-RJ, Processo nº 674343.2010.619.0000, representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por conduta vedada a agente público; TRE-RJ, Processo nº 392351.2010.619.0000, ação de investigação judicial movida pelo MPE por abuso de poder econômico e político.




LOBÃO FILHO (PMDB/MA), também conhecido como Edinho Trinta (30%), rebento do ministro das Minas e Energia Edson Lobão que, como todos sabem, seus conhecimentos sobre sua pasta limita-se a ligar e desligar um interruptor. Edinho Trinta gasta R$ 10 mil mensais da verba do Senado para alugar um imóvel que está em nome da mãe de seu advogado no Maranhão. Em outubro do ano passado, aparteando o “ilustre” coronel-senador Sarney este senador afiançou que iria apresentar um projeto de lei tornando a corrupção um crime hediondo. Ora, vejam só, o propineiro Edinho Trinta querendo acabar com seu ganha-pão, quanta desfaçatez! Lobão Filho, ou Edinho Trinta, foi advertido de que não era recomendável migrar para o mundo político com dívidas milionárias em bancos públicos e impostos atrasados. Dono de uma distribuidora de bebidas, ele resolveu o problema transferindo suas cotas na empresa para a empregada doméstica Maria Lúcia Martins, que só descobriu que tinha se transformado em empresária endividada e sonegadora de impostos quando a polícia e a Receita Federal bateram à sua porta. Só a bancos, a sua empresa devia 5,5 milhões de reais. Os extratos de suas contas revelavam uma intensa e milionária movimentação bancária Para fugir das dívidas e limpar o nome, o futuro senador lobinho usou a doméstica como laranja, as investigações da Receita Federal comprovaram esta situação. O filho pródigo do remanescente do trio “os três porquinhos” (os outros dois eram Hugo Napoleão e Marcondes Gadelha) tem sua folha corrida assim: STF, Inquérito nº 2768/ 2008, inquérito que apura crimes contra ordem tributária, formação de quadrilha, falsidade ideológica e uso de documento falso; TRF-1 Seção Judiciária do Maranhão, Processo nº 0006606-03.2001.4.01.3700, ação penal movida pelo Ministério Público por crimes contra as telecomunicações.




LUIZ HENRIQUE (PMDB/SC) tem uma extensa folha no Judiciário. STF, Processo nº 614, réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por incitação ao crime e desobediência; STF, Processo nº 571, réu em ação penal movida pelo MPF por crime previsto no decreto-lei 201/ 67; STF, Processo nº 557, réu penal movida pelo MPF por falsidade ideológica; STF, Processo nº 616 e STF, Processo nº 558, réu em ações penais movidas pelo MPE e MPF por crimes de responsabilidade; STF, Inquérito nº 3193, inquérito que apura prevaricação; STF, Inquérito nº 3104, inquérito que apura crimes eleitorais; STF, Inquérito nº 3125, inquérito que apura crimes de imprensa; é alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo MPE: TJ-SC Comarca de Florianópolis, Processo nº 0012878-59.2011.8.24.0023; TJ-SC Comarca de Florianópolis, Processo nº 0048278-71.2010.8.24.0023; TJ-SC Comarca de Joinville, Processo nº 0047266-79.2007.8.24.0038; TJ-SC Comarca de Joinville, Processo nº 0038397-30.2007.8.24.0038; TJ-SC Comarca de Joinville, Processo nº 0031088-26.2005.8.24.0038; TJ-SC Comarca de Joinville, Processo nº 0011871-36.2001.8.24.0038, a Justiça determinou ressarcimento ao erário e pagamento de multa; TSE, Processo nº 43060.2011.600.0000, recurso contra expedição de diploma apresentado pelo Ministério Público Eleitoral por abusos de poder político e econômico e conduta vedada a agente público; TSE, Processo nº 282675.2010.624.0000, representação movida pelo MPE por conduta vedada a agente público; TRE-SC, Processo nº 1717231.2010.624.0000, ação de investigação judicial eleitoral movida pelo MPE por abusos de poder econômico e político. E muitas outras lambanças praticadas contra o povo do Estado de Santa Catarina como a instalação de uma mina fosfateira em Anitápolis com graves riscos ao meio-ambiente e a saúde pública.




MARTA SUPLICY (PT/SP), olha com um histórico desses só mesmo sendo petista para relaxar e gozar. Dona Marta é alvo de inquéritos que apuram improbidade administrativa, formação de quadrilha e crimes de responsabilidade, contra administração em geral e previstos na lei de licitações: STF, nº 3271; STF, Inquérito nº 2687; STF, nº 2682; STF, Inquérito nº 3225; STF, Inquérito nº 3267; a conhecida sexóloga é alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Estadual, chegou a ser condenada em algumas: TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0045264-66.2009.8.26.0053; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0044385-59.2009.8.26.0053; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0044311-05.2009.8.26.0053; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0032190-42.2009.8.26.0053; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0125765-75.2007.8.26.0053; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0106256-61.2007.8.26.0053; TJ-SP Comarca de São Paulo,Processo nº 0009284-97.2005.8.26.0053; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0024162-27.2005.8.26.0053; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0026257-69.2001.8.26.0053, a Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios/ incentivos fiscais ou creditícios; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0033717-05.2004.8.26.0053, a Justiça determinou a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos, proibição de recebimento de benefícios/ incentivos fiscais ou creditícios e o pagamento de multa; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0024208-50.2004.8.26.0053, a Justiça determinou pagamento de multa; TJ-SP Comarca de São Paulo, Processo nº 0023317-29.2004.8.26.0053, a Justiça determinou a suspensão de direitos políticos, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios/ incentivos fiscais ou creditícios e pagamento de multa.




RENAN CALHEIROS (PMDB/AL). Recordar é viver. Em maio de 1992, Renan Calheiros acusou PC Farias de comandar um "governo paralelo". No mês seguinte, afirmou que Collor tinha conhecimento do esquema, e pediu o impeachment do presidente. Instalada a CPI do PC Farias, Calheiros prestou depoimento, confirmando as suas acusações e denunciando a existência de um "alto comando" da corrupção, sediado no Planalto, integrado pelo ministro-chefe do Gabinete Militar, Agenor Homem de Carvalho, pelo ex-secretário de Assuntos Estratégicos, Pedro Paulo Leoni Ramos, e pelo ex-secretário da presidência da República, Cláudio Vieira. Hoje são amigos de criancinha. Renan Calheiros foi indicado pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA) para ocupar o Ministério da Justiça de FHC, em substituição a Íris Resende, que se desincompatibilizara para concorrer ao governo do estado de Goiás, preste atenção em quem indica quem para substituir quem. Um conjunto de denúncias de corrupção atingindo Renan Calheiros ocupou as manchetes da imprensa brasileira em 2007. O caso foi chamado de Renangate. A empreiteira Mendes Júnior pagava 12 mil reais por mês à jornalista Mônica Veloso que havia sido amante de Renan e tivera um filho com ele. Isso foi o inicio de uma série de denuncias como a compra de rádios em Alagoas, em sociedade com João Lyra, em nome de laranjas; o ganho com tráfico de influência, junto à empresa Schincariol, na compra de uma fábrica de refrigerantes; o uso de notas fiscais frias, em nome de empresas fantasmas, para comprovar seus rendimentos; a montagem de um esquema de desvio de dinheiro público em ministérios comandados pelo PMDB; a montagem de um esquema de espionagem contra senadores da oposição ao governo Lula. Ao todo, houve seis representações no Conselho de Ética do Senado pedindo a cassação de Renan. Sob pressão do público, Renan desistiu da presidência, sem renunciar o mandato. É outro parlamentar que, tendo em vista as muitas lambanças, até que tem uma folha corrida modesta. No STF, Inquérito nº 2998/ 2010, inquérito que apura improbidade administrativa e tráfico de influência; STF, Inquérito nº 2593/ 2007 - É alvo de investigação penal; TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal, Processo nº 0001476-44.2010.4.01.3400 - É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal.



 
VALDIR RAUPP (PMDB/RO) também não fez por menos em frequentar os tribunais na condição de réu. No STF, Processo nº 554/ 2010 e STF, Processo nº 383/ 2004, réu em ações penais movidas pelo Ministério Público Federal por crimes contra o sistema financeiro nacional; STF, Processo nº 358/ 2003, réu em ação penal movida pelo MPF por peculato; STF, Inquérito nº 577, réu em ação penal movida pelo MPF por crimes eleitorais e uso de documento falso; STF, Inquérito nº 2442/ 2006, inquérito que apura crimes contra administração em geral; STF, Inquérito nº 3233, inquérito que apura crimes eleitorais; TJ-RO Comarca de Porto Velho, Processo nº 0116671-57.1999.8.22.0001, foi condenado em ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual e pelo estado de Rondônia. A Justiça determinou o ressarcimento ao erário, vedação de recebimento de benefícios/ incentivos fiscais ou creditícios e pagamento de multa. TJ-RO Comarca de Porto Velho, Processo nº 0100597-25.1999.8.22.000, ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual. A Justiça determinou pagamento de multa; TJ-RO Comarca de Rolim de Moura, Processo nº 0039230-89.2007.822.0010, ação de execução fiscal movida pela Fazenda estadual; TRE-RO, Processo nº 76609.1998.622.0000, teve rejeitada prestação de contas referente às eleições de 1998; TRE-RO, Processo nº 232226.2010.622.0000, teve rejeitada prestação de contas referente às eleições de 2010.




Pois então? São senadores e senadoras deste calibre que nos representam na Câmara Alta. Recentemente um casal de moradores de rua (Rejaniel de Jesus Silva Santos e Sandra Regina Domingues) encontraram R$ 20 mil e o devolveram, apesar da vida desafortunada demonstraram um belo caráter e uma excepcional formação moral coisa que, seguramente, não encontramos naqueles que nos representam que deviam zelar pelo bem-estar da sociedade, pela coisa pública, pelo comportamento ético e moral, pela justiça social. Ao contrário depredam, dilapidam e roubam o patrimônio público com uma colossal ganância, arrogância e descaramento utilizando de todos os meios ilícitos para locupletar-se. Honestidade, senhoras e senhores senadores, não é uma virtude e sim um obrigação que todo ser humano tem com outro e não importa qual seja o grau de relacionamento (pessoal, coletivo, comercial, afetivo, etc.). Escrever um artigo deste teor me deixa constrangido e irritado. Constrangido por constatar o péssimo comportamento de membros do Senado Federal que arruínam a Instituição desmoralizando-a e irritado por saber, de antemão, que, no final das contas, sairão ilesos abrigados pela maior instituição da República brasileira: o Instituto da Impunidade.



De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. (Rui Barbosa, 1849-1923).



CELSO BOTELHO

12.07.2012

domingo, 8 de julho de 2012

O VOTO SECRETO NO CONGRESSO NACIONAL





O voto secreto no Congresso Nacional é uma excrescência. Durante a ditadura militar até que se justificava, posto que qualquer manifestação contrária aos milicos redundavam em perseguições, cassações, prisão, exílio ou mesmo com uma real ameaça de eliminação física. Mas no Estado Democrático de Direito o voto secreto de parlamentares não tem justificativa alguma. Contudo, não basta eliminar-se tal dispositivo para que a sociedade venha a confiar e respeitar o Congresso Nacional. Sua estrutura está arruinada por anos e mais anos de corrupção; malversação, desvio e desperdício dos dinheiros públicos e aprovando leis que se mostram nocivas aos cidadãos e ao país. O parlamento brasileiro não passa de um balcão de negócios espúrios, degradantes, asquerosos.




A cada legislatura assumem parlamentares cada vez mais comprometidos com organizações criminosas bem estruturadas, quadrilhas fortuitas ou grupos seletos de malfeitores atuantes em diversos setores e especializados em dilapidar o Erário. Nos demais poderes a coisa não é diferente. É importante que se diga que há exceções. Não podemos e não devemos generalizar. Entretanto, neste caso, o todo anula as partes, pois estas se constituem em maioria absoluta e uma maioria deplorável e desprezível. A República brasileira foi tomada de assalto através do embuste, da mentira, do conchavo espúrio, do acordo inconfessável, das manobras casuísticas, das alianças oportunistas, numa orquestrada conspiração que tem por objetivo único a total prevalência de seus postulados de plena dominação, via o embrutecimento intelectual de nossos jovens, basta examinarem a quanto anda a educação no país; a cooptação dos veículos de comunicação pelos meios que conhecemos sobejamente que submete-os aos seus ditames; pela propaganda oficial e oficiosa enganosa; pela coisificação do trabalhador; pelo aquecimento real da concentração de renda; pelo aprofundamento das desigualdades sociais; pelas “bolsas” da vida que transformam cidadãos em meros pedintes dependentes dos favores do Estado; pelo aparelhamento e sucateamento das instituições e seu desmantelamento e o campo de ação dos detratores do Brasil não fica por ai.





O voto secreto, sem dúvida, é uma excrescência. Mas o Congresso Nacional é um corpo repleto delas como, aliás, também outras instituições existentes nos três poderes. Com a legislação eleitoral (tributária, previdenciária, penal, etc.) vigente e os quadros políticos que ora dispomos as eleições se prestam a reforçar a máxima de que nada é tão ruim que não se possa piorar.



CELSO BOTELHO

08.07.2012

sábado, 7 de julho de 2012

A VERDADE SIGILOSA




O esbulho denominado Comissão Nacional da Verdade acaba de inventar o depoimento sigiloso, no caso do depoente assim o desejar. Ora, com seiscentos diabos porque o sujeito daria um depoimento sigiloso? É Comissão da Verdade com sigilo? Não entendi. Pode ser que o depoente queira apenas uma revanche e, temeroso de retaliações, evoque o sigilo ou apenas sacanear alguém. Pode ser que seu depoimento não interesse aos membros desta Comissão por expor os inúmeros crimes que a esquerda também cometeu nos idos de 1960 e 1970 (e continuam cometendo com maior abrangência e perversidade, posto que ocupem o poder). Que diabo de verdade atende ao sigilo? A verdade que interessa a esquerda. Fiquei imensamente satisfeito por que nenhum historiador foi convidado ou tenha aceitado participar de tal imbróglio, segundo sei. Não porque nosso trabalho seja dispensável, pelo contrário, é essencial. Porém, neste caso, dele exigiria plena obediência à história que desejam contar. É como se um juiz desprezasse a defesa do réu acolhendo só a acusação e, imediatamente, condenasse o desgraçado a pena máxima permitida. A Comissão Nacional da Verdade é um tribunal nestes moldes. Como já demonstrei neste blog seus integrantes é parte dessa esquerda (que não é nem esquerda, mas um bando de velhacos e patifes da pior espécie) que se apoderaram do Estado e desejam levar à execração pública apenas os agentes do Estado que cometeram violações dos direitos humanos, ignorando que se valeram dos mesmos meios para cometê-las. Vou repetir: fui, sou e sempre serei ferrenho opositor a qualquer forma de regime ditatorial, seja de esquerda, de direita, de centro, de beirada, civil, militar ou como queiram denominá-los. Mas a decência, a coerência e o senso de justiça me indicam que, se é para apurar a verdade, ambos os lados devem ser investigados. Mesmo considerando que não existe verdade absoluta, exceto Deus. Devemos lembrar Nietzsche quando sentenciou: “não existem verdades, apenas interpretações”. Mas a arrogância e prepotência petista crê firmemente que é a detentora de todas as verdades universais, do Gênesis ao Apocalipse.


Atentado no Aeroporto Guararapes, PE, 1966 - Autoria: AP - Ação Popular


Antes mesmo de essa bodega tornar-se oficial a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha declarava em alto e bom som: “Não tem essa história de dois lados, porque o outro lado já foi condenado, assassinado, desaparecido.” O “outro lado” era aquele que ela fazia parte, ou seja, os stalinistas, maoistas, castristas e outras baboseiras. Por ai se vê qual é a verdade que será apurada. Esquece-se a advogada que “o outro lado” não foi dizimado pelos militares pelo simples fato de encontrarem-se hoje no poder, como ela própria. Os que morreram foram os bois de piranha desta turma que está no poder. Tai Tarso Genro, Fernando Gabeira, Franklin Martins, Dilma Rousseff, Wladimir Palmeira, José Dirceu, José Genuíno e todo o bando de pseudocomunistas daquela época que não me deixam mentir. Desta vez a ex-advogada “do presidenta” saiu-se com esta: “Se alguém sabe de fatos importantes e deseja falar sigilosamente, vamos ouvir e respeitar o sigilo. Faz parte do trabalho de investigação." Ora, p... , se a tal bodega foi, presumivelmente, criada para apurar a verdade porque diabos tem que aceitar depoimentos sigilosos? Será assim: olha, um sujeito veio aqui e te acusou disto e daquilo, mas seu depoimento é sigiloso, portanto vamos te espinafrar baseado naquilo que nos relatou. É como se um detetive ocultasse o depoimento de uma testemunha ocular do crime para preservá-la de incômodos e aborrecimentos. Se a testemunha se apresentou que assuma o seu depoimento ou então fique em casa assistindo a novela das oito, uma partida de futebol ou jogando conversa fora no boteco da esquina.


 
As entidades de direitos humanos estão registrando suas reclamações quanto ao sigilo em torno dos depoimentos. E a comissária e comissionada Rosa Maria diz candidamente: “Só fazemos isso quando as pessoas pedem e nós temos interesse em ouvi-las. Quando não se opõem à exposição pública, não temos razão para manter sigilo". Quer dizer que a Comissão se arvora no direito de julgar interessante ou não o que o depoente tem a dizer. Isso significa que não sendo conveniente o mandarão logo passear em outra freguesia porque ali seu relato não será acatado. Mas esse pessoal que se diz esquerda é mesmo de uma colossal jumentice. Não prestam atenção nem ao que falam. Segundo Rosa Maria dentro de alguns dias a Comissão Nacional da Verdade estará colocando na Internet um site com "o objetivo de oferecer uma visão detalhada de tudo o que estamos fazendo". Ou seja, reforçar a lorota de que eram jovens idealistas, democratas, pegaram em armas para derrubar o regime militar e outras besteiras. Eram, isto sim, um monte de bobos da corte doutrinados, manipulados, teleguiados por espertalhões que ficavam em seus apartamentos refrigerados, tomando uísque, transando com as empregadas e até gozavam de certos favores do Estado de exceção. Isto é, conduziram o gado para o matadouro. Forneceram o alvo para os militares praticarem o tiro e se distraírem enquanto ocupavam todos os espaços na mídia, nas universidades, nos sindicatos, nas igrejas, nas entidades civis, nos botequins e nos prostíbulos. Como já disse, atores de uma pantomima que se vangloriavam por atuarem como bois de piranha. Os que não foram devorados recebem a bolsa-ditadura. Não me parece nada democrático pegar em armas para derrubar a ditadura militar com o objetivo de se implantar a ditadura do proletariado nos moldes de Mao, Stalin ou Castro.

 Residência "do presidenta" durante a campanha eleitoral em 2010, Lago Sul, bairro nobre de Brasília. É assim que vivem os ex-guerrilheiros comunistas, stalinistas, maioistas, castrista, etc.


“A presidento”, por exemplo, afirma, reafirma, jura de pés juntos pela saúde de um parente (no mínimo morto ou em vias de encontra-se nesta situação) que “é o exemplo vivo da tortura”. Mas que coisa, heim!? Caso o Michel Tyson sofresse um terço das torturas que “o presidenta” alega ter sofrido certamente não resistiria um dia de interrogatório. Ou abria logo o bico ou iria parar em algum cemitério clandestino de propriedade dos militares. Esse pessoal mente desavergonhadamente. O sujeito já entrava nas dependências do DOI-Codi se borrando pelas pernas abaixo e, costumeiramente, entregavam os pontos, os aparelhos, os planos e os companheiros sem grande resistência. Resistir não era uma opção que abraçavam quando acuados dentro do aparelho repressor do Estado. Dilma Rousseff teve sua pena reduzida pelos milicos. Por quê? Caso fosse tão importante para a organização, como teimam em difundir, por que esta concessão do militares? Eram burros? Idiotas? Soltaram a guerrilheira por bom comportamento? Aliás, se era tão essencial assim para os guerrilheiros, por que não teve o mesmo destino de Carlos Lamarca, Marighela e outros? A caixa de maldades, violações, atrocidades foi aberta por ambos os lados e, portanto, não há justificativa alguma de isentar-se quem quer que seja. Um dos objetivos desta Comissão é abrir caminho para alterar-se ou suprimir-se a Lei da Anistia (Lei 6.683 de 28.08.1979) e dar vazão ao revanchismo, à perseguição, a execração. Nunca concordei com os termos desta lei, porém, foi acordada e, portanto, não adianta chorar pelo leite derramado. Esta joça de Comissão está com quase três décadas de atraso. Outro desdobramento desta Comissão é que aparecerá gente que sequer passou perto de um dos órgãos de repressão e logo será beneficiada com a bolsa-ditadura como, aliás, já acontece. O sócio do Lula (LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda. Fico curioso para saber o que vão publicar. Uma nova versão do Kama Sutra ou aquelas revistinhas de sacanagem da década de 1950?), por exemplo, Paulo Okamoto logo que aquele se tornou presidente requereu indenização por haver sido perseguido em 1964. Só esqueceu-se de ir às aulas de matemática, pois neste ano contava com apenas oito anos de idade e, segundo sei, o governo militar não prendia crianças, subversivas ou não. Enquanto isso Jango, deposto pelo golpe de 1964, somente em 15 de novembro de 2008 o pedido de anistia foi julgado e deferido pela Comissão de Anistia Política do ministério da Justiça, mas para os companheiros o processo segue mais célere. O ex-presidente Lula recebe polpuda aposentadoria como anistiado político. “O presidenta” Dilma Rousseff em menos de dois meses no cargo cancelou 2.530 anistias concedidas a cabos da FAB no (des) governo FHC e nos primeiros anos do (des) governo Lula.




Os militares inventaram, entre outros instrumentos não democráticos, o decreto-secreto que não era publicado no Diário Oficial, mas estava em vigor. O Congresso Nacional também utilizou do instrumento para nomear parentes, aderentes, simpatizantes, correligionários, cúmplices e todo tipo de parasita para cargos públicos. O ex-presidente Lula, o Ignorante Desbocado, evocou a “segurança nacional” para ocultar a gastança nos cartões corporativos. Nada mais natural que uma Comissão idealizada e formada por petistas adotem o depoimento sigiloso para não terem as mazelas de seus membros expostas selecionando o que é “verdade” e o que não é “verdade”, segundo suas conveniências, ou seja, seus deploráveis padrões de conduta.

CELSO BOTELHO

07.07.2012


quarta-feira, 4 de julho de 2012

A BOLSA-QUARENTENA



A desfaçatez não tem limites. Cada vez mais a miséria ética e moral se alastram neste país. Desta feita é o ex-ministro e milagreiro Antonio Palocci que protagoniza mais um ato que exibe a podridão da República brasileira, se é que se pode chamar uma rede de quadrilhas de república. Com uma biografia recheada de lambanças e malfeitorias o ex-chefe da Casa Civil (leia-se casa da mãe Joana, com todo respeito às mães e as Joanas) vai embolsar um dinheiro forte saído dos cofres públicos. A inútil Comissão de Ética da presidência da República liberou o pagamento de R$ 106.892,52 ao violador de sigilo bancário.



O milagreiro Palocci multiplicou seu patrimônio em 20 vezes entre 2006 e 2010. Adquiriu um apartamento no valor de $ 6,6 milhões e escritório pela bagatela de R$ 882 mil. Por ocasião deste imbróglio a Procuradoria Geral da República decidiu arquivar os pedidos de investigação por considerar que não havia indícios de procedimentos ilegais. Ora, que coisa, heim? Toda esta prosperidade do ex-prefeito de Ribeirão Preto foi proporcionada através de seu trabalho como consultor de não se sabe do quê e nem para quem e outras velhacarias. O mimo deve-se ao período de quarentena que teve que cumprir depois que deixou o governo. De acordo com o não menos inútil Código de Conduta da Alta Administração Federal a quarentena “somente será obrigatória quando se configurar a existência de conflitos de interesses” assim, ao deixar a participação de conselhos, os ministros ficam impedidos de trabalhar na iniciativa privada por quatro meses. O presidente da imprestável Comissão, Sepúlveda Pertence (pertence a quem?), declarou solenemente: "O ministro Palocci pediu remuneração do tempo de quarentena e foi deferido". Simples assim. O dinheiro não é dele mesmo, é público e, sendo assim, tal e qual o dinheiro da viúva que se pode esbanjar à vontade que o finado não virá do além reclamar.

O Contrabandista, o Ignorante Desbocado e o Coronel

Só para não perder a viagem devo dizer que na patacoada da reunião de Lula, O Ignorante Desbocado, Nelson Jobim, O Contrabandista e Gilmar Mendes, O Coronel, quando este último afirmou que Lula “falaria” com Sepúlveda Pertence que acionaria a ministra Carmem Lúcia para adiar o julgamento do Mensalão. O douto ex-presidente do STF afirmou que Lula jamais falou com ele sobre processos judiciais. Vamos por partes. Sepúlveda Pertence advogou em defesa de Lula em processo, quando líder sindical, junto à Justiça Militar. Vejam só as coincidências. Sepúlveda Pertence aposentou-se em 17.08.2007 e no dia 05.12.2007 Lula o nomeou presidente da tal Comissão de Ética. Sempre se arranja uma sinecura na República para aqueles mais chegados. A ministra Carmem Lúcia também é uma escolha do ex-presidente Lula. Tirem as conclusões.




Amparado no Decreto nº 4.187 de 08.04.2002 e publicado no Diário Oficial da União em 09.04.2002 Palocci poderá, desta vez, adquirir um belo automóvel para sua empregada ir à feira, ao supermercado ou levar algum bichinho de estimação ao veterinário. A crise moral da sociedade brasileira é tão profunda que este tipo de comportamento é visto como banal e próprio de políticos e, eis o mais lamentável, ouço frequentemente, fariam a mesma coisa caso estivessem em seu lugar. Com uma mentalidade dessas onde poderemos chegar? Ao fundo do poço, a ruína total e irreversível.



 
Seguramente que a Bolsa-Quarentena também poderá ser reivindicada pelos ex-ministros lambões Orlando Tapioca Silva, Carlos Eu Amo Dilma Lupi, Alfredo Maracutaia Nascimento, Mario Atrás do Armário Negromonte, Pedro Velho Babão Novais e o nosso velho e desprezível contrabandista Nelson Jobim.


CELSO BOTELHO
04.07.2012














terça-feira, 3 de julho de 2012

O MITO, O REAL E AS PATACOADAS


Monumento à pinga e a pizza


Não são somente os brasileiros que possuem a tendência de mitificar, quer pessoas ou acontecimentos, é uma faceta do ser humano, um fenômeno repetitivo e, portanto, corriqueiro. Como também não é privilegio nosso submeter o real ao mito confundindo-os deliberadamente para que atenda algumas de nossas necessidades psicológicas e interesses políticos, econômicos, sociais, culturais, religiosos, etc. No entanto, quanto a celebrar ostensivamente, intensivamente e estupidamente patacoadas a história demonstra que, se não somos insuperáveis, ocupamos lugar de destaque no panteão dos idiotas.


Partenon, monumento à cultura


O mito, substituído pelos gregos há mais de dois mil anos, pela razão não teve sua prática extinta em nenhuma civilização humana. A racionalidade, entretanto, dele não se descartou. Ao contrário, o mito está profundamente incorporado à racionalidade, ao real, voluntária ou involuntariamente. As primeiras informações que recebemos em nossas vidas são através de mitos, posto que nossa percepção não alcançaria explicações sofisticadas e inundadas de conceitos científicos, filosóficos, etc. Não podemos explicar para uma criança de quatro anos o processo de reprodução humana utilizando um tratado sexual, o mito da cegonha é bem mais acessível à sua compreensão. A dificuldade é convencer a maioria da sociedade brasileira do projeto diabólico do Partido dos Trabalhadores e seus associados, comparsas, cúmplices e outros desclassificados estão executando a quase uma década destroçando, desmantelando, arruinando e inviabilizando o país num futuro próximo.


E não é só por ai que entra a grana


Diante do real, ou o que se apresenta assim, devemos ter cautela e, de antemão, duvidarmos de sua autenticidade, seja pessoa ou acontecimento. O real, perceptível a olho nu, tende a camuflar-se, refletir apenas o que seja desejável ocultando o deplorável. Portanto, é essencial que o investiguemos além da fina camada que está exposta. Atentarmos para os ardis que costumeiramente o envolvem, algumas vezes sutis e outras não. O real, ou aquilo que se mostra como real pode ser um mito bem elaborado ou um real mistificado e é por isso que devemos esmiuçar-lhe para desvendarmos o que é uma coisa e outra. O real absoluto e irresistível em comportamentos humanos ou nos acontecimentos que produzem simplesmente não existe, dada a sua complexidade psicológica e a intrincada rede de conexões que estabeleceu ao longo de sua história. Porém, tudo o que se relaciona aos políticos brasileiros, a grande imprensa comprada, os intelectuais de meia-pataca por eles financiados, banqueiros, empresários e outras tralhas não é necessário nenhum tipo de exercício mental para descortinar os verdadeiros objetivos do que apresentam como real.


A patacoada da Independência do Brasil


No que se refere as patacoadas é a categoria mais comum e rica de exemplos históricos. Fabricam o mito e o tornam real ou, se preferirem, pega o real e o mitificam e, na maioria das vezes, de forma grosseira. A Independência do Brasil, por exemplo, é uma patacoada. Forjaram-se elementos míticos e reais e o que sobrou foi uma versão romântica e pueril de um acontecimento marcado por um longo processo envolvendo interesses, circunstâncias, personagens díspares e etc. que se entrelaçaram viabilizando o ato. O mesmo se deu com a Inconfidência Mineira, a Abolição da Escravidão, a Proclamação da República, etc. Os governos que se instalaram no país após o regime militar são solos férteis para as patacoadas (Plano Cruzado, Plano Collor, Plano Real, Escândalos, CPIs, Reformas, Bolsa-Família, Bolsa-Detenção, Bolsa-Ditadura, Comissão Nacional da Verdade, etc.). O Mensalão é o exemplo mais emblemático de patacoada. E uma patacoada extremamente danosa para a sociedade brasileira que, entorpecida ou embrutecida, reelegeram seu mentor em 2006 e sua indicada em 2010 numa demonstração inequívoca de afirmação de seu desprezo por valores éticos e morais. Os índices de popularidade de Lula ao deixar a presidência da República e de sua pupila-marionete comprovam o que acabo de dizer.


O Ignorante Desbocado, O Coronel e o Contrabandista


O ex-presidente Lula, arrivista inveterado, se constitui, por si só, numa patacoada. Mas duas de suas últimas patacoadas merecem destaque. A primeira quando se reuniu com o ministro do STF Gilmar Mendes, O Coronel, no escritório do ex-ministro e ex-presidente do STF Nelson Jobim, O Contrabandista, para chantageá-lo a fim de que o julgamento do Mensalão fosse transferido para 2013 ou para o Dia do Juízo Final ou ainda para o dia seguinte a este para não prejudicar o PT e seus associados, cúmplices, comparsas e penduricalhos. Isso é uma prova cabal e irrefutável do mau caráter do ex-presidente, mas Gilmar Mendes e Nelson Jobim também não primam pela honestidade ou comportamento ético e moral. Este encontro em si é um sintoma irretocável de quão apodrecida e fétida está a República brasileira, se é que um dia tenha cheirado bem ou menos mal. Nos três poderes estão alojadas figuras que eu não confiaria nem para abrir uma garrafa de tão nocivas e desprovidas de qualquer valor. Independência entre os três poderes da República é tão real quanto às mulas sem cabeça do nosso folclore. Dos onze analfabetos funcionais, digo, ministros do STF, o ex-presidente nomeou oito e, certamente, todos se debruçaram sobre a cartilha do Partido dos Trabalhadores (leia-se Lula) aderindo-a que, por sinal, podemos chamar de manual da picaretagem, malandragem e o mais que se queira. “O presidenta” Dilma Rousseff já garantiu o lugar de outros dois e, portanto, o PT conta hoje com a maioria absoluta na Suprema Corte que, por sinal, não é nem uma coisa nem outra. O que podemos esperar do julgamento do Mensalão com um tribunal deste calibre? Mais patacoadas. Mas a ingerência do Executivo sobre o Judiciário é tão antiga quanto a própria República. O marechal Floriano Peixoto, que usurpou o poder com a renúncia de Deodoro da Fonseca não convocando eleições para presidente da República conforme constava no Art. 42 da Constituição de 1891, chegou a nomear o médico Cândido Barata Ribeiro e os generais Innocêncio Galvão de Queiroz e Antônio Séve Navarro para o STF, atitude que nem os generais-presidente-de-plantão ousaram fazer, apenas aumentaram seu efetivo para dezesseis para garantir, mas logo retornaram ao número de onze, pois, afinal, a ditadura era deles e quem tem... por certo tem medo. Este mesmo presidente mandou prender cinco deputados contrariando, uma vez mais, a Constituição Federal. Rui Barbosa impetrara um pedido de habeas corpus em favor deles e Floriano Peixoto perguntado o que aconteceria se o pedido fosse concedido respondeu: “E quem dará habeas corpus ao Supremo?” O recurso não foi concedido pela maioria dos ministros e Rui Barbosa foi para o exílio na Inglaterra.


Os bons cumpanheiros


segunda patacoada do ex-presidente foi buscar o apoio de Paulo Maluf para este poste de madeira apodrecida e sem luz que atende pelo nome de Fernando Haddad, vulgo Nandinho QI Zero, impondo-o goela abaixo do PT, da mesma forma que fez com pseuda-guerilheira e doutoranda Dilma Rousseff, mas, afinal, ele é o dono do PT e de um colossal mau-caráter. Pelo andar da carruagem Lula irá precisar muito mais que o apoio de Maluf para eleger este trapalhão à prefeitura de São Paulo. Nem mesmo um despacho caprichado no cemitério à meia-noite, sexta-feira treze e com a lua cheia garantirá a eleição deste paspalho. Esta aliança entre o ex-presidente e o larápio do Maluf reforça a ideia de que entre os bandidos também existe solidariedade quando se trata de defender seus interesses. Mas, como todo o Universo e adjacências sabe, Lula é capaz de fazer qualquer tipo de aliança, acordo, conchavo, maracutaia, torpeza, canalhice, velhacaria, safadeza, patifaria e etc. com quem quer que seja, desde que sua insaciável fome e sede de poder seja atendida, comportamento típico de um irrecuperável megalomaníaco. Se cada povo tem o governo que merece os brasileiros que elegeram e aprovaram (e aprovam) os governos petistas desfrutam de um governo muito melhor daquele que de fato merecem. Não é a primeira vez que transformam um vilão real em mito, a História brasileira está repleta deles e de patacoadas.






CELSO BOTELHO

03.07.2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

LULA E MALUF: ENFIM NÓS!

O enlace se deu nos jardins da mansão do brasolibanês Paulo Maluf

A patacoada do ex-presidente Lula, O Ignorante Desbocado, de flertar, namorar, noivar e casar com véu e grinalda, buquê de flores com direito a lua de mel com o internacionalmente procurado larapio Paulo Maluf reforça, mais uma vez, o mau caráter do filho pródigo de Garanhuns. Quem acredita que o conchavo tenha sido somente para acrescentar um minuto e meio ao horário político eleitoral gratuito passa-se por um perfeito imbecil. Tem muito mais caroço debaixo deste angu. Lula só não vende a alma para o diabo por dois motivos. Primeiro: não possui nenhuma alma; segundo, o diabo não é nenhum idiota para comprar uma mercadoria da qual Lula não dispõe.



Lula: uma vela para Deus e inúmeras para o diabo

O ex-sindicalista, ex-deputado, ex-presidente e excomungado revelou-se um exímio cara de pau, posto que demagogo, irresponsável, chantagista, canalha e uma infinidade de atributos negativos são por demais conhecidos, não escritos aqui por absoluto respeito aos leitores e à higiene. Na sua alucinação para repetir com o incompetente e trapalhão do Haddad o que realizou com a pseudo-doutoranda, guerrilheira de dez vinténs e double de presidente Dilma Rousseff vai fazendo acordo com todos os diabos do inferno e adjacências.


Lula para Evo Morales: a Petrobrás também é sua, cacique.

Lula para Ahmadinejad: Vamos criar a Bolsa-Terrorismo.

 Hugo Chávez para Lula: Em público não, cabron.

O ex-presidente Lula conseguiu realizar um feito notável na República: sem recorrer à ditadura ou a violência física apoderou-se do Estado; neutralizou qualquer ameaça de oposição possível cooptando, corrompendo (o que não é nada difícil) e roubando-lhe o discurso; usou e abusou do nepotismo, populismo, patrimonialismo e sem-vergonhismo; escancarou as portas para o desvio, desperdício, malversação e corrupção nos dinheiros públicos; celebrou acordos, tratados e convênios internacionais onde o crime de lesa pátria está implícito; protegeu e premiou notórios patifes e velhacos em seu governo (e neste do qual é patrono e eminência parda, ou seria cabloca?); entregou a refinaria da Petrobrás na Bolívia ao índio cocaleiro de bom grado; se desmanchou em mesuras para com o debiloide do presidente do Irã Ahmadinejad; babou (e baba) o ovo do bobalhão emperdenido, megalomaníaco e arremedo de ditador Hugo Chávez; fez com que o pré-sal venha a ser uma maldição para o país e não uma benção; blindou seus cúmplices nas CPIs, mas isto não é um feito do qual possa gabar-se, tendo em vista que tais comissões são tão úteis quanto uma lâmpada queimada. São tantas as lambanças que seria necessárias páginas e mais páginas para descrevê-las e, certamente, haveria de exalar muito mau cheiro.


O amor é lindo!

O debate político-ideológico foi plenamente substituído por acordos espúrios, alianças e coligações obscenas e figuras repugnantes onde a maior expressão de inteligência, conhecimento, desprendimento e patriotismo é medida pelo quinhão surrupiado dos cofres públicos. O adversário de ontem é o aliado de hoje. Basta relembrar o que disse o “doutor honoris causa” em banditismo, também conhecido pela alcunha de Lula, em junho de 1984: “O símbolo da pouca-vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente. Daremos nossa própria vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente”, mas era só mais uma das bravatas do “ilustrado” ignorante porque os parlamentares do Partido dos Trabalhadores se abstiveram no Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves e os deputados Bete Mendes, Airton Soares e Jose Eudes que deram seus votos para Tancredo foram expulsos do partido. Em 1989, na primeira eleição direta para presidente após o regime militar o “probo” brasolibanês dirigiu-se ao candidato Lula nos seguintes termos: “Ave de rapina é o Lula, que não trabalha há 15 anos e não explica como vive” e, segundo a revista Forbes, o patrimônio do outrora metalúrgico está avaliado em US$ 2 bilhões. O ex-presidente, portanto, cumpriu o que dissera em São Luis do Maranhão em dezembro de 2009: “eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra.” Como se considera também povo (certamente, do ápice de seu “privilegiado” conhecimento, entendeu polvo que, como as lulas são moluscos) e decidiu começar a tirar da merda ele próprio (merda no sentido financeiro, posto que na merda intelectual jamais se preocupasse de sair). A crise brasileira é a pior que uma sociedade pode enfrentar: moral. A sociedade também tem sua parcela de culpa a partir do momento que se torna cliente do Estado e aplaude, vota e venera figuras tão peçonhentas. A decadência moral produz resultados desastrosos que assistimos diariamente (caos no aparelho administrativo do Estado, anarquia e insegurança jurídica, corrupção, etc.).


Os bons companheiros... de pocilga.

elevada despolitização da sociedade fez surgir uma classe de políticos que não prestam para coisa alguma, nem para fertilizante, posto que contaminariam o solo tornando-o estéril. Mas com ministros da Educação como Fernando Haddad não se pode esperar que nossos estudantes compreendam sequer o idioma que falam. Cabe, portanto, a sociedade informar-se adequadamente (isto não será possível caso continuem assistindo os telejornais ou lendo jornais descaradamente tendenciosos e sustentados pelo governo e seus cúmplices) e ai ao invés de realizar passeatas a favor da descriminalização da maconha possam mudar o foco para melhoria na educação, saúde, habitação, segurança pública, transportes, salários dignos, etc. e etc.


Exceto para o mau caratismo.

CELSO BOTELHO

25.06.2012