domingo, 20 de outubro de 2013
ELEIÇÕES 2014. QUEM COMANDARÁ O ATRASO?
Foram necessárias algumas décadas para que o eleitor brasileiro concluísse que os parlamentares que elegem jamais o representaram. Antes tarde do que nunca. Contudo, isto não significa que estes mesmos eleitores não reconduzirão a seus cargos estes mesmos parlamentares que representam eles próprios e interesses escusos. É apropriado dizer que eleitores e parlamentares desenvolvem uma relação sadomasoquista. No pleito de 2010 foi registrado um percentual de 21,5% de abstenções. Num país onde o voto é obrigatório este número é excepcionalmente elevado e traduz a apatia, desesperança, desconfiança e profunda descrença no sistema, nas instituições e nos políticos. A falência moral e ética das instituições assume proporções inaceitáveis. Os interesses públicos e privados mesclam-se em constante conluio para dilapidar as riquezas nacionais; conquistar, ampliar e manter privilégios e sinecuras; corroer o Erário; vilipendiar o cidadão; inverter e destruir valores provocando o caos, a confusão mental na sociedade que acaba por distorcer sua escala de valores embrutecendo-a e incapacitando-a a avaliar, discernir e decidir com clareza; enfim, a esquerda instalada no poder hoje vem dominando os meios de comunicação, as universidades, as instituições públicas e privadas, os sindicatos, o movimento editorial, etc. desde os fins da década de 1950 (vide Declaração de 1958 do PCB). Nos anos 1960 e 1970 o estudante era doutrinado (caso já não o tivesse sido) quando chegava à faculdade. Atualmente a criança de sete anos já é adestrada dentro da mentalidade esquerdista desde o primeiro ano do primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Crescem ignorantes, violentas e impulsivas. Mas a estratégia é exatamente esta: corromper, turvar e atrofiar milhões de inteligências. Bem, se você não deseja isto para o seu filho é melhor participar ativamente de sua formação, caso contrário é provável que no futuro venha a ser um esquerdopata incurável ou um boi de piranha desprezível. Por certo que esta estratégia avançou significativamente sob a administração petista, no entanto não podemos excluir aquelas que a antecederam. Em qualquer Estado presente ou passado esteja ele em qualquer temporalidade e espacialidade em qualquer forma é doutrinador e coercitivo, não há como fugir. Entretanto, também não há como fugir, se não abrir espaços para a liberdade de expressão do pensamento, a convivência e o respeito com os contrários, a garantia dos direitos humanos, dos fundamentais como o direito à vida ao mais comezinho de usar uma máscara em manifestações, garantir justiça, segurança, educação, saúde, habitação, transportes, saneamento básico, etc. este Estado está irremediavelmente condenado à falência moral e material. Não há ilusões: esquerdista não tem pátria, honestidade, lealdade ou qualquer valor ético e moral.
A um ano das eleições a renovação que se desenha mostra que não haverá renovação alguma, exceto no caso de ocorrer algum milagre. Como não se pode garantir que a Providência Divina interceda tudo indica que nosso país prossiga de mal a pior, e bota pior nisso. Para as eleições do próximo ano “no que se refere” (royalties para Dilma Rousseff) as candidaturas já postas há muita especulação, previsão, palpite e adivinhação nos meios de comunicação, universidades, sindicatos, entidades patronais, federações esportivas, hospitais, presídios, clubes de bairro, botequins, quitandas e prostíbulos. Todos são exímios analistas políticos e péssimos eleitores. Caso contrário não teriam tantos políticos safados, ordinários e ladrões ocupando cargos públicos. Não vou citar exemplos porque todo mundo sabe a que pessoas me refiro, posso cometer a injustiça de deixar de nomear algum destes pulhas e pelo zelo que devo ter com a higiene. Mas o lamentável não é a constatação de que os eleitores votam em pessoas desqualificadas e sim sua omissão como cidadão.
Basicamente são três os partidos políticos que de fato concorrerão ao Palácio do Planalto, Joaquim Barbosa é uma incógnita. O PT, antes mesmo da eleição e posse de Dilma Rousseff, já existia o movimento “Volta Lula”, aliás, mesmo durante seu mandato o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) apresentou proposta que possibilitaria Lula a disputar um terceiro mandato consecutivo, o movimento “Fica Lula”, digamos assim. Mas que baba ovo! Mas existe a ala “dilmista” encabeçada pelo casal Gleisi Hoffman (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento). Lula jura de pés juntos, por todos os santos e orixás que não será candidato, “salvo algum imprevisto” como já fez questão de declarar. De qualquer maneira deve se considerar que o ex-presidente, entre outras coisas, é um tremendo mentiroso e, portanto, indigno de confiança. Caso Lula decida sair candidato “o presidenta” só tem duas opções. Primeira: abrir mão da reeleição, voltar ao Rio Grande do Sul, aprender a pilotar motocicleta e manter-se maravilhosamente afastada da vida pública. Segunda: disputar as prévias no partido e ser humilhada com uma fragorosa derrota. No PSDB José Serra já declarou que está disponível para a política. Isso significa que talvez busque a indicação do partido para disputar (e perder) a presidência da República pela terceira vez. O senador Aécio Neves, presidente do partido e oficiosamente candidato, precisa ser desmascarado. Aquela aparência de bom moço esconde um sujeito violento, autoritário, irresponsável e improbo. Em 2009 agrediu a namorada no Hotel Fasano no Rio de Janeiro diante de várias testemunhas. Em 2011 foi parado numa blitz da Polícia Militar do Estado do Rio com a carteira de habilitação vencida há mais de um ano e negou-se a fazer o teste do bafômetro. Em 2013 o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu, por três votos a zero, que o senador continue réu em ação civil por improbidade administrativa movida contra ele pelo Ministério Público Estadual pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde em Minas Gerais e pelo não cumprimento do financiamento público de saúde no período de 2003 a 2008 quando era governador. Caso o julgamento ocorra ainda este ano o neto do Dr. Tancredo ficará inelegível. Talvez seja esta uma das razões para José Serra declarar-se disponível. Por falar neste pré-candidato “carioqueiro” (carioca e mineiro) este ano quando discursava para 600 prefeitos referiu-se ao golpe civil-militar de 1964 como revolução. Ao ser questionado saiu-se com esta pérola: “ditadura, revolução, como quiserem, regime autoritário, que todos nós lutamos para que fosse vencido." Fosse ele apedeuta como o ex-presidente Lula poder-se-ia não levar em conta. A mesma coisa é mijo e urina, “nobre” senador das Minas Gerais. E, de mais a mais, mente ao dizer que lutou contra o regime militar. Nem mesmo como político pode dizer que combateu o regime militar, posto que seu primeiro mandato de deputado date de 1987. O governador de Pernambuco, presidente do PSB, Eduardo Campos desde abril apresenta-se como candidato à sucessão de Dilma Rousseff. Ao aceitar a filiação de Marina Silva sua pretensão fica ameaçada, mesmo considerando que seja o todo poderoso no PSB. Suponhamos que as pesquisas sejam confiáveis. D. Marina está muito à frente de Eduardo Campos nas intenções de votos. A lógica seria D. Marina como cabeça de chapa e Eduardo Campos como vice-presidente. Porém, não só em política como nas mais diversas atividades humanas, a lógica é, digamos, um tanto sem lógica. Caso nenhum dos dois ceda o que se há de fazer? Convocar prévias? E na hipótese de Ciro Gomes também desejar disputar a indicação? Mesmo retirando Ciro Gomes da equação o quadro está indefinido. E Joaquim Barbosa? Deixará o STF embalado pela notoriedade adquirida como relator da Ação Penal 470, vulgo Mensalão, após declarar que todos os partidos são de aluguel? Talvez seja por isso que defenda as candidaturas avulsas. Mas, justiça seja feita, quando os partidos não são de aluguel são inteiramente alugáveis por quem se disponha a pagar mais. Barbosa não confirma nem descarta a possibilidade de vir a se candidatar. Caso aceite o desafio estará contribuindo para a criação de novos cenários, até alvissareiros, mas com exíguas possibilidades de concretizarem-se por dois motivos, entre tantos outros, o total domínio da esquerda sobre o Estado brasileiro e ao fato de que nenhum presidente da República, especialmente depois da Carta de 1988, poderá governar sem que consiga formar uma maioria parlamentar para dar-lhe sustentação e, para tal, há que fazer concessões como lotear o governo. Na política o ideal é apenas discurso. O que vale é o real, o R$ e o dólar.
Por falar em discurso, não há um único partido e presidenciável com um rascunho que seja de alguma coisa que se pareça com projeto, proposta ou programa consistente, exequível. Quando falam ou é para alfinetar o concorrente ou para rebater alfinetada recebida. Um diz que é preciso fazer mais, outro que é preciso fazer diferente, um terceiro defende a ampliação do que já fez. Portanto, todos defendem veementemente a existência e aplicação prática do quadrado redondo de seis lados. Muitos ainda estão convencidos que a disputa presidencial é polarizada entre PT e PSDB (segundo o emplumado FHC apenas disputam quem comandará o atraso). Ledo engano. O Partido dos Trabalhadores cooptou e neutralizou toda e qualquer possível oposição ao seu projeto de perpetuação no poder. O PSDB é, na melhor das hipóteses, a direita que a esquerda ama e venera, posto que nenhum mal possa fazer-lhe. Lembrem que quando o escândalo do Mensalão veio a público o PSDB, cioso de sua função de direita da esquerda, assumiu a posição de “não matar o presidente, apenas sangrá-lo”, Lula se recuperou da sangria e foi reeleito. Também teve um senador tucano que disse “fica feio para o Brasil afastar outro presidente em tão pouco tempo por impeachment”. Ora, caso seja necessário este instrumento esta previsto em todas as Constituições brasileiras para ser aplicado caso necessário. A Carta Magna do Império previa o impeachment para ministros de Estado ("por traição, por peita [corrupção], suborno, ou concussão, por abuso do Poder, pela falta de observância da Lei, pelo que obrarem contra a Liberdade, segurança, ou propriedade dos Cidadãos, por qualquer dissipação dos bens públicos", Art. 133) e em nenhuma há menção ao número de vezes que pode ser aplicado. Hoje o Brasil varonil conta com mais de três dúzias de partidos políticos ou, mais adequadamente, balcões de negócio. Com registro, acesso ao Fundo Partidário, tempo nas emissoras de rádio e televisão, sem projetos para o país, sem representatividade e repletos de sem vergonhas. Na prática estamos sob um regime de partido único e onipresente. Sob a batuta do Foro de São Paulo o Brasil e a América Latina estão sob o controle da esquerda. Crer que o comunismo acabou com a União Soviética é prestar-lhe um imenso favor. O movimento comunista internacional existe a mais de cento e cinquenta anos. Tem idiota que pensa que comunismo implantado significa que imediatamente a economia de mercado será substituída pela economia planificada com os meios de produção socializados e as propriedades privadas extintas. Desde início do século XX os comunistas sabem que uma economia planificada é impossível. Na própria URSS havia uma economia de mercado subterrânea. O domínio político favorece o controle sobre a economia em qualquer ideologia em maior ou menor escala. Mas não ao ponto de estatizá-la totalmente. Caso assim tente fazer a ruína será inevitável. É necessário equilibrar-se no meio termo ou, como dizem, o comunismo meia-bomba. A china é um bom exemplo disso.
Somente um tolo pode crer que as manifestações de junho foram articuladas espontaneamente nas redes sociais. Não negamos que as redes sociais foram utilizadas, porém manifestações daquela grandeza e simultaneidade exigem planejamento, articulação, coordenação, recursos humanos e materiais de respeitável envergadura. Até mesmo os vândalos, saqueadores e baderneiros eram parte integrante da estratégia esquerdista para criar o caos, confusão, pânico, insegurança e repudio na sociedade abrindo espaço para se impor mais controle social, seja legislando ou fortalecendo o aparelho repressor. Com exceção da derrubada da PEC 37 tudo continua como antes no quartel de Abrantes. O fim do voto secreto para a cassação de parlamentares dorme em berço esplêndido no Senado Federal. O deputado Natan Donadon segue preso na penitenciária da Papuda e no exercício de seu mandato. Elano Figueiredo omitiu em seu currículo que já havia atuado como representante jurídico da operadora Hapvida sendo aprovada sua indicação para diretor da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A Comissão de Ética Pública da presidência da República que adora mostrar serviço com peixes pequenos recomendou sua destituição. O dirigente se apressou em “pedir” a exoneração. A Operação Miqueias da Polícia Federal acusou e pediu a prisão de Idaíson Vilas Boas Macedo, assessor da subchefia de Assuntos Federativos na Secretaria de Relações Institucionais comandada por Ideli Salvati (membro destacado na ANABOL, Associação Nacional dos Baba Ovo do Lula) de tráfico de influência e formação de quadrilha, mas a Justiça negou o pedido. A quadrilha, de acordo com a Polícia Federal, lavou cerca de R$ 300 milhões, sendo que R$ 50 milhões de recursos de fundos de investimentos do Regime Próprio de Previdência Social administrado por prefeituras. Este mês “o presidenta” Dilma Rousseff, em plena campanha pela reeleição esteve no município de Vitória da Conquista, Bahia, para entregar pouco mais de 1.700 moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida sendo que muitas delas já ocupadas não dispõe de luz elétrica e água encanada. No ministério do Trabalho oito pessoas foram presas “suspeitas” de desviar quase R$ 50 milhões do ministério. O leilão do campo de Libra será uma das maiores operações lesa-pátria de que se tem notícia. E a quantidade de safadezas nestes quatro meses vai mais além, porém por ora estas bastam para ilustrar que nada rigorosamente mudou.
Certamente que o processo para a indicação dos candidatos ao Palácio do Planalto será muito mais interessante do que a campanha deles. Ambas com direito a todas as baixarias possíveis e imagináveis. Seremos assediados por candidatos de todos os modelos e feitios que prometerão atender todos os gostos e maus gostos. Elegeremos representantes que não representam coisa alguma a não ser a si próprios e interesses definidos. Assistiremos novas investidas contra as instituições, a moral, a ética e os bons costumes. O Estado continuará aparelhado, desmantelado, subserviente aos poderosos, omisso, descuidado e incapaz. A corrupção, desvio, desperdício e malversação dos recursos públicos em progressão aritmética. Enfim, os candidatos irão nos afiançar que tudo será mudado. Porém vão omitir que para isso tudo deverá ficar do jeito que se encontra, ou pior.
CELSO BOTELHO
20.10.2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
BOLSA POLÍTICO MUNICIPAL
O
populismo alçou o Sr. Vargas à condição de pai dos pobres. O ex-presidente
Lula, a partir de 2003, inconformado, não poupou recursos para solapar-lhe o
título com a invenção de programas “sociais”, com destaque para a Bolsa-Família
que, segundo ele, é o “maior programa de distribuição de renda” já visto no
planeta Terra e arrabaldes. Bem, sob a ótica distorcida do Sr. Lula, qualquer
coisa pode ser qualquer coisa e, caso o favoreça, não hesitará em proclamá-la a
maior e melhor. E, em se tratando de corrupção, devemos admitir que o dois
governos petistas esmeraram-se com afinco para superar seus antecessores e
obtiveram êxito na empreitada, sem pretender minimizar a corrupção nos governos
Sarney, Collor e FHC que também muito se empenharam para ampliar sua prática. No
entanto, nossos governantes não devem ser apontados apenas como corruptos, também
excursionam com sucesso no desvio, desperdício e malversação dos recursos
públicos, entre outras práticas imorais e ilegais. Além, é claro, da colossal
incompetência, descaso, omissão, inépcia, inoperância, etc.
Fiquei
deveras chocado com a falta de sensibilidade do governo petista com os
vereadores, prefeitos, secretários e servidores municipais brasileiros. Mesmo
considerando que desfrutem de privilégios, mordomias e sinecuras imerecidas,
indevidas e indecentes recorro ao princípio da isonomia. Num governo que se
cria bolsa para tudo, para todos e sob qualquer pretexto não se justifica a
inexistência de uma bolsa que os atenda. Os “pobres diabos” são forçados a
recorrerem à Bolsa-Família para que possam viver com alguma dignidade.
Certamente que tal discriminação deve ser repudiada pela sociedade e, nas
próximas manifestações, abram espaço para prefeitos e vereadores acrescentarem
a pauta de reivindicações a criação de um programa destinado exclusivamente a
eles, seus secretários, funcionários, cúmplices, parentes e aderentes. Tal atitude não exporia nossos representantes
municipais a vexames como este que foi noticiado dando conta de que mais de
dois mil vereadores e prefeitos estavam recebendo o Bolsa-Família.
De
acordo com o ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome foram
identificados mais de dois mil beneficiários recebendo o dinheiro do programa
apesar de terem sido eleitos para prefeituras e Câmaras Municipais (10
prefeitos, 41 vice-prefeitos e 2.221 vereadores). É de supor-se que, devido aos
gastos de campanha, não poderiam abrir mão do dinheiro. Atualmente para obter o
benefício a família sem filhos deve apresentar uma renda de R$ 70,00 por cabeça
e caso tenham crianças e adolescentes o teto passa para R$ 140,00 por cabeça.
Porém,
já se passaram nove meses desde suas posses e, sendo assim, contam com outras
fontes de renda, regulares e irregulares, podendo abrir mão do mimo. Quem
imagina que este número de beneficiários é por demais assombroso ilude-se. Nas
eleições de 2004 e 2006 o TCU (Tribunal de Contas da União) cruzou a lista de
beneficiários da Bolsa Família com a relação de políticos eleitos e seus
suplentes. Foram detectados mais de vinte mil políticos classificados como
extremamente pobres recebendo a Bolsa Família. Mas o zelo do governo petista
pelos descamisados, desdentados, pés no chão e barriga na miséria é tão
profundo que em 2008 o beneficio foi pago a 3.791 famílias com pessoas já
falecidas. O PT cuida de você, aqui e no Além. Segundo o próprio ministério
hoje quase catorze mil famílias recebem o benefício o que significa cerca de cinquenta
milhões de pessoas.
Fica,
pois, registrada minha indignação com o governo “bolseiro”, “mensaleiro”,
“cuequeiro” e “maleiro” do Partido dos Trabalhadores com o desprezo pela classe
política municipal não os contemplando com um programa especifico que venha a
atender suas necessidades liberando-os de socorrerem-se na Bolsa-Família e
serem expostos como pilantras, velhacos, patifes e ordinários. Sabemos
perfeitamente que nossos políticos são exemplos irretocáveis de lisura,
probidade e competência e não merecem ser molestados pelo TSE, CGU, TCU, STF,
etc.
CELSO
BOTELHO
15.10.2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
DE HUCK CAVALO À HUCK PANGARÉ
Tinha um sujeito lá para as bandas de Irajá que atendia pela alcunha de Huck Cavalo. Mais de um metro e noventa, cento e tantos quilos, ombros largos, os bíceps do tamanho de dois melões, o tórax mais duro que armadura dos cavaleiros medievais, cabeça raspada, olhos miúdos e o nariz assemelhava-se a duas batatas. Apesar de aparência tão assustadora não era dado a violências, falava baixo e caminhava a passos lentos. Não havia “chapa” (trabalhadores avulsos para carregar e descarregar caminhões e carretas) mais eficiente. Era um burro de carga. Assim ganhava a vida. Incapaz de fazer mal a uma mosca varejeira sequer. Porém, vez por outra, valia-se de sua aparência para intimidar e conseguir o que desejava. Fosse trabalho ou lugar no trem. Intimamente divertia-se com a covardia (prudente) das pessoas. Diante de um homenzarrão daqueles só mesmo um débil mental pagaria para ver. Mas um belo dia a casa caiu. Encontrou um sujeito de maus bofes conhecido por Ceará. Ceará era o oposto de Huck Cavalo. Um metro e sessenta, uns sessenta e cinco quilos, bíceps do tamanho de uma laranja (e das pequenas), tórax que só se mantinha rígido por causa das costelas. Havia o grupo de “chapas” de Huck Cavalo e do Ceará disputando qual deles iria pegar o serviço de descarregar uma carreta de tijolos. Huck Cavalo adiantou-se proclamando seu grupo detentor do trabalho. Ceará não se intimidou com o tamanho do concorrente e enfrentou-o avisando-o que de era grande, mas não dois e ele pequeno, mas não a metade. Huck Cavalo não esperava a reação. O blefe sempre dera certo. Olhou para os lados. Todos esperavam o desfecho da contenda. Não havia escapatória. Huck Cavalo na realidade não era de briga e tentou uma saída diplomática propondo que partilhassem o serviço. Ceará estava comprometido com o seu grupo que não aceitava partilhar ou perder o serviço. Ceará interpretou a proposta como covardia sentenciando: “se tamanho fosse documento o elefante reinava na Terra”. Foi o bastante para ferir os brios de Huck Cavalo. Incentivado por seu grupo a por o nordestino em seu devido lugar, quer seja, de novato no ramo e notadamente mais fraco, aceitou o desafio. A briga não prometia durar muito tempo tendo em vista a brutal diferença entre os competidores. Nem mesmo o grupo do Ceará acreditava que poderia sair-se bem. A lei das probabilidades indicava vitória certa de Huck Cavalo. Confiante na sua força lançou-se contra o oponente que pendeu para um lado aplicando-lhe uma espetacular rasteira. O tombo ecoara longe. Tão logo caíra ao chão Ceará, armado de um sarrafo de madeira, aplicou-lhe uma memorável surra. Duas costelas quebradas, clavícula deslocada e um talho na cabeça de uns dez centímetros. Foi levado ao hospital antes que Ceará se tornasse num assassino. Ficou desmoralizado. Sumiu da área. Ninguém sabia que fim levara. De Huck Cavalo passou a Huck Pangaré.
E por que se conta esta história? Porque na política as aparências também enganam. Para ser mais preciso, só enganam. Aliás, pode-se dizer que a política existe exatamente para enganar. Fernando Collor de Mello, por exemplo, saiu do pequeno estado de Alagoas em 1989 com uns 2% de chances de tornar-se presidente da República. Leonel Brizola o mesmo percentual em 1982 como candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro. Ambos atingiram seus objetivos. Por certo se devem considerar inúmeros fatores que se combinaram para que seus projetos fossem concretizados, mas isso é outra história. Collor enfrentou nomes consagrados na política tupiniquim como Leonel Brizola, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Paulo Maluf e mesmo Lula com aparatos partidários sólidos. Collor foi obrigado a ter sua própria legenda. O inexpressivo PRN (Partido da Reconstrução Nacional) que herdara a nanica estrutura do PJ (Partido da Juventude). Brizola viu-se às voltas com o escândalo da Proconsult que quase impediram sua eleição. Não é incomum que os Ceará da vida vença os Huck Cavalo. O senador Aécio Neves quer se mostrar um Huck Cavalo quando, na verdade, não passa de um Huck Pangaré ou menos ainda. Que o arroto dos políticos brasileiros é excessivamente maior que suas bocas todos já sabem. O que nos irrita é a cara de pau de Suas Excrescências, digo, Excelências. O jovem mancebo apareceu de mãos dadas com o Beto Richa, governador do Paraná, seu desafeto. A tiracolo estava o senador Álvaro Dias (“eu não pinto o cabelo”) e saiu-se com esta “pérola”: "O papo é reto: está chegando a hora de enfrentarmos o PT. Devemos nos preparar para o embate e debate em todos os cenários". “Papo reto” não devia ser termo empregado pelo senador com pretensões à presidência da República, posto que seja marca registrada de traficantes e bandidos de todos os matizes. Decerto que Lula falava coisa pior. E bota pior nisso! Mas Lula não se arvorava de possuir diploma universitário, ter avô do calibre do Dr. Tancredo Neves e muito menos ter tido uma infância e adolescência de regalos. Pelo contrário, orgulha-se de sua origem humilde e de sua colossal ignorância. Aquela impossível de ser revertida e esta por absoluta indolência mental. Depois de doze anos de governo petista somente agora o senador percebeu que o PT deve ser combatido? O Partido dos Trabalhadores deveria ter sido combatido desde sua criação. Hoje a única opção que resta é fechá-lo para todo o sempre. O que os “luminares” do PSDB e do DEM estavam fazendo para ignorarem a ameaça petista? Onde os “iluminados” da oposição e da grande imprensa estavam para ignorarem o Foro de São Paulo e seus objetivos diabólicos? Estavam brincando de representantes da sociedade, desviando e desperdiçando verbas públicas, fechando negócios escusos, lesando a nação, protegendo salafrários e cometendo tantos outros crimes. A oposição no Brasil está restrita a disputa de cargos. Nenhum dos trinta e dois partidos existentes não se presta a outra coisa a não ser obtenção de cargos e privilégios. Como poderia se dar um embate entre comparsas? Somente se uma das partes rompesse com a outra. Na eleição de 2010 o PSDB com José Serra (Papinha de Alface Light) estava mais para cabo eleitoral do PT, sequer teve coragem de denunciar e esclarecer aos eleitores o que realmente é o Foro de São Paulo. Em 2002, disputando com Lula, o mesmo José Serra em sua última pergunta ao candidato Lula quis saber o que faria pelos transportes urbanos. Ora, inquirir a um postulante à presidência da República sobre uma questão estritamente de âmbito municipal é de uma imbecilidade paquidérmica. E de que tipo de debate o ex-governador mineiro estava falando? Debate ideológico não pode ser, posto que há muitas décadas isto já foi suprimido da política nacional. Muito inteligente a estratégia da suposta oposição brasileira de primeiro deixar o adversário estabelecer-se e fortalecer-se para depois combatê-lo. Fica absolutamente evidente que o PSDB jamais foi oposição ao PT e sim um colaborador mal disfarçado. Da maneira que Aécio Neves falou fica explícito que até então o partido que preside não era oposição ao Partido dos Trabalhadores, sua função era mostrar-se a direita da esquerda. Uma direita que toda esquerda ama, cultiva e venera porque jamais lhes farão qualquer mal. O Partido Democratas (antigo PFL) aspirava ser uma direita conservadora, porém acabou se tornando um apêndice do PSDB. O DEM pode ser explicado com o refrão daquela musica lançada no ano de 1974 de João da Praia (Antonio Jorge Zacarias, 1950-1988) “aonde a vaca vai o boi vai atrás”.
O senador, empolgado, disse: "A militância do PT não está nas ruas porque está empregada nesses cargos comissionados do governo federal. Nossa unidade vai nos levar à vitória. A luta começou". É líquido e certo que o governo petista nesta dúzia de anos que está no poder empregou inúmeros militantes, comparsas, cúmplices, simpatizantes, patifes, trapaceiros, bandidos e puxa-sacos, mas acomodar todos eles é simplesmente impossível. É muita ingenuidade ou ignorância afirmar que a militância petista não está nas ruas desde junho passado. Apenas não se identificaram, não se expuseram como, aliás, foi-lhes determinado. O senador fala em unidade dentro do partido como se isto fosse uma realidade. Ignora completamente os inúmeros correligionários que apoiam José Serra? Ele próprio propôs prévias para decidirem sobre quem deverá sair candidato pela legenda. Aécio não é uma unanimidade, porém, salvo chuvas e trovoadas, será o candidato do partido para a sucessão presidencial em 2014.
Em 2014 certamente não irá surgir nenhum Ceará para derrotar o Huck Cavalo transformando-o em Huck Pangaré. Marina Silva é reconhecida pelo eleitorado como ambientalista e isso não basta para convencê-los. Eduardo Campos está apenas ensaiando para 2018, é desconhecido pela maioria dos eleitores, não possui sequer um discurso que possa empolgar. Aécio Neves fará o ingrato papel de saco de pancadas do PT acrescentando eleitores e conduzindo Dilma (ou Lula) à vitória. Talvez Joaquim Barbosa possa desempenhar o papel de Ceará na disputa presidencial, mas o mais provável é que apenas amedronte o Huck Cavalo.
CELSO BOTELHO
30.09.2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
UMA TERRORISTA EM NOVA IORQUE
“O presidenta” Dilma Rousseff está sendo exaltada por haver suspenso sua visita aos EUA como convidada para demonstrar sua insatisfação com a arapongagem norte-americana, principalmente na invasão aos computadores da Petrobrás. Não se poderia esperar outra atitude do governo brasileiro. Porém fazer beicinho e dizer que não vai mais à casa dos abelhudos está muito longe de configurar uma postura firme. A solicitação de esclarecimentos do governo brasileiro é tacanha. O episódio apenas serviu para melhorar a imagem desgastada de D. Dilma pelas manifestações de junho deste ano. Manifestações planejadas, coordenadas e executadas pela própria esquerda que ocupa o poder para definir rumos, ampliar ou aplacar direções de acordo com o desenrolar dos acontecimentos e, principalmente, impor mais controle social. Exemplo: lei que proíbe o uso de máscaras em manifestações. Outro exemplo: ao difundir serem aqueles movimentos espontâneos combinados em redes sociais criou-se a justificativa para a necessidade de votar-se um Marco Civil para a Internet. Em outras palavras, censurar e invadir a privacidade em sites, blog e e-mails. Disse na ONU “o chefa” do Executivo brasileiro: “... o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados que por ela trafegam.” Não resta a menor dúvida que se trata da Lei da Mordaça e uma reedição de um SNI (Serviço Nacional de Informações) cibernético. O único efeito prático daquelas manifestações foi uma redução de centavos no preço dos transportes o que, aliás, não significa coisa alguma. A corrupção, o desvio, o desperdício e a malversação dos recursos públicos vão muito bem, obrigado. Renan Calhorda Calheiros (PMDB-AL) utilizou avião da FAB para comparecer ao casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) em Troncoso na Bahia. Garibaldi Alves (PMDB-RN), ministro da Previdência Social e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) também utilizaram aviões da FAB para deslocar-se do bom e velho estado do Rio Grande do Norte para o Rio de Janeiro para assistir a final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha. No ministério do Trabalho o prejuízo pode chegar a R$ 800 milhões. Na Previdência Social a Operação Miqueias apurou um auditor da Receita Federal que ocupava cargo de confiança pagou propinas a prefeitos para direcionar investimentos de fundos de pensão municipais. Doze mensaleiros foram beneficiados com a admissão dos embargos infringentes. Este fato poderá beneficiar outros políticos que estão sendo processados no STF como Fernando Collor de Mello, Jáder Barbalho e o eterno corrupto Paulo Maluf, quando prefeito de São Paulo cunhou a célebre máxima por ocasião do estupro e assassinato de uma jovem “estupra, mas não mata”. Durante as manifestações de junho jornalistas, cientistas políticos, sociólogos, articulistas, palpiteiros e outros lambões, por inocência, ignorância ou conveniência alardearam que o Brasil estava mudando, o gigante adormecido em berço esplendido havia acordado e outras baboseiras do gênero, hoje estão silenciosos diante da realidade. Ah, mas a PEC 37 foi derrotada, esqueceu? Não. A PEC 37 era um natimorto. Tão nefasta quanto ela é o Projeto de Lei 4330/04 (terceirização das atividades fins das empresas), do deputado Sandro Mabel (PR-GO), parado a sete anos na Câmara dos Deputados. Mudou o quê?
Agora os mesmo inocentes, ignorantes ou coniventes estão a idolatrar “a presidento” por seu discurso na abertura da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) pela maneira “dura” ao abordar a espionagem norte-americana no Brasil. Certamente que Washington não apreciou o pronunciamento de D. Dilma e partirá para a retaliação econômica. Porém, neste caso, o governo brasileiro não poderia tomar outra atitude mesmo sabendo, de antemão, que resultaria em futuros prejuízos econômicos. Logo de início “o presidenta” asseverou na Assembleia que o Brasil sabe se proteger. Quanta cara de pau! As Forças Armadas estão sucateadas, desprezadas e humilhadas. O nióbio, metal nobre utilizado em aeronaves, espaçonaves, computadores, etc. cujas reservas brasileiras (na Amazônia) somam 98% de todo este mineral existente no planeta está sendo contrabandeado para a Europa e Estados Unidos através da Guiana a preços ínfimos. O governo entrega alegremente as jazidas de petróleo as multinacionais. Recordar é viver: antes de ocupar o ministério das Minas e Energias no governo Lula D. Dilma era contra estes leilões. Privatizam (doam, na verdade) empresas, portos, aeroportos, “inventou-se” as PPP (Parceria Pública Privada), transfere para a iniciativa privada serviços em regime de concessões que não são fiscalizadas. No Rio de Janeiro ainda circulam trens na Supervia de 1954. O governo brasileiro não consegue proteger sequer a si próprio quanto mais o país e seus cidadãos. O Brasil está tão protegido quanto uma zebra dentro de um rio povoado por crocodilos. Não será surpresa que D. Dilma seja elevada à categoria de estadista. O presidente João Figueiredo (1918-1999), também na ONU, foi alçado a este patamar. Ora, vejam!
Como já disse em texto anterior, das duas uma: ou D. Dilma Rousseff é hipócrita ou é hipócrita. No entanto, se isto lhe possa servir de consolo, este atributo não é uma exclusividade dos comunistas, pode ser detectado num grande número de seres humanos e pelos mais diversos motivos em todos os credos, convicções, vocações e em qualquer espaço e tempo da História. Disse “a presidento”: “O terrorismo, onde quer que ocorra e venha de onde vier, merecerá sempre nossa condenação inequívoca e nossa firme determinação em combatê-lo. Jamais transigiremos com a barbárie.” “O Brasil, senhor presidente, sabe proteger-se. Repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas.” Opa, mudou o terrorismo ou terá mudado D. Dilma? Nem um nem outro. Permanecem como sempre foram. Os métodos sofisticaram-se, porém as finalidades são as mesmas. A biografia “do presidenta” contradiz esta afirmação. Foi membro da COLINA (Comando de Libertação Nacional) que se fundiu à VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares) organização de extrema esquerda que lutava para implantar no Brasil um regime comunista. Todas as organizações daquela época tinham por objetivo substituir a ditadura militar por uma ditadura nos moldes da URSS, Cuba ou China. Hoje seus sobreviventes (Dilma Rousseff, Fernando Pimentel, Fernando Gabeira, Tarso Genro, José Genoíno, José Dirceu, Franklin Martins, etc.) juram que lutavam pela democracia. Será que D. Dilma está sofrendo de amnésia? Caso seja isso vou reavivar sua memória. Em julho de 1969 a VAR-Palmares “expropriou” (como os terroristas referiam-se a assaltos) o cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros (1900-1969) contendo mais de US$ 2,5 milhões (mais de US$ 20 milhões atualmente) que se encontrava na mansão do irmão da amante do ex-governador. Os moradores foram amarrados com fio de telefone. O ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc Mouse participou da ação. D. Dilma pode não ter participado pessoalmente do assalto, porém só o fato de conhecer o plano e integrar a organização criminosa está caracterizada sua cumplicidade. No caso do plano para sequestrar o ministro Delfim Neto D. Dilma nega a participação, mas o ex-comandante da VAR-Palmares Antonio Roberto Espinosa admitiu, na Folha de São Paulo, ter coordenado o plano e que “a presidento” fazia parte da cúpula que planejou o atentado que só não se realizou por que vários membros foram presos e logo despois desmentiu a informação. De qualquer maneira D. Dilma sabia do plano e, portanto, foi cúmplice. O comunismo matou em todo o planeta mais pessoas do que as duas guerras mundiais juntas. Além de cúmplice todos os membros de todas as organizações guerrilheiras daquela época são culpados moralmente de todas as mortes em todos os lugares do mundo provocadas pelos comunistas. No entanto, nenhum deles, especialmente D. Dilma, jamais veio a público admitir sua cumplicidade com assassinatos, torturas, desaparecimentos, etc. desculparem-se e, através de ações concretas, tentar reparar os danos causados. Pelo contrário, “o presidenta” e os guerrilheiros estufam o peito orgulhosos de haver praticado terrorismo. Em 1972 A VAR-Palmares associada a ALN (Aliança Libertadora Nacional) e PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário) assassinaram a tiros o marinheiro inglês David Cuthberg. Em 2011 o Arquivo Nacional liberou documentos onde a VAR-Palmares determinava o “justiçamento” (assassinato) de oficiais do Exército e outras forças. Dizia um trecho do documento "o justiçamento punitivo visa especialmente paralisar o inimigo, eliminando sistematicamente os cdf da repressão, os fascistas ideologicamente motivados que pressionam os outros." Dizer que o Brasil não dá abrigo a terrorista é uma piada. A Lei da Anistia (Lei 6.683/1979) abrigou todos os terroristas, os do Estado e os que militavam em organizações guerrilheiras. O MST (Movimento dos Sem Terra) e o Foro de São Paulo são entidades eminentemente terroristas e os três poderes da República abrigam sim centenas de terroristas. Outra pataquada de D. Dilma foi dizer, textualmente: “Como tantos outros latino-americanos, lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele - direito à privacidade - não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações.” Quanta desfaçatez. Para começar os latinos americanos a que se refere são grupos terroristas do mesmo calibre do VAR-Palmares, MR-8, ALN, AP etc., a saber. Movimento Revolucionário Tupamaro (MRT), Venezuela, de tendência marxista-leninista; Movimento de Libertação Nacional – Tupamaro (MTN-L), Uruguai, extrema esquerda; Sendero Luminoso, Peru, ideologia marxismo-leninismo-maoísmo; Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Colômbia, inspiração comunista marxista-leninista, hoje especialista narcotráfico; Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), Nicarágua, socialista: Movimento 26 de Julho, Cuba, comunista, liderado por Fidel Castro que depôs um ditador e assumiu seu lugar, estes dois últimos foram os únicos que atingiram seus objetivos com maior rapidez, os demais foi preciso que se passassem décadas para assumirem o poder. E D. Dilma vem dizer que “lutou” contra o arbítrio, censura, invasão de privacidade e defendia a soberania, liberdade de expressão e opinião como tantos latinos americanos nas organizações acima citadas? Ora, tenha vergonha nesta cara.
Mas o abre alas do governo petista é, sem qualquer sombra de dúvida, o Fome Zero, Bolsa-Família, Brasil Carinhoso, Brasil Sem Miséria. A esmola foi institucionalizada. Diante de representantes de inúmeras nações D. Dilma afirmou haver retirado “da extrema pobreza, com o Plano Brasil sem Miséria, 22 milhões de brasileiros, em apenas dois anos.” Melhor do que isso só mesmo o milagre da multiplicação. Nesta progressão não demorará sobrar dinheiro e faltar pobres para ser beneficiado e então, provavelmente, o governo lançara o Programa Mais Pobres importando-os da África e da Ásia onde há um imenso contingente, uma vez que em Cuba estes são raros ou inexistentes. “O presidenta”, fagueira, fez os presentes tomar conhecimento de que a mortalidade infantil no Brasil foi reduzida drasticamente. Caso considerarmos válidos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fato improvável posto que o PT aparelhou todo o Estado brasileiro, a mortalidade infantil declinou. De 1998 à 2010 passou de 33,5 (não estou certo se pode existir meia criança, mas vá que seja) crianças mortas por mil nascidas vivas para 22. Um número bastante alto, por sinal. Apenas como ilustração pode-se citar a Finlândia, Islândia, Japão, Noruega e Suécia com três mortes a cada mil nascidos. Como também se pode ilustrar citando o Afeganistão com a incrível média de 154 óbitos por mil nascidos vivos. São realidades excepcionalmente distantes das encontradas no Brasil e é improvável (mas não impossível) que alcancemos os primeiros ou aproxime-se do segundo. Dona Dilma sabe exatamente as causas (e as consequências) da mortalidade infantil “esse é um problema social que ocorre em escala global, no entanto, as regiões pobres são as mais atingidas pela mortalidade infantil. Entre os principais motivos estão: a falta de assistência e de orientação às grávidas, a deficiência na assistência hospitalar aos recém-nascidos, a ausência de saneamento básico (desencadeando a contaminação de alimentos e de água, resultando em outras doenças) e desnutrição.” Mas seu governo e do seu antecessor e os demais que os antecederam não se empenharam em prover assistência às gestantes e aos recém-nascidos, proporcionar saneamento básico e combater a desnutrição. Mas, dirão, a mortalidade infantil diminuiu sensivelmente e poderia, digo eu, ter diminuído muito mais caso os governos fossem menos corruptos, perdulários, omissos e incompetentes.
No setor educacional D.Dilma extrapolou. Faltou comparar a educação brasileira com da Finlândia, sempre nas primeiras colocações nas competições internacionais com estudantes. Mas que deu vontade deu. No Brasil, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano de 2013, editado pelo governo petista cuja veracidade é suspeita, aponta o percentual de crianças com 5 e 6 anos frequentando a escola subiu de 37,3% (em 1991) para 91,1% (em 2010). Frequentar escola não significa que a educação seja de qualidade e isso é notório no Brasil. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que promove o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) que avalia o desempenho de jovens de 15 em 65 países em leitura, matemática e ciências o Brasil obteve o nada honroso 53º lugar (edição de 2009, disponível) abaixo do Chile, Uruguai e México. Na ocasião o ministro da Educação Fernando Haddad, O Lambão, disse que o resultado poderia ter sido pior. D. Dilma disse na Assembleia da ONU que “somos o país que mais aumentou o investimento público no setor educacional, segundo o ultimo relatório da OCDE.” Alocar recursos fabulosos não é garantia de oferta de educação de qualidade. No Brasil quanto mais recurso é destinado à educação, saúde, transporte, habitação, segurança pública, etc. mais eles são desviados e desperdiçados. Falta competência e sobram corruptos cientes de que não serão punidos. O currículo escolar em todos os níveis e as técnicas educacionais praticadas no Brasil há décadas vem destruindo inteligências e criando enormes contingentes de analfabetos funcionais, cidadãos alienados, estúpidos e doutrinados desde a mais tenra idade de forma que são incapazes de refletir, questionar e buscar solução para os problemas que se apresentem fora da doutrinação esquerdista. E isto é parte da estratégia esquerdista de homogeneização do pensamento nacional a seu favor. Foi divulgado um levantamento realizado sobre educação realizado pela revista “Economist” da editora Pearson e o Brasil disputou o último lugar com o México e a Indonésia. O primeiro lugar ficou com a Finlândia. O sucesso finlandês na educação deveria motivar “a presidento” e adotar seu método, mas é óbvio que isto jamais vai acontecer porque é totalmente contrário aos objetivos da esquerda. O sucesso finlandês ancora-se em seis pontos. 1) Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro; 2) Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida (e não salsicha, arroz e feijão); 3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados; 4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço; 5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste e 6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. Mas o que se pode esperar da educação num governo que teve por ministro Fernando Haddad que permitiu a publicação e distribuição de livros didáticos contendo erros ou Aloizio Mercadante que permitiu que no formulário de informações socioeconômicas preenchidos pelos candidatos do ENEM constasse como opções de resposta à pergunta “você tem em sua residência?” rádio, automóvel, telefone celular, acesso a Internet e “empregada mensalista”?
A respeito das manifestações de junho mentiu cinicamente ao dizer que o governo não as reprimiu. Reprimiu sim e as imagens estão disponíveis na Internet e nas emissoras de televisão. Ouvir e compreender são atitudes que qualquer um pode ter, mas adotar as medidas adequadas, necessárias e imprescindíveis são bem poucos que o fazem. “A presidento” afirmou que veio das ruas. Não é verdade. Ela não estava nas ruas e sim nos “aparelhos” protegida e conspirando. Disse ter lançado cinco grandes pactos dos quais não há notícia de resultados práticos quase quatro meses depois. O primeiro pacto é para o Combate à Corrupção e Pela Reforma Política, a Operação Miqueias apurou funcionário do gabinete das Relações Institucionais realizando “negócios” dentro do Palácio do Planalto e será impossível aprovar-se qualquer reforma para valer nas próximas eleições. O segundo pacto pela Mobilidade Urbana que, para o governo, deve ser o tal trem-bala cuja passagem estará fora do alcance da população, porém engordara a conta bancária de muito pilantra. O terceiro pacto é pela Educação onde também não se tem noticia de nenhuma mudança até agora. O quarto pacto é pela Saúde e a única coisa que está sendo realizada é a importação de médicos cubanos de maneira irregular, imoral e ilegal. O Programa Mais Médicos avilta a Constituição Federal, desrespeita a Consolidação das Leis Trabalhistas, rompe com acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, mas os petistas acham todos os problemas de saúde estarão resolvidos. Pergunta-se: caso um médico cubano venha a errar num diagnóstico e na prescrição dos medicamentos e o paciente venha a falecer ou apresentar sequelas irreversíveis quem os familiares irão processar? A União ou o governo cubano? Esta semana ouvi de um petista ferrenho o argumento que quando se viaja para o exterior e caso se sofra algum acidente ou seja acometido de algum mal será um médico estrangeiro que o atenderá e, portanto, a não aceitação de médicos cubanos é puro preconceito e que os ricos podem ser tratados por médicos estrangeiros e os pobres não. Refuto afirmando que não é necessário que o sujeito seja rico para viajar para o exterior e no caso de se encontrar em outro país não teria cabimento algum exigir um médico conterrâneo seu. Não se trata de ricos terem médicos estrangeiros e pobres não. Trata-se da forma como foram contratados, como são formados em Cuba e também observar-se que médico neste país é produzido em escala para exportação. O último pacto é pela Responsabilidade Fiscal para limitar “qualquer tentação de populismo fiscal” (palavras “do presidenta”). É o próprio governo federal que faz populismo fiscal desonerando alguns setores privilegiados sob a alegação de que está estimulando o consumo. “Fazendo a roda girar” como dizia o pulha do Lula. Tanto este quanto os demais “pactos” é pura demagogia. No Orçamento da União deste ano o corte foi menor do que em 2011 e 2012 possibilitando assim maiores gastos públicos que pode estimular o aumento nos preços num ano com inflação ascendente juros altos como solução para contê-la. Um pacto deste é desnecessário, bastaria o governo agir conforme determina a lei de Responsabilidade Fiscal. Os gastos do governo continuam crescendo sem os resultados esperados. Lançam mão de artifícios contábeis como contabilizar certas despesas, excluir outras, apropriando-se de receitas não convencionais, etc. e no fim das contas os resultados apresentados aparentam ser razoáveis. Exemplo desta prática foi no final do ano passado quando o governo sacou R$ 12 bilhões do Fundo Soberano, criado para ser usado em situações de emergência, se apropriou de R$ 7 bilhões que deveria receber da Caixa Econômica Federal e do BNDES ao longo de vários anos. Da meta de superávit primário definido para 2012, deduziu, como permitia a Lei de Diretrizes Orçamentárias, R$ 39 bilhões de investimentos no PAC. A meta do superávit primário para 2013 é de 3,1% do PIB e só poderá ser alcançada utilizando artifícios como abatimento dos investimentos do PAC e das desonerações fiscais. O ministro da Fazendo Guido Mantega gaba-se do superávit primário (receita menos despesas, sem incluir os juros). É a economia que o governo faz para pagar juros da dívida pública, cerca de R$ 200 bilhões anuais. Não é preciso pacto, basta competência, probidade e clareza no trato da coisa pública invés de ficar inventando moda.
“Temos compromisso com a estabilidade, com o controle da inflação, com a melhoria da qualidade do gasto público e a manutenção de um bom desempenho fiscal.” Outra mentira deslavada. O Banco Central, O Carimbador Maluco, informou que em agosto deste ano o déficit nas contas externas do país alcançou US$ 5,5 bilhões, mais do que o dobro do mesmo mês no ano passado. O “rombo” acumulado no ano é de US$ 58 bilhões. Isto é um recorde histórico considerando a série desde 1947. Nos últimos doze meses encerrados em agosto deste ano o déficit chegou a US$ 80,6 bilhões (3,6% do PIB) tal proporção, segundo o Banco Central, não era alcançada desde março de 2002. A previsão do BC para o ano é que o déficit chegue a US$ 75 bilhões, um salto de quase 40% frente ao registrado em 2012. No mês passado, a dívida externa brasileira chegou a US$ 311,5 bilhões. O estoque líquido de reservas internacionais do país teve decréscimo de US$ 854 milhões em agosto em relação ao mês anterior, chegando a US$ 372,8 bilhões. Os números demonstram cabalmente a incompetência do governo. Artifícios contábeis, artimanhas e subterfúgios não podem mascarar indefinidamente o desastre da administração petista por mais de uma década.
CELSO BOTELHO
26.09.2013
domingo, 22 de setembro de 2013
A PULGA E O ELEFANTE
A roubalheira no ministério do Trabalho nem esfriou e a imprensa já dá conta de outro esquema de corrupção cometido dentro do Palácio do Planalto e bem embaixo das barbas, digo, saias “do presidenta” Dilma Rousseff. Mas isso não surpreende. Todos os esquemas de corrupção, desvio, desperdício e malversação dos recursos públicos e tantos outros crimes tem origem na sede do governo. Tenha sido este do PMDB, PRN, PSDB e notadamente do PT. Desta feita “o malfeitor” (como d. Dilma aprecia chamar os companheiros pegos com a boca na botija praticando crimes) era assessor da Secretaria de Relações Institucionais “comandada” por Ideli Salvati (PT-SC) e membro-fundadora da ANABOL (Associação Nacional dos Baba Ovos do Lula). Idaílson José Vilas Boas Macedo, filiado ao PT de Goiás foi nomeado para o cargo no início do ano com o aval da ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) com o salário de R$ 9,6 mil. A Operação Miqueias da Polícia Federal investiga fraudes nos fundos de pensão do Distrito Federal e mais nove estados. E o jovem mancebo era lobista do esquema que pagava propinas a prefeitos para direcionar investimentos de fundos de pensão municipais e executava esta tarefa dentro do Palácio do Planalto. Consta ter “lavado” cerca de R$ 300 milhões. A Polícia Federal pediu sua prisão, bloqueio de suas contas bancárias e a realização de buscas em sua residência, mas a Justiça, ciosa de seu dever de proteger “malfeitores” negou o pedido. Afinal, tráfico de influência, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e até mesmo assassinato de políticos indesejáveis (como o do prefeito Celso Daniel) são apenas deslizes, travessuras, coisas de pouca monta. Pelo menos este é o entendimento do STF.
O ministro do Trabalho Manoel Dias segue ministro. A intimidação por enquanto está dando certo: “‘Se me mandar embora, tomo providências”. Indagado sobre que providências seriam essas o ministro alegou que eram impublicáveis. Manoel Dias ameaçou fazer uma devassa nos convênios do ministério desde 1990 e entregar todo mundo que esteja envolvido. “O presidenta” em processo de recuperação de popularidade e obcecada pela reeleição não se pode dar ao luxo de perder outro partido em sua base de sustentação. O PSB já caiu fora. Mesmo considerando que a permanência do ministro subtraia votos ao invés de somar ainda resta o tempo que o partido dispõe na propaganda eleitoral “gratuita” (uma excrescência). Bandido ameaçar e denunciar bandido é corriqueiro (lembrem que foi Roberto Jefferson que jogou bosta no ventilador por se sentir prejudicado e até cunhou o termo “Mensalão”), salvo algumas exceções como, por exemplo, no mesmo escândalo do Mensalão onde todos os envolvidos se recusaram a atribuir a chefia do esquema ao ex-presidente Lula blindando-o. Caso o ministro fosse um relicário de virtudes porque se pôs na defensiva atacando? Diz a sabedoria popular que quem não deve não teme. Porque temer perder um cargo cuja ascensão e permanência depende, exclusivamente, do presidente da República? Não é incomum o “malfeitor” apontar os crimes alheios para encobrir os seus. Manoel Dias, a exemplo de Carlos Lupi, está na presidência do PDT de Santa Catarina há dez anos sem disputar uma convenção sequer. É secretário-geral da Executiva Nacional e, portanto, cupincha de Lupi. É simples, Maneca (que alcunha!) redige as Atas e Carlos Lupi as assina alegremente. O PDT atualmente tem comissões provisórias em 10 estados e no Distrito Federal. Isto significa que Lupi tem o controle absoluto sobre a legenda. Maneca é tão popular, respeitado e querido pelo eleitorado catarinense que desde da década de 1960 não se elege a nenhum cargo. Os “malfeitos” no ministério do Trabalho, segundo estimativas, pode chegar a R$ 800 milhões.
Mas a Operação Miqueias também apurou que Gustavo Alberto Starling Soares Filho, auditor da Receita Federal exercendo cargo de confiança no ministério da Previdência (Diretoria do Departamento dos Serviços de Previdência no Serviço Público), pagou propinas a prefeitos para direcionar investimentos de fundos de pensão municipais. O funcionário público mantinha contatos com a Invista Investimentos Inteligentes que, ao que tudo indica, pertence ao doleiro Fayed Antoine Traboulsi. A Polícia Federal apreendeu um caderno do doleiro onde estava anotado o pagamento de R$ 10 mil a Gustavo, em dinheiro. Gustavo também repassava aos companheiros da quadrilha documentos e informações. Sábado passado o ministro Garibaldi Alves (PMDB-RN) informou que iria exonerar o meliante e saiu-se com esta pérola: “Eu mesmo fui surpreendido. Não sabia que poderia ocorrer um fato dessa natureza no ministério". É muita desfaçatez. Lula fez escola. A Previdência Social, historicamente, tem a maior concentração de ladrões por metro quadrado. O ministro vivia aonde? Em Marte? Ora, ministro vá ver se eu estou na esquina!
O ministro Manoel Dias quis inovar nas comparações ao dizer que “até provar que pulga não é elefante...” Não poderia ser mais idiota, posto que qualquer retardado saiba a diferença sem mesmo os ver. Porém, os petistas primam por minimizarem suas más ações, roubalheiras, falcatruas, etc. Lula, em 2005, afirmou que o mensalão não existiu, era “apenas” caixa dois acentuando que todo mundo fazia. Segundo o bebum de Rosemary um crime cometido por todos deixa de ser crime. Mas a comparação do indigitado ministro ainda pode ser entendida de outra forma: foi uma roubalheira do tamanho de uma pulga e não de um elefante e, por isso, não deve ser levada em conta. Para a corja política nacional de um modo geral e os petistas e adjacências em particular qualquer roubalheira é vista como uma pulga seja ela expressa em milhões, bilhões, trilhões, etc. Pulga não é elefante, barata não é crocodilo, maribondo não é rinoceronte e petistas e penduricalhos não são gente.
CELSO BOTELHO
22.09.2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
E TUDO NÃO ACABOU NA QUARTA-FEIRA
Quer saber? Depois do voto do ministro Celso de Mello pela admissão dos embargos infringentes há que recomendar-se que o STF seja extinto e em seu lugar seja inaugurado um prostíbulo, posto neste último encontrarmos muita mais decência e correção. O maior e mais grave escândalo da República, também conhecido como Mensalão ou Ação Penal 470, estender-se-á por mais alguns anos abrindo um leque de oportunidades para os safados dos condenados se livrem da punição ou tenham suas penas reduzidas. Por mais argumentos que os seis ministros possam apresentar em favor do recurso interposto pelos doze réus (o mérito) nenhum convencerá o cidadão comum de que não houve parcialidade, cumplicidade e conivência. Essa conversa de julgar “se lixando para a opinião pública” (expressão do ministro Gilmar Mendes no caso da Lei Ficha Limpa) é conversa fiada. A Lei de Introdução (Decreto-Lei 4.657, de 1942), que, em seu Art. 5º, determina: “Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum”. Enviar estes criminosos à cadeia mais próxima atende a fins sociais (e higiênicos) e ao bem comum. Desde 2005 quando o esquema de compra de deputados foi revelado e 2007 quando a denuncia do procurador-geral da República foi aceita pelo STF a sociedade aguarda o desfecho de um esquema concebido e executado para beneficiar o governo do ex-presidente Lula que, aliás, deveria ter sido incluso entre os denunciados como verdadeiro chefe da quadrilha e José Dirceu como autor intelectual, haja vista que o ex-presidente não possui um intelecto capaz de compreender sequer a revistinha do Pato Donald (obedece ao Foro de São Paulo). Com um pouco de sorte os condenados poderão ser recolhidos ao xadrez alguns anos após o Dia do Juízo Final.
A Suprema Corte do meu país me causa indignação, repulsa, asco. Lança mão descaradamente de dois pesos e duas medidas quando se trata de ricos e poderosos. Salvatore Cacciola, Escândalo Banco Marka/Fonte Cidam, obteve habeas corpus neste tribunal (crédito para Marco Aurélio de Mello) e prontamente evadiu-se do país vivendo no bem-bom na Europa até que se deixou prender e foi repatriado exigindo que não o algemasse. Daniel Dantas, Banco Oportunitty, obteve duas liminares em quarenta e oito horas para que sua prisão decretada pelo então juiz Fausto Di Sanctis fosse revogada. Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou ao Senado em 2001 após ter seu nome (e suas mãos) envolvido em corrupção na Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e do Banpará (Banco do Estado do Pará). Em outubro de 2010 o STF decidiu que o registro dele deveria ser negado e, meses depois, entendeu que a Lei Ficha Limpa não se aplicava nas eleições de 2010. Em 2007 Cássio Cunha Lima, então governador do estado da Paraíba, foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, mas dois dias depois o Tribunal Superior Eleitoral concede liminar mantendo-o no cargo. No fim de 2007 o TRE volta a cassar seu mandato. Em fins de 2008 o TSE confirma a cassação, mas Cássio consegue medida cautelar para mantê-lo à frente do Executivo paraibano até o fim do processo. Em 2009 tem seu mandato cassado em definitivo. Em 2011 o STF determinou a posse do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) decidindo que a Lei Ficha Limpa não poderia retroagir e, assim, somente poderia ser aplicada a partir das eleições de 2012. Beleza. Para Cássio. Para não pairar nenhuma dúvida quanto a complacência do STF a ministra Rosa Weber determinou o arquivamento de uma investigação do Ministério Público Eleitoral contra o senador onde era acusado de utilizar a estrutura do governo da Paraíba para beneficiar o atual vice-governador Rômulo Gouveia para a prefeitura de Campina Grande quando era deputado federal. Roberto Gurgel, então procurador-geral da República, sustentou a inexistência de provas e considerou o prazo de punição prescrito. E por falar em Roberto Gurgel, esta possibilidade aberta aos réus dos embargos infringentes só foi possível devido sua omissão em não pedir ao relator ministro Joaquim Barbosa a suspeição do ministro Dias Toffoli que fora assessor e advogado pessoal de José Dirceu, condenado a dez anos e dez meses, e Advogado-Geral da União pelas mãos do mesmo. Caso houvesse feito isso os 12 condenados não teriam direito a interporem o recurso, posto que contassem com somente três votos favoráveis em suas condenações e não quatro. O ministro Luiz Fux foi eleito relator nesta fase do “julgamento”. Fux, Joaquim Barbosa, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio votaram contra a aceitação dos embargos infringentes. Mas o estrago já está feito. Em 2011, por seis votos favoráveis e três contrários, o STF decidiu pela soltura de Cesare Battisti, condenado à revelia à prisão perpétua por quatro assassinatos nos anos 1970 e respondendo uma ação penal no Brasil por uso de documento falso (em 2004 falsificou carimbos do serviço de imigração brasileiro). O ex-presidente Lula negou à justiça italiana a extradição do condenado. Em junho deste ano o STF manteve a condenação pelo uso de documento falso o que possibilita sua expulsão do país. Mas nada deve acontecer ao terrorista que vive com visto permanente no Brasil e tem por advogado nada mais nada menos que Luiz Eduardo Greenhalg, encarregado pelo Partido dos Trabalhadores para impedir que as investigações sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel avançasse. Greenhalg também recebeu R$ 650 mil a título de “honorários”, deve ter sido pelo lobby que praticava no governo Lula para Daniel Dantas e administrações petistas. Esta pequena resenha demonstra cabalmente a utilidade do STF em particular e o Judiciário de um modo geral: endossar os crimes dos ricos e poderosos. Caso restava algum respeito pela justiça brasileira ele desapareceu por completo com o voto do ministro Celso de Mello.
Provavelmente o STF deve ser a única Suprema Corte no planeta onde a Constituição situa-se abaixo de um Regimento Interno. Gostaria que alguém me apontasse algum cidadão comum (desprovido de recursos financeiros, poder ou proximidade deste) que tenha sido beneficiado com tal recurso. Ficou patente que a lei só deve ser aplicada aos ladrões de galinha. Bem, o que se pode esperar de um país que tem como chefe do governo e de Estado uma ex-terrorista, partícipe de sequestros, acusada de ladra e assassina (beneficiada pela Lei da Anistia de 1979 juntamente com uma cambada de outros comunistas); ministros corruptos, como Antônio Palocci que multiplicou seu patrimônio vinte vezes em quatro anos, condenados como José Dirceu, “enricados” como Fernando Pimentel por palestras que jamais foram proferidas e tantos outros pulhas? Ao contrário do carnaval, o Mensalão não acabou nesta quarta-feira.
CELSO BOTELHO
18.09.2013
A Suprema Corte do meu país me causa indignação, repulsa, asco. Lança mão descaradamente de dois pesos e duas medidas quando se trata de ricos e poderosos. Salvatore Cacciola, Escândalo Banco Marka/Fonte Cidam, obteve habeas corpus neste tribunal (crédito para Marco Aurélio de Mello) e prontamente evadiu-se do país vivendo no bem-bom na Europa até que se deixou prender e foi repatriado exigindo que não o algemasse. Daniel Dantas, Banco Oportunitty, obteve duas liminares em quarenta e oito horas para que sua prisão decretada pelo então juiz Fausto Di Sanctis fosse revogada. Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou ao Senado em 2001 após ter seu nome (e suas mãos) envolvido em corrupção na Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e do Banpará (Banco do Estado do Pará). Em outubro de 2010 o STF decidiu que o registro dele deveria ser negado e, meses depois, entendeu que a Lei Ficha Limpa não se aplicava nas eleições de 2010. Em 2007 Cássio Cunha Lima, então governador do estado da Paraíba, foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, mas dois dias depois o Tribunal Superior Eleitoral concede liminar mantendo-o no cargo. No fim de 2007 o TRE volta a cassar seu mandato. Em fins de 2008 o TSE confirma a cassação, mas Cássio consegue medida cautelar para mantê-lo à frente do Executivo paraibano até o fim do processo. Em 2009 tem seu mandato cassado em definitivo. Em 2011 o STF determinou a posse do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) decidindo que a Lei Ficha Limpa não poderia retroagir e, assim, somente poderia ser aplicada a partir das eleições de 2012. Beleza. Para Cássio. Para não pairar nenhuma dúvida quanto a complacência do STF a ministra Rosa Weber determinou o arquivamento de uma investigação do Ministério Público Eleitoral contra o senador onde era acusado de utilizar a estrutura do governo da Paraíba para beneficiar o atual vice-governador Rômulo Gouveia para a prefeitura de Campina Grande quando era deputado federal. Roberto Gurgel, então procurador-geral da República, sustentou a inexistência de provas e considerou o prazo de punição prescrito. E por falar em Roberto Gurgel, esta possibilidade aberta aos réus dos embargos infringentes só foi possível devido sua omissão em não pedir ao relator ministro Joaquim Barbosa a suspeição do ministro Dias Toffoli que fora assessor e advogado pessoal de José Dirceu, condenado a dez anos e dez meses, e Advogado-Geral da União pelas mãos do mesmo. Caso houvesse feito isso os 12 condenados não teriam direito a interporem o recurso, posto que contassem com somente três votos favoráveis em suas condenações e não quatro. O ministro Luiz Fux foi eleito relator nesta fase do “julgamento”. Fux, Joaquim Barbosa, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio votaram contra a aceitação dos embargos infringentes. Mas o estrago já está feito. Em 2011, por seis votos favoráveis e três contrários, o STF decidiu pela soltura de Cesare Battisti, condenado à revelia à prisão perpétua por quatro assassinatos nos anos 1970 e respondendo uma ação penal no Brasil por uso de documento falso (em 2004 falsificou carimbos do serviço de imigração brasileiro). O ex-presidente Lula negou à justiça italiana a extradição do condenado. Em junho deste ano o STF manteve a condenação pelo uso de documento falso o que possibilita sua expulsão do país. Mas nada deve acontecer ao terrorista que vive com visto permanente no Brasil e tem por advogado nada mais nada menos que Luiz Eduardo Greenhalg, encarregado pelo Partido dos Trabalhadores para impedir que as investigações sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel avançasse. Greenhalg também recebeu R$ 650 mil a título de “honorários”, deve ter sido pelo lobby que praticava no governo Lula para Daniel Dantas e administrações petistas. Esta pequena resenha demonstra cabalmente a utilidade do STF em particular e o Judiciário de um modo geral: endossar os crimes dos ricos e poderosos. Caso restava algum respeito pela justiça brasileira ele desapareceu por completo com o voto do ministro Celso de Mello.
Provavelmente o STF deve ser a única Suprema Corte no planeta onde a Constituição situa-se abaixo de um Regimento Interno. Gostaria que alguém me apontasse algum cidadão comum (desprovido de recursos financeiros, poder ou proximidade deste) que tenha sido beneficiado com tal recurso. Ficou patente que a lei só deve ser aplicada aos ladrões de galinha. Bem, o que se pode esperar de um país que tem como chefe do governo e de Estado uma ex-terrorista, partícipe de sequestros, acusada de ladra e assassina (beneficiada pela Lei da Anistia de 1979 juntamente com uma cambada de outros comunistas); ministros corruptos, como Antônio Palocci que multiplicou seu patrimônio vinte vezes em quatro anos, condenados como José Dirceu, “enricados” como Fernando Pimentel por palestras que jamais foram proferidas e tantos outros pulhas? Ao contrário do carnaval, o Mensalão não acabou nesta quarta-feira.
CELSO BOTELHO
18.09.2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
O MANECA CONTINUA MINISTRO
Das duas uma: ou D. Dilma é uma hipócrita ou é uma hipócrita “no que se refere à questão” das roubalheiras no ministério do Trabalho. O ex-presidente Itamar Franco afastou do cargo de ministro da Casa Civil Henrique Hargreaves acusado de irregularidades determinando que se defendesse fora do governo. Provada a inocência voltou ao cargo muito mais fortalecido. Mas Itamar Franco era de outra cepa. Onde há fumaça há fogo e, portanto, o ministro Manoel Dias, o Maneca (isso é lá alcunha que se preza?), deveria ter sido afastado imediatamente após as denúncias. Declarou a ex-guerrilheira de meia pataca furada, pseudo-doutoranda e mentirosa inveterada que não há motivos para desconfiar do ministro. Para reforçar Gilberto Carvalho, ministro-chefe da secretaria da presidência da República e espião do Lula no Planalto, também defendeu o ministro. Gilberto Carvalho, O Espião Que Veio do Nada, disse, textualmente: "Eu, sinceramente, não posso acreditar que haja qualquer problema com o ministro. Boa parte dos convênios que estão no Ministério do Trabalho não é da época dele." Sendo o ministério um feudo do PDT Carvalho acusou o ex-ministro e presidente do PDT Carlos Lupi (demitido por corrupção) e Brizola Neto (demitido por pressão de Lupi sob a chantagem de não aceitar a filiação de Carlos Augusto, ex-marido de Dilma Rousseff, no PDT do Rio Grande do Sul e abandonar a base governista, emplacou Manoel Dias) de responsáveis pelas roubalheiras. No entanto, recusou-se a dizer qualquer coisa sobre as “diabruras” de Dalva Maria de Luca, cônjuge do ministro Manoel Dias, em convênios irregulares quando fora secretária estadual em Santa Catarina. Mas, convenhamos, que novidade há em comunistas defender comunistas? Quando não defendem omitem-se. Um relatório da Polícia Federal revelou que Gilberto Carvalho era interlocutor da quadrilha do CEAT (Centro de Atendimento ao Trabalhador) no ministério do Trabalho suspeita de ter desviado R$ 18 milhões de convênios e Carvalho só disse que estava “frustrado”. Realmente, deve estar muito frustrado por ter sido descoberta a roubalheira da qual participava. Outro que se apressou em defender o ministro Manoel Dias foi o senador Acir Gurgacz (parece nome de comida búlgara) líder do PDT no Senado Federal, “o Manoel é a pessoa certa para fazer uma limpa lá.” Sim. Uma limpa nos cofres do ministério. Idade avançada, senador, não é atestado de bons antecedentes. Além das bandalhas apuradas pela Operação Esopo surge a denúncia de John Siever Dias, ex-dirigente do PDT catarinense, de haver recebido R$ 1.300,00 por serviços partidários da ADRVale de Brusque contratada pelo Ministério do Trabalho. O esquema irregular de pagamento ocorreu em 2008, durou pelo menos seis meses e foi montado pelo hoje ministro da pasta, Manoel Dias.
“O presidenta” sabe perfeitamente que a única atitude compatível com tais denúncias é a demissão imediata do ministro. Isto é o que se esperaria de qualquer pessoa que possuísse um mínimo de decência, caráter, responsabilidade e lisura. Porém, tais atributos estão tão presentes na classe política como os oceanos em Marte. D. Dilma já cedeu as pressões para demitir Brizola Neto e admitir um membro da quadrilha de Lupi e não está disposta a correr o risco de perder o apoio do PDT na Câmara dos Deputados e, principalmente, nos palanques do próximo ano quando tentará reeleger-se para nos brindar com mais quatro anos de catástrofes (chuvas de escândalos torrenciais; tsunamis de desvios, desperdícios e malversação dos dinheiros públicos; erupções gigantescas de mandos e desmandos; terremotos econômicos colossais e inúmeros trovões publicitários). Mesmo contando com concorrentes “fraquinhos” (royalties para Nelson Jobim, O Contrabandista) é melhor prevenir do que remediar. Seguro morreu de velho, dizia minha saudosa avó. Para que não se diga que tenho má vontade com D. Dilma foi acertada sua decisão de não mais viajar para os Estados Unidos “no que se refere” a melhorar sua imagem perante a sociedade que foi ultrajada pela espionagem na Petrobrás. Para reforçar sua indignação com os abelhudos do Tio Sam deveria suspender o leilão marcado para o próximo dia 21. Porém, o ministro das Minas e Energia Edison Lobão, cujos conhecimentos na área estão restritos a ligar e desligar interruptores afiança que será realizado. Tão grave quanto a arapongagem norte-americana são estes leilões que se constituem num estrondoso crime de lesa-pátria. Fazer beicinho e dizer que não vai mais à sua casa não é o suficiente.
Além dos motivos eleitoreiros para D. Dilma isentar das lambanças o ministro existem motivos “históricos”. Manoel Dias, segundo consta, foi líder estudantil na década de 1960, em outras palavras um adepto stalinista, maoísta, castrista e outras tralhas. Cassado pelo AI 5 com os direitos políticos suspensos por dez anos. Um dos fundadores do PDT. Credenciais suficientes para se protegido pela comunidade comunista que governa o Brasil. Sendo assim o Maneca continua ministro.
CELSO BOTELHO
17.09.2013
“O presidenta” sabe perfeitamente que a única atitude compatível com tais denúncias é a demissão imediata do ministro. Isto é o que se esperaria de qualquer pessoa que possuísse um mínimo de decência, caráter, responsabilidade e lisura. Porém, tais atributos estão tão presentes na classe política como os oceanos em Marte. D. Dilma já cedeu as pressões para demitir Brizola Neto e admitir um membro da quadrilha de Lupi e não está disposta a correr o risco de perder o apoio do PDT na Câmara dos Deputados e, principalmente, nos palanques do próximo ano quando tentará reeleger-se para nos brindar com mais quatro anos de catástrofes (chuvas de escândalos torrenciais; tsunamis de desvios, desperdícios e malversação dos dinheiros públicos; erupções gigantescas de mandos e desmandos; terremotos econômicos colossais e inúmeros trovões publicitários). Mesmo contando com concorrentes “fraquinhos” (royalties para Nelson Jobim, O Contrabandista) é melhor prevenir do que remediar. Seguro morreu de velho, dizia minha saudosa avó. Para que não se diga que tenho má vontade com D. Dilma foi acertada sua decisão de não mais viajar para os Estados Unidos “no que se refere” a melhorar sua imagem perante a sociedade que foi ultrajada pela espionagem na Petrobrás. Para reforçar sua indignação com os abelhudos do Tio Sam deveria suspender o leilão marcado para o próximo dia 21. Porém, o ministro das Minas e Energia Edison Lobão, cujos conhecimentos na área estão restritos a ligar e desligar interruptores afiança que será realizado. Tão grave quanto a arapongagem norte-americana são estes leilões que se constituem num estrondoso crime de lesa-pátria. Fazer beicinho e dizer que não vai mais à sua casa não é o suficiente.
Além dos motivos eleitoreiros para D. Dilma isentar das lambanças o ministro existem motivos “históricos”. Manoel Dias, segundo consta, foi líder estudantil na década de 1960, em outras palavras um adepto stalinista, maoísta, castrista e outras tralhas. Cassado pelo AI 5 com os direitos políticos suspensos por dez anos. Um dos fundadores do PDT. Credenciais suficientes para se protegido pela comunidade comunista que governa o Brasil. Sendo assim o Maneca continua ministro.
CELSO BOTELHO
17.09.2013
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