domingo, 26 de maio de 2013

O FALSO PROFETA DO AGRESTE




O ex-presidente Luiz Inácio Lula Satanás da Silva deu a conhecer mais um de seus muitos “dons”. Há muito conhecemos os “dons” deste ilustre cidadão da “vibrante” cidade de Garanhuns no estado de Pernambuco. O primeiro e o mais marcante de todos os seus “dons” é sem dúvida o de mentir descaradamente, sistematicamente e impunemente como, por exemplo, negar o Mensalão, vulgo Ação Penal 470, com o famoso bordão “eu não sabia”. O “dom” de lesar pessoas, aparelhar as instituições inchando a máquina pública para beneficiar companheiros e o próprio Partido dos Trabalhadores com as contribuições que são obrigados a fazer e depenar e depredar o país é incontestável. Como incontestável também seu “dom” para conspirar contra adversários, correligionários, amigos, inimigos e toda sociedade. Outro “dom” muito peculiar do ex-presidente é o de fabricar postes e postes imprestáveis como Dilma Rousseff e Fernando Haddad. A permissividade também é notória entre os inúmeros “dons” do iletrado “doutor honoris causa”, basta que se observe a quantidade de vezes em que barrou, manipulou e esvaziou várias CPIs e investigações, protegendo toda sorte de delinquentes dentro e fora do governo. Mas estamos longe de terminar a descrição de seus “dons” como o de engendrar (ou determinar que alguém o faça, considerando que possui um intelecto limitado), apadrinhar, estimular e associar-se a bandalheiras de todos os matizes, sem esquecer-se de ignorá-las quando lhe for conveniente, como no caso do complexo esquema de compra de parlamentares em “suaves” prestações mensais ou a prática ostensiva e intensiva de corrupção ativa e passiva e tráfico de influência de sua amiga intima e “companheira” de viagens Rosemary Nóvoa, ex-chefe do extinto gabinete da presidência da República em São Paulo. Lula não vacila em estender sua rede de proteção e acolhimento a desprezíveis larápios como José Dirceu, Antonio Palocci, José Genoíno, Silvio Pereira, Delúbio Soares e centenas de outros patifes, isto é o “dom” da solidariedade com os seus iguais. Não seria justo não elencar entre seus “dons” o imenso e intenso “dom” em trair e trapacear, tanto no plano pessoal como no público. O “dom” de apropriar-se do que não lhe pertence ficou patente quando saiu do Palácio do Planalto com onze caminhões de mudança sendo um deles frigorifico com numero itens pertencentes à União (joias, tapetes, obras de arte, etc.). O “dom” mais visível e reconhecidamente sua marca registrada é o de utilizar-se de metáforas idiotas, pronunciamentos imbecis e “tiradas” tolas. Reconhecemos que todos estes “dons” não são uma exclusividade do ex-presidente, são corriqueiros entre a classe política, empresarial e criminosa. Porém, Lula é um de seus mais notáveis representantes. Foram deixados de lado inúmeros “dons” do ex-presidente “metamorfose ambulante” e isto se deve ao nosso apreço a higiene e absoluto zelo em manter este espaço livre de imundices tanto quanto seja possível.



Desta feita o bocó e filho... de Garanhuns (com todo respeito aos milhões de bocós deste país) deu ciência à nação do fantástico “dom” da profecia. Não se pode afiançar a origem da revelação, mas pode-se especular. Tanto pode ser divina como diabólica ou extraterrestre. No primeiro caso há que se crer que o Criador pode contar com mensageiros mais qualificados e não concederia tal privilégio a um pecador contumaz e herege juramentado com o ex-presidente. No segundo caso, o senhor do inferno é o rei das mentiras e do embuste entre tantas outras coisas e, portanto, a escolha do mensageiro foi apropriada. No caso dos extraterrestres a situação se complica enormemente, posto que não se visualize qualquer motivo para que se lançassem em uma viagem através do Universo de centenas de milhares ou milhões de anos-luz para revelar ao ex-presidente qual seria (ou não seria) a nossa colocação no ranking das maiores economias do planeta. De qualquer maneira trata-se de uma revelação porque, contrariando todos os números, todos os dados oficiais e extraoficiais e o comportamento da economia tanto no Brasil como no mundo, o filho pródigo de Garanhuns profetizou que em 2016 seremos a quinta economia do mundo. Uma profecia indiscutivelmente desconectada da realidade. E a realidade foi de um PIB (Produto Interno Bruto) de 0,09% em 2012. Excluídos o Criador e os extraterrestres conclui-se que a “profecia” de Lula trata-se, inegavelmente, de artimanha do diabo ou uma das muitas fanfarronices do falso profeta do agreste pernambucano ou ambas as coisas.




Vejamos os números do primeiro mandato de Lula (2003-2006). As taxas de crescimento do PIB situaram-se em 0,5% (2003), 4,9% (2004), 2,3% (2005) e 3% (2006), dentro de uma conjuntura em que a economia mundial crescia praticamente o dobro dessas taxas e os emergentes dinâmicos três vezes mais. Para melhorar estes resultados o governo alterou a metodologia nas contas nacionais (o peso e a composição dos indicadores básicos da economia) fazendo com que as taxas se elevassem para 1,1% (2003), 5,7% (2004), 3,2% (2005) e 4% (2006). Pura trapaça, desonestidade intelectual. O Partido dos Trabalhadores não poderia privar-se principalmente deste tipo de desonestidade. Os índices são sempre manipulados por sucessivos governos e o do Partido dos Trabalhadores não seria nenhuma exceção, sejam eles oriundos da FGV (Fundação Getúlio Vargas), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) ou IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) porque, além de historicamente aparelhados, são submissos e levam ao pé da letra a máxima que diz “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Caso fossem respeitados os critérios metodológicos anteriores a carga tributária no Brasil teria alcançado o singelo patamar de 39,92% do PIB, uma catástrofe para os padrões internacionais. O governo Lula foi extremamente beneficiado por uma demanda internacional. Mas a desonestidade intelectual não tem limites. O Partido dos Trabalhadores acusavam sistematicamente o governo tucano da prática de “populismo cambial”, porém o governo de Lula patrocinou uma intensa valorização cambial criando a falsa impressão de que todos os brasileiros estavam ficando mais ricos. O governo Lula também se esmerou em aumentar assiduamente a carga fiscal, situação atípica em países com os níveis de renda do Brasil. Pelo menos dois quintos da renda nacional é prazerosamente extorquida da sociedade pelo moribundo e insaciável Estado brasileiro que, nunca é demais dizer, não apresenta uma contrapartida satisfatória em infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, etc. E segue mantendo e expandido uma estrutura administrativa paquidérmica, ineficiente e notoriamente corrupta e corruptora.



No segundo mandato, apesar da crise de 2008, a sorte sorriu para o governo Lula. O PIB brasileiro foi incrementado pela demanda da China que se tornou nosso primeiro parceiro comercial. Os números apurados foram: 6,1% (2007), 5,1% (2008), -0,2% (2009) uma retração e 7,5 (2010). Podemos dizer que a economia comportou-se melhor do que as médias mundiais, mas ainda abaixo de economias emergentes como a China e a Índia. Ao longo de cinco anos o governo Lula manteve uma inflação girando em torno de 5% com o objetivo de corroer o poder de compra dos brasileiros. Por outro lado a carga fiscal prosseguiu aumentando, os investimentos públicos minguando e sendo contingenciados para formar superávit primário, ou seja, economia para pagar juros da dívida pública (em 2011 foram contingenciados R$ 50 bilhões e em 2012 R$ 55 bilhões) e o desvio de recursos do orçamento fluindo caudalosamente para o caixa de empresas estatais e penduricalhos que poderiam lançar mão de financiamentos no mercado como qualquer mortal. Não perdendo de vista o costumeiro desvio, desperdício, malversação e corrupção com os dinheiros públicos. O crescimento médio de 3,6% na Era Lula ficou bem abaixo da média do mundo "em desenvolvimento" no período, com média anual de 6,5%. No governo Lula o crescimento médio real anual do PIB é significativamente menor do que a taxa secular de crescimento econômico do país em toda a sua história republicana (4,5%). A participação média no PIB mundial é de 2,74%. Esta participação está próxima daquela observada há quase quarenta anos atrás, no início dos anos 1970. De acordo com os padrões históricos brasileiros e mundiais o desempenho da economia brasileira durante a gestão de Lula pode ser avaliado como fraco. Mas para não dizer que não falei dos tucanos, o governo de FHC (1995-2002) foi elencado por especialistas em macroeconomia como o segundo pior da História republicana. O primeiro lugar ficou com o governo Collor (uma retração de 0,05% em 1992). Dizer que o governo Lula (e o Partido dos Trabalhadores) executou com grande desenvoltura e eficácia tudo aquilo que combateu (ou fingiram combater) durante anos a fio equivale a proclamar como inédita a descoberta da forma esférica do nosso planeta.




Somente com estes dados e para um simples exercício das probabilidades concluímos sem pestanejar que a profecia do Exu de Garanhuns está a milhares de anos luz de qualquer chance de concretizar-se. Estudei um pouco sobre o comportamento da economia durante o período republicano e os dados que coletei indicam de maneira irretocável e irrefutável os erros primários, equívocos planejados, decisões estapafúrdias, arrogâncias e prepotências estratosféricas, conchavos, cambalachos, casuísmos, entreguismos, corporativismos, etc. cujas consequências mostraram-se catastróficas e seus reflexos ainda podem ser sentidos. A incompetência, a omissão, o descaso, a conivência com interesses estranhos e escusos pautam todos os períodos presidenciais, sem excluir as duas ditaduras (a de Vargas, 1930-1945 e a militar, 1964-1985).




Mas, como já disse aqui, o que o ex-presidente Lula, O Ignorante Desbocado, fala não se escreve em nenhuma língua, viva ou morta. Está se comportando como provável candidato à sucessão de sua sucessora. Lula é um fanfarrão, mas um fanfarrão inteligente, astuto, oportunista e sem escrúpulo algum. Lula é o resultado de fatos, acontecimentos, circunstâncias e desdobramentos perfeitamente explicáveis, convertidos em estratégias pelos luminares esquerdistas e facilmente compreendidos como tantos outros no Brasil e em outras partes do mundo. Durante anos foi construída uma imagem de Lula e do Partido dos Trabalhadores que jamais estiveram sequer próximas da realidade. O Partido dos Trabalhadores não se rendeu à cartilha neoliberal porque, de fato, jamais a combateu. A Carta Aberta aos Brasileiros de 2002 e a escolha de um empresário bem sucedido e respeitado como José Alencar para a vice-presidência da República foi o passaporte para Lula alcançar o apoio total das elites a sua ascensão à presidência. Pode-se dizer que estes instrumentos garantiram a continuação da concessão, manutenção e expansão de privilégios às classes políticas e econômicas. O governo Lula, contrariando o pensamento marxista de que o Estado não deve promover a caridade porque isto tende a aplacar as lutas do proletariado, encampou e monopolizou a caridade transformando o que era política de governo em política de Estado e, portanto, na prática, permanente, irrevogável. Mesmo em 1989 a equipe de economistas e pulhas que assessoravam ambos os candidatos (Lula e Collor) aventavam a necessidade de promover-se uma apreensão dos ativos e introduzir as “regras” do Consenso de Washington tão logo assumissem o poder. Ao longo dos dois mandatos o governo Lula privatizou cerca de três mil quilômetros de rodovias federais, o grupo espanhol OHL venceu o leilão que lhe concedia o direito de explorar pedágios por 25 anos. Também foram privatizadas Banco do Estado do Ceará, Banco do Estado do Maranhão, Hidrelétrica Santo Antônio, Hidrelétrica Jirau, Linha de transmissão Porto Velho (RO) – Araraquara (SP). O governo Dilma prossegue com as doações como a recente aprovação da MP 595 que compromete o desenvolvimento do país e entrega nossos portos à ganância dos Daniel Dantas, Eike Batista, Odebrecht da vida e tantos outros. Lula não é mais do que um arrogante desprezível, um presunçoso insuportável, um egocêntrico doentio, um narcisista consumado e um mentiroso tão convicto que chega a crer em suas próprias mentiras.





CELSO BOTELHO

25.05.2013