segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

NA REPÚBLICA BRASILEIRA SEMPRE HÁ VAGAS


Ao afirmar que o país não precisa de mais sete mil vereadores o presidente Lula, O Ignorante, me fez lembrar o porco falando do toucinho visto que, apenas em 2008, nomeou a bagatela de qualquer coisa dez vezes mais. Mas a notícia fica por conta da Câmara dos Deputados, a gaiola das loucas, onde tramita meia centena de projetos que criam despudoradamente 37 mil cargos públicos que nos custará a merreca de quase um bilhão e meio de reais. Então para que todo esse carnaval entre as duas Casas do Legislativo federal? Dinheiro? Tudo indica que isso não é entrave algum quando se trata do dinheiro dos outros, isto é, o nosso do qual se dispõe com a maior desfaçatez. Crise internacional, a maior dos últimos oitenta anos, não passa nem perto das preocupações dos “nobres” parlamentares que, no momento, desejam desfrutar “merecidas” férias. Seja nas belas praias do litoral brasileiro (é verão) ou no charmoso inverno europeu, não importa. Já vi muitas legislaturas no Congresso Nacional que para serem medíocres (e outras coisas) deveriam esforçar-se muito, mas esta que ai está nem se esforçando atingirá à mediocridade de tão ruim. É lamentável havermos ficado com as baionetas apontadas para as nossas costas por duas décadas comendo o pão que o diabo amassou com o rabo para assistirmos o desmonte da nação. E não reputo autoria da depredação do Estado brasileiro somente ao atual governo e sim, e mais especificamente, a todos instalados desde 1985 posto que o processo de deteriorização tenha se iniciado em 15 de novembro de 1889, ou mesmo antes. E não posso excluir a participação no esbulho de nenhum dos três poderes. É só fazer uma retrospectiva para constatarmos o quanto fomos (e ainda o somos) maltratados, espezinhados, roubados, massacrados.


A eficiência do Estado não está atrelada a quantidade de pessoal contratado e sim a qualificação. Relação que sempre se mostrou inoportuna para os dirigentes do nosso Brasil varonil tal a necessidade de contemplar amigos, associados e cúmplices. Este governo para atender a demanda dos “cumpanheiros” e similares não hesita em parir ministérios, órgãos e cargos. Na República brasileira sempre haverá vagas e se não tiver inventa-se.

CELSO BOTELHO

22.12.2008