segunda-feira, 13 de outubro de 2008

DOM LULOTE DE LA CAATINGA


O prêmio Dom Quixote que o governo espanhol agraciou o presidente Lula, O Ignorante, está correto na denominação, pois, afinal, tanto o personagem de Miguel de Cervantes quanto o semideus tupiniquim sonham acordados, ou melhor, deliram ou, no popular, viajam na maionese. Quanto ao motivo da premiação que é o reconhecimento a indivíduos ou governos que difundem a língua espanhola fico sem entender como um inveterado estuprador da língua portuguesa promove a difusão de outra língua qualquer. O rei Juan Carlos poderia ter aproveitado a ocasião para recomendar-lhe silêncio (porque não te calas?) tal qual fizera com Hugo Chávez, o arremedo de ditador, megalomaníaco e bobalhão empedernido.


A pérola ficou por conta da sugestão do presidente da nossa mui amada República ao Banco Central para parir uma agência de avaliação do risco Brasil, de preferência totalmente emPTizada, pois, desta forma, seu atrapalhado governo adquiriria maior robustez. E não seria tão complicada tal façanha levando-se em conta que os governos são primazes na confecção de indicadores fajutos, manipulação e distorção de números. Para o presidente a crise não atravessou o oceano Atlântico, pelo menos a européia porque a americana, segundo Sua Excelência, se chegar virá de avião (seus conhecimentos geográficos estão se aprimorando, ó xente!). Portanto, nada de pânico. Tal arruaceira dando em nossos costados aqui não se cria. A barricada que o inventor do Brasil vem construindo desde 2003 impede até invasão alienígena.


Ler é um hábito que nosso presidente já declarou publicamente não possuir (prefere assistir capítulo inédito de “A Favorita”). Dom Quixote tinha como escudeiro Sancho Pança que, de início, o chamava à razão e, por fim, alimentou a loucura do Cavaleiro da Triste Figura. O presidente Lula, O Ignorante, entretanto, contou um José Dirceu, Luis Guisken, Antonio Palocci, Dilma Roussef, Roberto Jefferson, Severino Cavalcanti, Renan Calheiros, etc. etc. etc.


CELSO BOTELHO

13.10.2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

BRASIL: A FILIAL TERRENA DO PARAÍSO.


De uma tacada só o presidente Lula, O Ignorante, incorporou as personalidades de médico-pesquisador e descobrir da vacina anti-crise, podólogo (“o calo é nos pés dos ricos”) e expert nos meandros do setor especulativo. Na qualidade de semideus tupiniquim pode nos garantir que compraremos tudo o que sempre sonhamos a Papai Noel, sem culpas, sem medo de ser feliz. Talvez tenha feito mesmo algum acordo com o Criador para esta crise não avacalhar ainda mais o seu atrapalhado governo. Um conhecido meu, diante de tanto otimismo presidencial, confidenciou-me que trocaria seu carro caidinho por um zero quilometro em suaves prestações durante um século. Além de adquirir uma ou talvez duas televisões de oitocentas polegadas, aparelhos de ar refrigerado de um milhão de bytes, presentes acima de centos reais para toda a família, incluindo a sogra e as amantes, uma semana de churrasco para os vizinhos e o diabo a quatro, a cinco e a seis. Acho que ele não entendeu o sentido figurado do presidente. Quando afirma que teremos um Natal extraordinário ficamos sem saber se será bom ou ruim. O Dicionário Aurélio, por exemplo, entre outras definições para a palavra extraordinário, diz que “que só ocorre em dadas circunstâncias.” E, segundo o presidente Lula, O Ignorante, são circunstâncias extremamente favoráveis neste momento para comprarmos até capim seco pegando fogo.


As premonições retardadas (assim é fácil adivinhar) de Sua Excelência são surpreendentes: em setembro alertava sobre os riscos da crise financeira provocada pela inadimplência do setor imobiliário americano, no entanto, a crise começou em meados de 2007. Então... Bola fora, Excelência. Gostaria que aplicasse seus conhecimentos de mercado de capitais à administração federal quando diz que ninguém pode negociar o que não tem, pois, todos os governos republicanos, em algum momento ou em todos eles, transformaram-se num balcão de negócios. A movimentação de recursos de forma virtual não se constitui em novidade alguma haja vista que todos os governos lançam mão disso descaradamente seja de que partido político for. Para reforçar a cândida idéia de que é um fenômeno aproveitou para bravatear dizendo que com a sua digníssima pessoa não tem pacote e sim medidas pontuais. Desconfio que o presidente esteja a nos empacotar a prazo com essas tais medidas pontuais. É gratificante poder dormir sabendo que o Brasil é a filial terrena do paraíso.


CELSO BOTELHO

10.10.2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

TEM MAROLAS E MAROLAS


A marolinha do presidente Lula, O Ignorante, está fazendo água (e água que dar para esquiar) aqui na sua utópica ilha da fantasia. A menos que as notícias que nos chegam estejam destorcidas pela imprensa a qual, por sinal, afaga o sonho de amordaçá-la, pois é useira e viseira de transmitir informações que não lhe convém à sociedade. Nem toneladas de Maracujina poderão acalmar os mercados pelo este mundão a fora, pelo menos a curto prazo. Uma medida tomada chamou-me à atenção e creio está correta. Trata-se da redução no recolhimento dos depósitos compulsórios que as instituições financeiras são obrigadas a fazer no Banco Central, mesmo que tímida é uma boa decisão. Quanto aos leilões de dólares não acredito que venham a cumprir o objetivo para o qual se destinam pelo simples fato de que a crise embute fatores completamente diversos e adversos. Sem querer ser boca de lama continua achando que não passa de uma queima total, inútil, atabalhoada. Estão enxugando gelo. A intervenção dos Bancos Centrais do mundo em reduzir as taxas de juros em 0,5% podem não ser a salvação da lavoura, porém, apontam um caminho viável para a recuperação dos mercados. Ela, por si só, revela uma maturidade sólida das nações que vão descobrindo que não temos outro planeta para habitar. Não posso avaliar se os governos de outros países fazem ou não a coisa certa, mesmo porque as características sejam elas econômicas, políticas, sociais, culturais, etc. são outras e, de mais a mais, lá não vivo. Sem esquecer, é óbvio, que me dizem respeito, pois com certeza irão afetar-me.


Desde que a crise americana deu os ares de sua desgraça no ano passado o governo brasileiro enveredou-se pela minimização feito mula empacada. Ainda hoje mostra sua tendência de que “tudo ficará como antes no quartel de Abrantes” sabendo, de antemão, que não será assim de forma alguma. Chego a imaginar que o governo petista está talhado somente para navegar em calmarias, pois, diante de qualquer ameaça de tormenta o desespero toma conta da tripulação e o pânico se generaliza e a palavra de ordem passa a ser “salva-se quem puder.” Não estou nada certo de que a postura do governo brasileiro frente ao desmonte econômico mundial possa nos fazer atravessar esta crise provocando os menores estragos possíveis, visto serem todos eles imagináveis. Tem um detalhezinho que nenhuma das cabeçinhas coroadas da administração federal sequer deu-se conta: uma substancial redução nos gastos públicos. Não falo em economizar uns trocadinhos e sim bilhões de reais que se esvaem pelos grandes e numerosos ralos carinhosamente mantidos e ampliados no atual governo. Mas isso está fora de cogitação. É até uma heresia, para eles, atentar contra o “status quo” seja de direita, esquerda, centro ou outra baboseira qualquer.


O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss Kanh caiu em desgraça perante o governo petista ao contrariá-lo afirmando que o Brasil não está imune á crise e anunciando a redução da expectativa de crescimento para 2009 para meros 3,5%, considerando o tamanho do país. Mas, segundo o presidente Lula, O Ignorante, o FMI não tem dar qualquer pitaco por aqui. Enquanto isso as bolsas ao redor do planeta despencam todos os dias e a marola vai sendo consumida por seus apreciadores na maior cara-de-pau.


CELSO BOTELHO

09.10.2008

RESERVAS INTERNACIONAIS: COMEÇOU A QUEIMA TOTAL!


O presidente Lula, O Ignorante, desde 2003 quando inventou o Brasil e, para ficarmos em suas imagens oceânicas, vem arrotando tubarões de todos os tipos, cores e tamanhos mesmo quando apenas degustava uma humilde sardinha. Com a crise americana pensou que pudesse continuar com a arrogância, porém, advertiram-no e logo se propôs saborear um peixe menor sem, contudo, abolir o mau hábito de arrotar. Pois muito bem (ou muito mal), chegou à hora do defeso e como está o estoque? Não podemos dizer que é de todo mau, no entanto, insuficiente para fazer frente a tantas demandas existentes e as que, inexoravelmente, virão. Desconfio seriamente que o período de “queima total” das reservas internacionais já começou. Desta vez a maré não está para peixe, crustáceos ou moluscos. Nossos papas da economia, por ora, tem se revelado noviços seminaristas tanto nas ações como nas declarações. Têm convicção de que tudo é passageiro e, portanto, a crise mundial não será diferente e, assim, oram fervorosamente para que este travamento acabe logo e possamos sair incólumes deste imbróglio. Não que as preces sejam inúteis, pelo contrário, mas é necessário que façamos as coisas racionalmente porque, infelizmente, a Natureza não nos contempla com chuva de dólares, pepitas de ouro ou granizos de diamantes.


Amargamos num passado não muito distante inflação superior a 80% ao mês e, eis o pior, sem perspectivas de sequer amordaçar o faminto dragão que corroia o país. Naquela época nossas reservas internacionais eram de uma magreza cadavérica. Elaboraram-se planos econômicos estapafúrdios, remendos para estes planos piores ainda e um sem número de coisas que não se deve fazer. Decretou-se moratória e o escambau. Se sobrevivemos aquilo tudo com toda certeza sobreviveremos a esta. Não podemos comparar uma época à outra, a História não é linear, porém as alternativas das quais se podem lançar mão atualmente eram, simplesmente, impraticáveis naquele momento. O custo foi uma década inteira perdida para sempre. Mas os tormentos vividos devem servir de base para costurar-se algo sem o palanfrório contumaz. Todas as questões econômicas, políticas, sociais e etc. jamais poderão ser tratadas como algo que começa e termina em gabinetes refrigerados. Elas pertencem às ruas, ao povo, pois, afinal, ele é o provedor do Estado. É muito importante alertar a sociedade de forma precisa da extensão do estrago provocado pela crise americana e seus desdobramentos. Tapar o sol com a peneira é tão eficiente quanto um automóvel sem rodas.


Talvez o governo petista tenha optado por trilhar o caminho que julga ser o mais indicado para combater os efeitos maléficos da crise. Opção que, aliás, não compartilho. Mas, da mesma maneira que, arrogantemente, decidem espero que tenham a humildade de reconhecer os equívocos e, de preferência, dentro de algum tempo hábil para que não levem a nação à bancarrota.


CELSO BOTELHO

07.10.2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O DIABO NÃO VESTE ROSA-CHOQUE


Bem, o ministro da Fazenda Guido Mantega e o presidente do Banco Central Henrique Meirelles conseguiram convencer o presidente Lula, O Ignorante, a usar as reservas internacionais. Assim será providenciado o conserto para a goteira existente no telhado. Afirmam os experts que o capilé será utilizado de “maneira inteligente” sem, contudo, especificar a tal maneira. O ministro da fazenda, talvez possua uma bola de cristal ou pândega ou retardada, previu um futuro “com menos crédito, taxas de juros mais elevadas e consequentemente crescimento menor.” Esse otimismo do Planalto faz com que eu odeie a cruel realidade. Segundo ele a fase aguda tende a ser curta. Pode ser. Depende de que forma ele calcule o tempo. Caso use o calendário vigente penso que não será tão curta assim. De qualquer forma ninguém pode acusá-los de permanecerem inertes enquanto a economia mundial vai sendo pulverizada.


O Brasil não deve enfrentar problemas de insolvência, porém, quanto a afirmar que não há ativos pobres é a mesma coisa que dizer que não há gelo na Antártica. E o Banco Central, o Carimbador Maluco, sabe muito bem quem são e onde estão ou, pelo menos, deveria saber. Manterem-se as reservas internacionais e proporcionar liquidez é uma combinação que gostaria de ver trocado em miúdos. De acordo com o ministro Mantega sabia que havia problemas com instituições com empréstimos de risco e isso ia dar problema e, negligentemente ou não confiando em suas adivinhações, não se apoquentou e foi tocando a viola mesmo desafinada.


Ainda que estas movimentações fossem a solução definitiva de todos os problemas os magos do governo petista não admitem impactos contundentes sobre o país. Querem pintar o diabo de rosa-choque, sem chifres ou tridente e com cara de imbecil.


CELSO BOTELHO

06.10.2008

NÃO É MAROLA.


Caramba, se o que está acontecendo com o Brasil na esteira da crise americana é marola não quero nem pensar no que seria uma simples ressaca. As imagens que o presidente Lula, O Ignorante, constrói algumas vezes são pueris e outras tantas idiotas, porém, sempre descabidas. Desta vez não seria diferente. A queda livre da Bolsa não me parece uma marolinha qualquer. As reservas internacionais brasileiras que alimentam os devaneios presidenciais num piscar de olhos viram fumaça nesta crise globalizada. O pior talvez não seja o presidente ignorar as coisas (teoricamente existem ministérios para assessorá-lo), mas sim seus asseclas o induzirem a fazê-lo destemperadamente. Isto poderá levar o país a uma situação delicada que poderá consumir décadas para serem revertidas mediante um custo alvitante onde, certamente, os mais pobres serão levados a sacrifícios extremos.


Portanto, minimizar os efeitos da crise parida nos EUA somente agrava a nossa situação porque as decisões são proteladas dia após dia. O presidente descarta pacotes, embrulhos, caixas e outras embalagens que apelidam ajustes econômicos. Tanto ele quanto eu e milhões de brasileiros podemos até estarmos traumatizados ainda hoje pela avalanche de pacotes que nos presentearam durante sucessivos governos, porém, pouco me interessa o apelido. O que se faz necessários são os ajustes e, sabemos, que estes trazem consigo a impopularidade e, definitivamente, tai uma coisa que o presidente não quer.


O ministro da Fazenda Guido Mantega (não seria manteiga ou margarina?) já sugeriu que usássemos as nossas reservas cambiais de forma “criativa” para enfrentarmos a crise. O problema está em convencer o presidente Lula, O Ignorante, de mexer no dinheiro depositado no banco para consertar a goteira existente no telhado. E, de mais a mais, o montante não é nada estratosférico. Outra pérola dos guardiões da chave do cofre está em apelar para o São BNDES para a concessão de todo o tipo de milagre, desde a escasez de crédito a remoção de coco de cachorro nas praias. E, para não ficarmos fora da imagem oceânica do presidente, não é marola. É tsunami mesmo. E daqueles brabos.


CELSO BOTELHO

06.10.2008

sábado, 4 de outubro de 2008

É UMA MAROLA...


Como não poderia deixar de ser o presidente Lula, O Ignorante, não se contém a bordo de um palanque e se permite dizer todo tipo de asneira. Desta feita estava o semideus tupiniquim no ABC paulista numa carreata da campanha do ex-ministro e pelego Luiz Marinho, candidato a prefeito com as benções presidenciais, e deu de comentar o prejuízo da Sadia e da Aracruz que “especularam contra a moeda brasileira”, até ai tudo bem. Estamos numa democracia e todos têm o direito de expressar seu pensamento mesmo que ele não expresse absolutamente nada. Porém eu gostaria de saber o que vem a ser uma especulação recomendável, aquela que, segundo o presidente, ambas as empresas não praticaram. Mas o gran finale oferecido por Sua Excelência foi, mais uma vez, minimizar a crise americana dizendo “a crise é um tsunami. Aqui vai chegar como uma marolinha que não dá nem para esquiar.” Sinceramente, não sei que acordo o semideus brasileiro terá feito com o próprio Deus para nos livrar desta intempérie, no entanto, caso se confirme sua previsão eu mesmo passarei a ser seu devoto incondicional prestando-lhe culto assíduo.


Num arroubo de intolerância aos pacoteiros afirmou com todas as letras que não haverá pacotes contemporizando que tudo irá acontecer no tempo certo. Afinal, não haverá pacotes ou eles virão no tempo certo? A mim não parece difícil decifrar. O calor das ruas inflama o presidente fazendo pisar em solos movediços e completamente estranhos a realidade. Outra pérola foi dizer que está olhando para a crise com aquela lente que a gente usa para olhar as estrelas, a imagem pode até ser poética, porém a lente esta embaçada distorcendo tudo que o magnânimo mandatário possa ver. Do alto de seu pedestal de arrogância e prepotência chamou a si um “sacrifício político” a partir de 2003 (repito: Cabral descobriu o território e Lula inventou o Brasil em primeiro de janeiro de 2003). Afirma que existem pessoas torcendo para que a crise abale profundamente o país para atribuir-lhe fracasso ou que tivera sorte esses anos todos nos quais a economia do planeta ia bem, obrigado. Só mesmo na cabeça de alguém cercado de aleivosias poderia passar tal idéia. Imagino sim que tem muita figurinha carimbada torcendo contra, porém, tanto eu quanto ele sabemos exatamente quem são e onde estão e, sendo assim, o queixume é desnecessário e generalizado. Posso discordar do governo petista, mas jamais torcerei contra o meu país. Por isso não aceito o tratamento e venha ele de quem vier. Para finalizar o presidente Lula, O Ignorante, afirma que em 2003 trocou o seu “capital político” por uma recuperação da economia. Devo lembrar quem ninguém, em tempo algum e sob qualquer pretexto o forçou a postular o cargo de presidente da República e, uma vez aceito o desafio e conquistado o poder, é uma obrigação bem administrá-lo mesmo que para isso tenha que renunciar ao capital político e histórico. Ora, presidente, quem não tem não faz trato com.


CELSO BOTELHO

04.10.2008